sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

The Night Shadows Vol 3: 1967-69 - The Psychedelic Years

The Night Shadows (ou Little Phil and The Night Shadows) foi uma das primeiras e mais duradouras bandas de garagem dos EE.UU.
Eles fizeram sucesso no final dos anos 50 gravando um rock considerado pervertido: Garbage Man (nada a ver com The Crambs nos anos 80?).
Sem grandes mudanças na formação, continuaram gravando nos anos 60 influenciados pela onda da invasão britânica.
Em 1966 o Night Shadows reacendeu a brasa e gravou 60 Second Swinger.


O álbum The Square Root of Two, de 1968, foi avaliado em U$1.000 no catálogo de 1997 de Jerry Osborne.
Você verá muitas semelhanças com os primeiros álbuns de Zappa.
Vale conferir.

The Night Shadows Vol 3: 1967-69 - The Psychedelic Years

01 - Prologue (Voice Of Electric Bob)
02 - So Much (1967 Version)
03 - I Can't Believe
04 - Plenty Of Trouble
05 - In The Air
06 - Anything But Lies (Time After Time)
07 - Gimme, Gimme
08 - Don't Hold Your Breath
09 - Listen To My Heart (Demo Session)
10 - Fly High
11 - 60 Second Swinger (Wbad Concert)
12 - Psychedelic Ilusion
13 - Little Phil Jokes With The Audience
14 - Anything But Lies (The Lost Live Version)
15 - Turned On
16 - The Hot Dog Man (Stoned Version)
17 - Epilogue Fly High Reprise
18 - Excerpt From A 1979
19 - The Garbage Man (1961)

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Voce terá uma porrada de informações sobre esses doidos aqui (em inglês).
Quem sabe mais adiante a gente não consiga os outros dois volumes.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Linda Perhacs - 1970 - Parallelograms

Linda Perhacs é uma cantora de folk psicodélico e lançou esse seu único álbum em 1970.
Quem é fã de musica folk (em qualquer de suas variantes) irá se deliciar com esse álbum. É considerado uma obra-prima do autêntico folk psicodélico hippie e, sem sombra de dúvidas, um dos melhores álbuns do gênero.

Se você entende inglês, dê uma lidinha nesse texto arrumadinho que Chris escreveu e eu encontrei aqui.

Parallelograms is an amazing album.
I first heard about her through record collecting friends.
It is the one and only release that Linda Perhacs put out and a very obscure one at that.
Obscurity doesn’t automatically make a musician, band, or artist cool.
It is the quality of the artful sound that is being produced.
Linda’s music is categorized as psychedelic folk.
Bits of 60s-era psychedelic electronics can be heard through out over her light acoustic guitar and nice bass-lines creating day dreaming songs.
Parallelograms is real introspective and personal record, its very easy to zone out to.
Since the reissue of Parallelograms, she’s collaborated with Devendra Banhart on the track “Freely” (Smokey Rolls Down Thunder Canyon).
She’s apparently working on new material although there hasn’t been any news regarding that matter.
And I kick myself for never purchasing an original copy of Parallelograms that I saw on a wall at a record store that shall remain anonymous.

-Chris


Agora, se você manja (ui) de espanhol, o Julian postou no blog dele esse textinho bacana:

Joya oculta de acid-folk que ha permanecido en el trastero durante más de treinta años, excepto para unos pocos afortunados.
La misteriosa Linda Perhacs (Leonard Rosenman) surgió de la nada y grabó este álbum en Hawaii en 1970, para después volver a desaparecer para siempre del panorama musical.
Su cautivadora forma de tocar la guitarra acústica junto a su dulce y emotiva voz, han hecho que este disco se haya convertido en un clásico de culto.
Su redición en 1998 después de haber estado 28 años sin publicar, refleja el creciente interés por esta obra y por su desconocida creadora.
Su único album fue "PARALLELOGRAMS" 1970.

 Linda Perhacs - 1970 - Parallelograms



01 - Chimacum Rain
02 - Paper Mountain Man
03 - Dolphin
04 - Call Of The River
05 - Sandy Goes
06 - Parrallelograms
07 - Hey Who Really Cares
08 - Moons And Cattauls
09 - Morning Colors
10 - Porcelain Baked Over Cast-Iron Wedding
11 - Delicious

Baixe

Deleite-se...


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Símbolos

Símbolos? Estou farto de símbolos...
Mas dizem-me que tudo é símbolo,
Todos me dizem nada.
Quais símbolos? Sonhos. —
Que o sol seja um símbolo, está bem...
Que a lua seja um símbolo, está bem...
Que a terra seja um símbolo, está bem...
Mas quem repara no sol senão quando a chuva cessa,
E ele rompe as nuvens e aponta para trás das costas,
Para o azul do céu?
Mas quem repara na lua senão para achar
Bela a luz que ela espalha, e não bem ela?
Mas quem repara na terra, que é o que pisa?
Chama terra aos campos, às árvores, aos montes,
Por uma diminuição instintiva,
Porque o mar também é terra...
Bem, vá, que tudo isso seja símbolo...
Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra,
Mas neste poente precoce e azulando-se
O sol entre farrapos finos de nuvens,
Enquanto a lua é já vista, mística, no outro lado,
E o que fica da luz do dia
Doura a cabeça da costureira que pára vagamente à esquina
Onde se demorava outrora com o namorado que a deixou?
Símbolos? Não quero símbolos...
Queria — pobre figura de miséria e desamparo! —
Que o namorado voltasse para a costureira.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa