quinta-feira, 18 de outubro de 2012

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Тhе Univеrsе оf Jоhn Lеnnоn (2012)
Мiсhаеl Оссhiрinti

https://www.rapidshare.com/files/3304158831/MichaelOcchipinti%20-TheUniverseOfJohnLennon.rar



Artist: Мiсhаеl Оссhiрinti
Album Name: Тhе Univеrsе оf Jоhn Lеnnоn
Year: 2012
Genre: Jazz, Vocal Jazz
Bitrate: 320 kbps
Size: 190 MB

Tracklist:
01. I Am the Walrus (feat. Elizabeth Shepherd)
02. Instant Karma! (We All Shine On)
03. I'm Only Sleeping (feat. Yvette Tollar)
04. Working Class Hero (feat. Elizabeth Shepherd)
05. Rain (feat. Denzal Sinclaire)
06. Whatever Gets You Through the Night (feat. Elizabeth Shepherd)
07. Tomorrow Never Knows (feat. Yvette Tollar)
08. Julia (feat. Laila Biali)
09. Don't Let Me Down (feat. Dominic Mancuso)
10. Girl (feat. Denzal Sinclaire)
11. Beautiful Boy (feat. Laila Biali)
12. Cold Turkey (feat. Dominic Mancuso)
13. Across the Universe (feat. Elizabeth Shepherd)
14. Peace In Central Park

Album Information
Michael Occhipinti & Shine On - The Universe of John Lennon showcases the songbook of John Lennon, arranged by eight-time JUNO nominee Michael Occhipinti, an acclaimed musician and guitarist, along with his all-star band accompanied by Canada’s most distinct Jazz vocalists: Elizabeth Shepherd, Yvette Tollar, Dominic Mancuso, Laila Biali and Denzal Sinclaire.

“The roots of the record go back to the 30th anniversary of his passing when I was asked to put together a concert to celebrate John Lennon's music and I thought it would be nice to involve a few different vocalists so that no one singer had to take on the sole responsibility of being John Lennon,” says Occhipinti of the collage of artists that collectively have over 20 Juno Awards. “I thought of using female voices first, just to make it immediately different, and I heard specific voices in my head as I worked on the songs. I definitely had Elizabeth's voice in my head as I worked on I Am The Walrus and Dominic for Instant Karma. I'm really pleased with how each of these singers fits so well with how I heard the record, and they all sound distinct and show that great songs can transcend the voice that made them famous.”

Based around a stellar core of award winning Canadian jazz musicians including Mark Kelso (drums), Kevin Turcotte (trumpet), Roberto Occhipinti (bass) and guest Robi Botos on piano; the featured instrumentalists and vocalists give a diverse collection of interpretations but remain true to the integrity of Lennon’s music, resulting in an album that is strikingly original and honest. All of the musicians and vocalists respect for Michael Occhipinti led them to want to participate in the project, whose past albums include The Sicilian Jazz Project, NOJO and Creation Dream - The Songs of Bruce Cockburn.

“There’s certainly no denying that the songs of John Lennon and The Beatles are absolutely cherished by millions of people, and so many other people have covered those songs too, so I put a lot of thought and care into each song we recorded. However, I think the pressure to present the songs in new and imaginative ways was a good kind of pressure, as it really pushed me to be creative and I did really try to keep the idea that if John Lennon were in the room I'd want him to say - hey, I never thought of doing that!” says the award winning Jazz guitarist and composer.

With what started as a one-time concert paying homage to John Lennon, Michael decided to make a timeless record with stellar line up of musicians telling Lennon’s stories in a style that is likely to surprise and please all Beatles fans alike.

Visite: http://www.truenorthrecords.com/Albums.php?album_id=757

Vem coisa nova por aí.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Little Richard era APENAS fã desse cara... Lenda absoluta.

Acho que ví um gatinho.


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"HUGH MASEKELA & THE UNION OF SOUTH AFRICA"


Totalmente grandioso. Da borda ao avesso este disco te preenche sem te deixar notar. Aquele som que bate pesado lá no fundo, tanto da alma quanto do peito. Vibrante forte, instigante e repleto de groove. Bolado em mentes africanas, minuciosamente por Hugh Masekela, Caiphus Semenya e Jonas Gwangwa, agrega valor à essência do funk e do jazz americano. Pouco longe dos repiques e contra-tempos do Afrobeat original, pode ser visto mais próximo do Highlife do que qualquer outro africanidade. Reto, certeiro e frenético como deve ser. Hugh Masekela, o garoto prodígio da "ponta da África", conta com a força da recém-formada banda The Union Of South Africa nesta jornada bem direcionada. Uma obra ordenada a ultrapassar as mágoas contidas na indiferenças sociais da Africa do Sul, em plena década de 60. Pronto a levar a melhor mensagem aos ouvintes, alimentando a esperança e arrancando sorrisos por onde fosse. A sonoridade que leva a este êxtase é mesclada durante o disco é surpreendentemente incrível ou incrivelmente surpreendente!

Lançado originalmente em 1971, pela Chisa Records (e posteriormente relançado pela Motown, em 1994), o disco também chamado "Hugh Masekela & The Uion Of South Africa" mostra face de Hugh voltada diretamente as referências da música negra americana - do timbre e groove funkeado das guitarras até as linhas de jazz da era de ouro de New Orleans. Não vibra somente no jazz-funk nem tampouco no soul tradicional, mas caminha intimamente nestas trilhas harmônicas num incansável cambaleio ritmado. Sempre com a guitarra timbrando firme, bateria marcando sem brechas e metaleira com improvisações de amplidão atmosféricas!

Abrindo o disco, "Goin' Back to New Orleans", é a ponta deste iceberg sonoro - que não se mostra por inteiro mas ainda assim expressa imponência ao primeiro olhar. Logo depois a ligeiro faixa "To Get Ourselves Together", leva o ouvinte um lugar pouco explorado numa onda instrumental de groove profundo. "Mamani", já conta com os delírios maravilhados do trompete de Hugh e as vocalizações afinadíssimas residentes na música ancestral africana. O disco é, de fato, floreado detalhadamente com ótimas faixas. Algo que valoriza ainda mais o disco é o fato de que você não deve ser preocupar em sacar sequer um única música do playlist, todas te satisfarão, garanto! Ouçam a finco e verão altas referências imbuídas, todas muito bem delineadas e fielmente exploradas! Mais uma grande pepita de valor imensurável do ourives da musica africana Hugh Masekela!

"[1971] Hugh Masekela & The Union Of South Africa"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Goin' Back to New Orleans (5:07)
2. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Ade (3:46)
3. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - To Get Ourselves Together (2:52)
4. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Johannesburg Hi-Lite Jive (3:58)
5. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Mamani (5:25)
6. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Shebeen (4:02)
7. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Dyambo (3:48)
8. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Caution! (5:42)
9. Hugh Masekela & The Union Of South Africa - Hush (Somebody's Calling My Name) (3:34)

(deliciosamente sorvido daqui)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ATENÇÃO!! O mundo não vai cabar....

.

... Ele está renascendo.

Em outrubro sai o filme "Celebration Day". Mais de duas horas de filme mostrando o concerto de reencontro do Led em 2007.



O vídeo a seguir é do show do KISS no centro de shows Arena, cidade de Monterrey, México, em 04.10.2012. Em novembro estarão no Brasil. O novo álbum, Monster, já é sucesso e tem a pegada setentista de "Love Gun". Já tem gente querendo vender a casa para ir ao show...



.
































Ah... já ia me esquecendo: você AINDA NÃO BAIXOU o Monster?!


01. Hell or Hallelujah
02. Wall of Sound
03. Freak
04. Back to the Stone Age
05. Shout Mercy
06. Long Way Down
07. Eat Your Heart Out
08. The Devil Is Me
09. Outta This World
10. All for the Love of Rock & Roll
11. Take Me Down Below
12. Last Chance

Surrupiada a lista de 10 sites para baixar musica de graça!!


Depois que sites como o Megaupload foram fechados e servidores de torrents entraram na mira da guerra antipirataria, todo mundo está sujeito a virar um criminoso virtual. A solução para quem não vive sem baixar música na internet são sites que oferecem arquivos gratuitos. A SUPER separou alguns sites cheios de bandas independentes e artistas novos. Você pode baixar à vontade e ainda se tornar a nova enciclopédia hipster musical da turma.
10. The Internet Archive
Para quem gosta de música erudita, jazz e coisas mais ‘sérias’, essa é uma boa pedida. Além do acervo de música para download, o site também oferece músicas em creative commons, livros, filmes e audiobooks.
9. Indie Rock Café
Além de um blog de música, o Café disponibiliza faixas e álbuns de bandas independentes que estão saindo do forno. Para quem gosta de indie rock, é bacana acompanhar o site, que põe muita revista de música no chinelo. Se você estiver atrás apenas de downloads, use o campo de busca – o site não é lá muito organizado.
8. Epitonic
Esse site surgiu em 1999 e foi um dos primeiros a aproveitar o potencial da internet como um jeito de divulgar novas bandas. Depois de fechar em 2004, o Epitonic reabriu em 2011 – e, dessa vez, com material de gente mais famosa – como The Strokes e Peaches -, o acervo está dividido em playlists de artistas, álbuns, gravadoras, estilos e pelo gosto musical dos editores.
7. Jamendo
O acervo é completamente royalty free. Ou seja, você pode baixar à vontade bandas independentes do mundo todo, incluindo a presença forte de artistas brasileiros! O site pode ser visualizado em sete idiomas, inclusive português, o que é uma mão na roda se você não souber falar inglês. Quem tem banda também pode criar uma conta e compartilhar suas composições.
6. Mp3.com
Como o próprio nome já diz, esse site é dedicado ao formato mp3. Todo dia, eles liberam faixas para download gratuito e tentam agradar todo mundo: as opções diárias incluem country, hip hop, rock e pop. Mas preste atenção no que você vai baixar – alguns dos serviços são pagos!
5. It’s Free Downloads
O site acompanha as promoções do iTunes e todo dia divulga o que está disponível para download gratuito na plataforma da Apple. Perfeito para quem tem iPod, iPad, iPhone, iTudo, quer se manter na legalidade, mas não tem paciência para ficar vendo tudo que acontece na Apple Store.
4. Unsigned Band Web
O acervo inclui bandas 100% independentes, ou seja, que não têm contrato com gravadora alguma. Tem música para todos os gostos – e talvez demore um pouco até você descobrir algo que valha a pena e que se encaixe no seu gosto. Democracia musical tem dessas: nem tudo que reluz é estatueta do Grammy.
3. bt.etree
O ponto forte deste site são as gravações ao vivo de artistas favoráveis ao download e compartilhamento gratuito de músicas. Alguns pesos pesados, como o Radiohead, disponibilizaram shows para que os fãs pudessem baixar no site. Algumas gravações são melhores que as outras, mas sempre rola aquela emoção de ouvir a galera cantando com a banda. Se você prefere versões de estúdio, passe longe.
2. Soundclick
O acervo é bem extenso e eles montam tabelas com as músicas que são mais baixadas, indicando se elas subiram, desceram ou permaneceram na mesma posição no ranking. Dá para acompanhar tabelas gerais e em muitas subcategorias, como Happy Hardcore (quem explica?!).
1. DMusic
Mais uma vez, os ecléticos saem ganhando: as músicas deste site são organizadas em paradas de sucessos para cada estilo. Periodicamente, o site realiza competições entre as bandas levando em conta vários critérios – como o concurso para escolher a melhor música gótica. Também tem clipes das bandas postados direto do YouTube.
foto: stock.xchng

Surrupiado do site da Superinteressante.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Coletânea CACTUS (rock setentista de primeira).

Desaproveitando essa fase infernal de desacriatividade boçal, trago mais uma postagem tecnológica (tecnologia CTRL+C, CTRL+V). Excelente blog, o ELEFANTE PSICODÉLICO é isso mesmo: psicodélico... e um elefante. A coisa lá pesa. E tem coisa.

Exemplo:



















Bom, amantes do rock e da psicodelia clássica, posto aqui um disco sensacional, puro hard rock setentista : a compilação da banda "Cactus", uma das maiores pedreiras do hard rock clássico. O grupo conta com Tim Bogert no baixo e Carmine Appice na bateria, a cozinha do clássico disco "Beck, Bogert e Appice" ,além de Jim McCarty na guitarra e Rusty Day(nome legal, não?) completando a banda.

Trata-se de rock baseado em riffs pesados, tal qual um Led Zeppelin II, com J. McCarty destruindo nas guitarras e Rusty cantando sobre as agruras do homem comum hahahaha. Grande compilação, com os maiores clássicos desse grupo que segue a risca a cartilha escrita por Grand Funk Railroald e outros grandes dos 70's. Muita gaita blueseira e guitarras pesadas em músicas destruidoras.

Sugiro que comecem sua viagem com o riff hipnótico de "Evil", o hino pesado da banda, e continuem pulando direto para a clássica "You can't judge a book by the cover", cover do gênio do blues Willie Dixon, com seu baixo marcante e batera precisa,além da guitarra cortante de McCarty.

Os amantes do blues puro podem ouvir "Alaska" direto, com sua letra bizarra sobre Pinguins, Papai Noel e Aurora Boreal, agora se voce quer ouvir rock clássico e pesado, pule direto para "Feel So Good", uma música que poderia muito bem ter saído do Led Zeppelin I. Recomendo a audição de "Restrictions" e "Let Me Swin" também.
Enfim, paulada hard rock setentista pra ninguém botar defeito. Recomendo download imediato!

Faixas:
Cactology: The Cactus Collection

1. Evil
2. Parchman Farm (Blue Cheer cover)
3. You Can't Judge A Book By The Cover (Willie Dixon Cover)
4. One Way...Or Another
5. Alaska
6. Long Tall Sally
7. Let Me Swim
8. Bro. Bill
9. Rock N' Roll Children
10. Song For Aries
11. Restrictions
12. Oleo
13. Feel So Good
14. Rumblin' Man
15. Bad Stuff
16. Parchman Farm (Live)

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Bloguesinho bom de se ver...

Relax...


terça-feira, 9 de outubro de 2012

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Banda: The Beatles

Álbum: The Beatles (ou White Album)

Ano: 1968

Gênero: Rock

Quem lê este blog (se é que alguém lê) deve estar se perguntando: "primeiro esse (a) maluco (a) fala de uns discos e bandas que eu nunca ouvi falar, e agora vem falar de Beatles?". Pois é, Beatles. O maior ícone pop de todos os tempos. A maior banda de todos os tempos. A maior lenda musical de todos os tempos.

Os garotos de Liverpool, que começaram a carreira no fim dos anos 50 e anunciaram que o sonho estava acabado em 1970, com certeza foram revolucionários. Reinventaram o rock and roll, dando pitadas de carisma e criatividade nunca vistos antes. Contar a história dos Beatles em poucas linhas é muito difícil, visto que existem muitos detalhes e, mesmo tendo durado cerca de 10 anos, foi muito intensa. Já é muito conhecido, por exemplo, que não houveram crimes nos EUA durante a exibição da performance dos Beatles no programa de Ed Sullivan. É óbvio que eles mexeram com a cabeça de muita gente.

Mas os Beatles não foram só iê-iê-iê. A partir da metade dos anos 60, se envolveram com as drogas alucinógenas (principalmente ácido lisérgico, o tão famoso LSD) e mudaram progressiva e radicalmente de estilo. A mudança já era perceptível em Help!, lançado em 1965 - músicas como "I Need You" e "Tell Me What You See" já mostavam que o Fab Four estava amadurecendo. Muita coisa boa se seguiu desde então (incluindo os clássicos Rubber Soul, Revolver e a lenda Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band), mas eu vejo que o auge criativo/musical dos Beatles foi atingido em 1968 (isso mesmo, no ano que não terminou) - o álbum alto intitulado, ou White Album, ou simplesmente Álbum Branco.

Muita especulação se fez a respeito deste álbum, visto que os Beatles passaram um bom tempo na Índia e pouco se sabia a respeito das novas composições. Além disso, o último trabalho lançado por eles havia sido o filme Magical Mistery Tour, que foi considerado o primeiro fracasso dos Beatles - a pressão era grande.

Para complicar ainda mais a situação, Ringo Starr anunciou sua saída dos Beatles por ter seu talento "subestimado pelos outros". Porém, retornou à banda duas semanas depois e encontrou sua bateria coberta por flores. Mas vamos ao Álbum Branco.

Ao retornar da Índia, os Beatles trouxeram uma enorme quantidade de material novo - ou melhor: John trouxe muito material, Paul trouxe muito material, George trouxe muito material e - pasmem - Ringo, que nunca havia composto uma única música, trouxe material. Não havia uma única composição em conjunto. A individualidade estava à flor da pele, e era o começo do fim dos Beatles. Mas isso contribuiu com a gravação de um dos melhores álbuns de todos os tempos. Para facilitar, dividirei esta resenha por membro dos Beatles, começando por John.

As Músicas de John
John Lennon contribuiu com 13 das 30 músicas. Dear Prudence, Glass Onion, Continuing Story of Bungalow Bill, Happiness Is A Warm Gun, I'm So Tired, Julia, Yer Blues, Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey, Sexy Sadie, Revolution 1, Cry Baby Cry, a tão controversa Revolution 9 e Good Night.

John havia acabado de conhecer Yoko Ono e estava extremamente apaixonado (Ono aparece, inclusive, nas gravações de Continuing Story of Bungalow Bill e Revolution 9), mas ainda era John Lennon. A busca por novos elementos e sons beira o experimentalismo. Embora ele mantenha sua veia melódica e sentimental em faixas como Julia e Dear Prudence, mostra influências totalmente modernas em Hapiness Is A Warm Gun, Continuing Story of Bungalow Bill e, claro, em Revolution 9. Falando em Revolution 9, vamos explicar o porquê desta faixa causar tanta polêmica.

Prá começar, nenhum dos outros Beatles queria que esta música entrasse no álbum, mas John fez tanta questão que não teve como dizer não. Muitos fãs defendem que Not Guilty, um blues de George, preencheria o espaço muito melhor, mas eu discordo por diversas razões. A primeira e mais forte é simples: Revolution 9 é absolutamente pioneira e ímpar. Não existe coisa parecida feita naquela época, e esta época é 1968 - um ano em que o mundo passou por tantas mudanças e revoltas. Todos os samples caóticos, gritos, protestos contidos na música são um retrato de 68. Além disso, foi de extrema inteligência colocar Revolution 9 entre as calmas Cry Baby Cry e Good Night - o contraste funciona muito bem, muito melhor que se Not Guilty assumisse o lugar. Outro fator é que Not Guilty me lembra, em algum aspecto, Old Brown Shoe, também de George, mas isso é muito pessoal e não vale como argumento. Falemos de Paul.

As Músicas de Paul
Paul contribuiu com 12 das 30 músicas: Back In The USSR, Ob-La-Di Ob-La-Da, Wild Honey Pie, Martha My Dear, Blackbird, Rocky Racoon, Why Don't We Do It In The Road, I Will, Birthday, Mother Nature's Son, Helter Skelter e Honey Pie.

Paul estava entrando em sua pior fase na vida pessoal. Bebia demais, estava ligeiramente deprimido e com atritos com os demais integrantes da banda. Porém, isso não impediu que Paul compusesse e gravasse suas músicas (mesmo que, muitas vezes, gravasse sem a presença dos outros Beatles no estúdio).

No começo das gravações, como já foi dito, Ringo deixou a banda alegando ser menosprezado e rejeitado pelos demais membros da banda, mas isso não fez com que os Beatles parassem o processo de gravação, e o baterista escolhido para substituir Ringo foi... Paul. A bateria de duas faixas do álbum branco são de Paul: Back In The USSR e Dear Prudence (The Ballad Of John and Yoko também conta com a bateria de Paul, mas por outro motivo: era o único músico além de John no estúdio naquele momento).

As composições de McCartney são, como sempre, as mais elaboradas do disco. Melodias muito bem compostas, variedades de ritmos, virtuosismo - não é à toa que Paul é o beatle preferido dos músicos eruditos. Mas algumas coisas bem interessantes aconteceram aqui.

Paul sempre foi tido como o Beatle doce e romântico - o compositor de baladas como And I Love Her, All My Loving, Yesterday e muitas outras. Mas neste disco Paul mostrou, junto ao romantismo, uma face extremamente agressiva e violenta, principalmente na faixa Helter Skelter - a música que "inspirou" Charles Manson e seu grupo a cometerem um dos massacres mais famosos dos anos 60. Pois é, uma das primeiras músicas de metal da história é dos Beatles - e do beatle mais sensível.

A variedade e incrível. Além da fúria de Helter Skelter, temos a doçura de I Will, o minimalismo de Blackbird, o experimentalismo de Wild Honey Pie... enfim, a criatividade é interminável. Vamos a George.

As Músicas de George
George foi o beatle que introduziu a música oriental nas composições dos Beatles. Além disso, sempre foi tido como o "beatle zen", e mesmo dentro das turbulências do álbum branco ele manteve a classe e a calma nas 4 músicas que escreveu - While My Guitar Gently Weeps, Piggies, Long Long Long e Savoy Truffle.

A canção mais bela de George é, com certeza, While My Guitar Gently Weeps, que conta com a participação de Eric Clapton. A leveza combinada com o feeling da guitarra forma um contraste incrível. As demais composições são bem diferentes entre si, quebrando a linearidade dos álbuns anteriores (tanto Within You Without You quanto Blue Jay Way apresentavam cítaras e elementos típicos de música indiana). Piggies é uma crítica muito bem humorada à corrupção política. Long Long Long é uma declaração de amor à Deus e Savoy Truffle brinca com a fixação de Eric Clapton por doces. Cada uma com seu estilo, ora folk ora soul.

Uma composição de George ficou fora do álbum, a ótima Not Guilty, um blues cheio de groove. Mas o espaço de George era limitado por John e Paul, e desta vez havia mais alguém reclamando seu espaço.

A Música de Ringo
Pela primeira vez na história dos Beatles, Ringo contribuiu com uma composição. A meio country Don't Pass Me By tem um refrão grudento, violinos bem executados e a clássica voz anasalada de Ringo.

Além da composição própria, Ringo canta Good Night, de Paul(*leia lá no rodapé), para encerrar o disco.

Encerrando...
O álbum branco é totalmente diferente dos demais trabalhos dos Beatles. A individualidade interfiriu positivamente nas composições, trazendo à tona a criatividade de cada um. Infelizmente o péssimo clima entre os integrantes levaria a banda ao seu fim dois anos mais tarde, mas fica este legado que influenciou muitos, mas muitos músicos no futuro.

O tracklist é o seguinte:

Disco 1:
1. Back In The USSR
2. Dear Prudence
3. Glass Onion
4. Ob-La-Di, Ob-La-Da
5. Wild Honey Pie
6. The Continuing Story Of Bungalow Bill
7. While My Guitar Gently Weeps
8. Happiness Is A Warm Gun
9. Martha My Dear
10. I'm So Tired
11. Blackbird
12. Piggies
13. Rocky Racoon
14. Don't Pass Me By
15. Why Don't We Do It In The Road
16. I Will
17. Julia

Disco 2:
1. Birthday
2. Yer Blues
3. Mother Nature's Son
4. Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey
5. Sexy Sadie
6. Helter Skelter
7. Long Long Long
8. Revolution 1
9. Honey Pie
10. Savoy Truffle
11. Cry Baby Cry
12. Revolution 9
13. Good Night
* DeltaNote: A música "Goodnight" é de John, feita para o Julian, e não de Paul. Mantive o texto original, do brilhante blog de onde sorvei até o último trago.

A música acalma as feras...


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Banda: Phish
Álbum: A Picture of Nectar
Ano: 1992
Gênero: Jazz-fusion, rock, funk, afro-jazz, bluegrass


Existem muitas bandas das quais a gente já ouviu falar, mas nunca foi atrás. O Phish era uma dessas bandas pra mim; eu conhecia o nome, sabia que era “fish com ph”, mas nunca havia ouvido uma música sequer.

Fui escutar a primeira música quase que por acidente, e só aconteceu porque sou um gamer. Ao jogar Rock Band 3 (pra quem não conhece, um simulador de banda divertidíssimo), fui atrás da música mais difícil de todas e me deparei com Llama, justamente do Phish. E não era à toa que o jogo classificou a canção como complexa: absolutamente todos os instrumentos apresentam partes complicadíssimas em ritmo frenético. Foi o suficiente para abrir meu apetite e ir atrás da banda.

Formada em 1983 nos EUA, a banda mantém a mesma formação desde 1986, quando o guitarrista Jeff Holdsworth saiu da banda para seguir a carreira de engenheiro eletrônico. Anteriormente, o percussionista Marc Daubert também havia feito parte da banda por aproximadamente cinco meses em 1984. Mas o Phish como conhecemos é composto por Trey Anastasio (guitarra/vocal principal), Jon Fishman (bateria/vocal), Mike Gordon (baixo/vocal) e Page McConnell (teclado/vocal). Vale notar que o membro mais recente da banda é o tecladista, que se juntou ao Phish em 1985.

Boa parte da fama do Phish vem da qualidade técnica dos músicos e das longas jams que eles fazem ao vivo. Creio que fãs mais xiitas iriam repreender o fato de eu estar resenhando logo um álbum de estúdio, porque boa parte do que a banda representa só pode ser sentido quando eles estão sobre o palco.

Mas acontece que eu me apaixonei por A Picture Of Nectar. Lançado em 1992, é o terceiro álbum de estúdio do Phish, mas o primeiro a ser lançado por uma gravadora de grande porte (Elektra Records). Tentar definir o gênero musical desta pérola é um desafio, visto que a banda transita com naturalidade entre tantos gêneros que, num descuido, pode parecer que estamos ouvindo uma coletânea de world music.

Antes de detalhar as músicas, entretanto, vale a pena falar da capa. Já ouvi falar que o rosto não-muito-subliminar na laranja é de Salvador Dali ou mesmo de Albert Einstein, mas ambas as informações estão erradas. Trata-se de Nectar Norris, o proprietário de um bar na cidade de Burlington – daí o nome do disco.

A faixa de abertura é justamente a já citada Llama. Uma pedrada influenciada por jazz, funk, rock e deus sabe o quê, abre o disco com estilo, já deixando evidente a qualidade técnica da banda. Fishman é um monstro na bateria, o baixo de Gordon é destruidor, os teclados de McConnell são hipnotizantes e Anastasio é técnico e criativo – qualidades que raramente aparecem juntas em grau satisfatório em um guitarrista.

O contraste de Llama com Eliza, a faixa subsequente, não poderia ser maior. Um jazz instrumental belíssimo, apesar dos acordes dissonantes e melodia incomum. Tem pouco mais de um minuto e meio, mas chama-la de filler daria a falsa impressão de dispensabilidade.

Cavern é swingada, bem marcada pelo baixo e pela bateria, com uma pegada urbana noventista. Nesta música fica evidente a influência de Frank Zappa nos vocais de Anastasio, com sua voz grave e tom debochado. Os backing vocals, perfeitamente executados ao longo do álbum, já dão o ar da graça aqui.

A quarta faixa é Poor Heart, composta e cantada por Gordon. Completamente diferente das faixas anteriores, é um bluegrass empolgado e divertido, com direito a banjo e diversos solos, sempre contextualizados dentro da canção. Ótima faixa.

Stash é o ponto mais alto do disco, na minha opinião. Um tema sensacional de guitarra que vai se transformando e, inesperadamente, molda-se em uma salsa que fica na cabeça para sempre. A vocalização do meio da música e o “maybe so and maybe not” acompanham o ouvinte por muito tempo após o fim da música. O instrumental é um show à parte, mas essa é uma observação que acaba se tornando redundante dentro deste álbum.

Manteca tem menos de 30 segundos, e é um cover engraçadinho de um afro-jazz gravado pelo trompetista Dizzy Gillespie em 1947, com a frase “crab in my shoemouth” cantada na melodia da original. Vejo ela como uma pequena introdução a Guleah Papyrus, um jazz-reggae (ou reggae-jazz?) avant-garde que se desdobra em uma viagem instrumental ao melhor estilo “Phish ao vivo”.

Magilla é um jazz instrumental escrito por McConnell. Uma canção deliciosa, que quase pede um pub, um charuto e um copo de uísque. The Landlady, que dá sequência, também é instrumental, mas bebe da fonte do calypso e da salsa e traz uma deliciosa linha de guitarra.

Glide parece um interlúdio de programa da TV Cultura. Uma melodia contry-folk tocada no violão e, de repente, as vozes entram em harmonia, cantando “we’re glad that you’re alive/a glide” (estamos felizes que você esteja vivo / seja um planador). Surreal, mas nem por isso menos bela. A maneira como a música se arrasta graças à bateria, baixo e piano é incrível, e o final acapella é a cereja no topo do bolo. Bela faixa.

E então vem a zappianíssima Tweezer, com sua linha de baixo funkeada – o grande destaque da música -, vocal sempre em harmonia e muitos solos. É muito legal a maneira como a música vai se desconstruindo a partir da metade, ganhando em intensidade até ir desmoronando aos poucos, perdendo velocidade até o colapso completo.

The Mango Song traz novamente um feel latino, com uma melodia tristonha que vai se alegrando do meio da música em diante. É uma ótima música, mas não me cativou tanto quanto outras do álbum.

Chalk Dust Torture é a mais próxima de um rock and roll puro do álbum. Com a voz bem mais grave (provavelmente alterada em estúdio), o timbre de Anastasio lembra Hendrix ou algum outro cantor negro de rock and roll. É uma ótima faixa, animadíssima e muito bem executada.

As duas músicas seguintes são fillers. Faht é uma faixa acústica escrita pelo baterista Fishman. Trata-se de um violão repetindo uma melodia e barulhos de animais ao fundo, com uma súbita invasão de carros e buzinas. Catapult, por sua vez, é apenas uma voz cantando/recitando um poema surreal.

O álbum termina com Tweezer (Reprise), um trecho de Tweezer com um arranjo diferente e grandioso.

A Picture of Nectar é um ótimo álbum para quem quer conhecer o trabalho do Phish e, principalmente, para quem gosta mesmo de música. Qualidade inquestionável, recomendadíssimo.

(chafurdado daqui)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

AC/DC - DIRTY DEEDS DONE DIRT CHEAP 1976

Esta pérola eu FURTEI GRACIOSAMENTE do alucinante e saciante blog "COZINHA DO ROCK", que todos já devem conhecer.Absurdo como tem coisa boa lá (a começar pelo convite!).
Então, toma....


O que dizer desta magnífica banda dona de mais de quarenta anos de carreira dezenove discos oficiais inúmeras e gigantescas turnes pelo mundo e uma legião de fãs dos mais assíduos. Falar sobre 'ACDC' é ao mesmo tempo contar parte da historia de formação do rock. 'Dirty Deeds Done Dirt Cheap' 1976, foi lançado inicialmente apenas na Austrália  só depois saiu nos 'eua' junto com primeira turne mundial, é o terceiro trabalho que ainda contava com o delinquente vocalista 'Bon Scott uma das mais emblemáticas figuras roqueiras de todos os tempos, magrelo, indecente, sujo, bêbado, irreverente e que infelizmente faleceu em fevereiro de 1980. Neste prato clássico até rapa do tacho temos matadoras faixas como 'Big Balls', 'Dirty Deeds Done Cheap', 'Ain't no Fun', 'Problem Child', 'Love At First Feel' . . . e é claro toda a energia de um marmanjo com terninho escolar andando freneticamente de lado para o outro botando pra fuder sem sair de cima de sua guitarra estridente a lenda 'Angus Young' e  seu comparsas de longa data 'Malcolm Young', 'Phill Rud', e 'Mark Evans'. Banquete magistral!!!



domingo, 7 de outubro de 2012

Estrelas em delírio!!

Quem se lembra de Juca Chaves? Eu não me esqueço nunca.

O pequeno textículo a seguir, é do grande, genial, extraordinário, insofismável, inigualável, lavável e quarado, ele, o máximo: JUCA CHAVES! Um dos mais famosos anônimos do Brasil, embalado por essa enorme midia insôssa. É um textículo antigo. Mas a moda, em casos tais, sempre foi vintage.

E O REI FICOU NÚ
(Juca Chaves)
BRILHOU A ESTRELA DE LULA E ELE PASSA
DE SIMPLES OPERÁRIO A PRESIDENTE
É UM ESTILINGUE QUE VIROU VIDRAÇA QUE ESTILHAÇA
COM A PEDRA DE IMPOSTOS SOBRE A GENTE

LULA É A ÚLTIMA ESPERANÇA
DE UM MILAGRE QUE NÃO MAIS OCORRE
E NO BRASIL, QUEM ESPERA NUNCA ALCANÇA
E A ESPERANÇA É A ÚNICA QUE MORRE

LULA LA LÁ
LULA LE LÉ
O POVÃO SONHOU ESTRELAS
E ACORDOU COM A DO PT

PRA CADA DESEMPREGADO
UM EMPREGO PROMETEU
MAS NÃO SE FEZ DE ROGADO
E O PRIMEIRO FOI O SEU

E ASSIM AMARELOU A LUZ VERMELHA
NO FIM DO TÚNEL, QUE O PARTIDO SONHA
E A ESTRELA DO PT QUE NA MORAL SE ESPELHA
FICOU VERMELHA, SIM, MAS DE VERGONHA

ADEUS! O ZÉ DIRCEU SAIU DE FININHO
ADEUS! DELÚBIO , O PAI DO MENSALÃO
SÓ SEVERINO SAIU COM MENSALINHO
E MAIS DOLÁRES DE VÃO NO CUECÃO

E POR TER DENUNCIADO
ESTA FARSA QUE NÃO É POUCA
O JEFFERSON FOI CASSADO
MAS DEIXOU O REI SEM ROUPA

E ENQUANTO SÃO SONEGADOS
IMPORTADOS NA DASLU
DEPUTADOS ENGANADOS
GRITAM: SALVE! O REI ESTÁ NÚ

(O difícil é ser inteligente. Até hoje eu não consegui...) 


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