segunda-feira, 18 de maio de 2009

EXEGESE DE TÔ FICANDO ATOLADINHA (repostagem)


Promiscuo-me, embora sem ruborizar-me, de tomar para meu blog texto alheio.
Ineditibilidade em meios tais? Quem dera...

Aqui, faço minhas as palavras ipsis literis do Mestre Tom Zé, postadas em seu blog na data de 02/12/2008 às 12h08min.

Lamento, querido Mestre, estar numa categoria intelectual tão ínfima e infame a ponto de não poder expressar com a grandiloquencia merecida (com trema ou sem) uma abordagem tão magnífica.

No entanto, queira aceitar meu brinde nesse meu copinho xinfrim de cachaça nacional das mais populares que, ao fim e ao cabo, é o que interessa: os pop olhares.




Olá, rebanho de vagabundos! Estou de volta de uma saudável excursão ao meu querido Nordeste. Bebi e comi fartamente daquela concepção cosmogônica lá instalada. Tenho material para processar durante um bom tempo. Enquanto estava viajando, escrevi "Exegese de Tô Ficando Atoladinha", porque num jornal do Rio se dizia que algumas músicas de 'Estudando a Bossa" foram influenciadas pelo funk carioca.

E por que não?

EXEGESE DE TÔ FICANDO ATOLADINHA,

META-REFRÃO MICROTONAL E PLURI-SEMIÓTICO



3) PLURI-SEMIÓTICO:

O refrão de “Atoladinha” tem vários planos de significado:

a) em termos semânticos, o significado léxico já registrado em dicionário, que abarca o nível denotativo;

b) em termos pragmáticos, “Tô Ficando Atoladinha” desencadeia um novo significado, agora ambientado em um ato sexual. É o chamado nível conotativo dos significados deflagrados pelo uso.

* * * *

Depois desse passeio pelo denota e pelo conota, o refrão foge dessas classificações e vai reverberar no sentido do tato. E o tato já é outro código de sinais.

* * * *

Além disso, cria um signo contundente, quando numa sociedade misógina e preconceituosa, faz uma mulher assumir o comando de um ato sexual e chamar para si o direito e a conclamação do prazer.

* * * *

De acordo com C. S. Pierce, o fundador da Semiótica, o conjunto de signos “To Ficando Atoladinha”, dentro das 10 classificações compostas e combinatoriamente possíveis das tríades piercianas, forma um legi-signo dicente indicial.

Considerando o contexto, eu talvez preferisse um sin-signo dicente indicial, porque o lugar objetivo onde se dá o encharcamento é o vestíbulo vaginal e a metáfora lancinante é mais exatamente uma metonímia – o tropo que estabelece a parte tomada pelo todo.



Estou exagerando? Se o exagero passa por sua cabeça, convoco o testemunho da dra. Carmita Abdo, diretora do Departamento de Sexologia da USP. Em pesquisa divulgada em outubro de 2004 a dra. Abdo revelou que, no próprio campus da USP, um dos bolsões mais civilizados do País, 68% das meninas de 15 a 25 anos revelaram não ter prazer no ato sexual. Alegaram que seus parceiros terminavam antes, não ligavam para o que acontecia com elas. e “com medo de parecerem depravadas ou prostitutas”, não tinham coragem de pedir mais, de pedir ao parceiro que as socorresse na frustração.

2)

Microtonal

O canto microtonal era praticado pelos cristãos nas catacumbas de Roma, onde se reuniam os adeptos de uma religião católica ainda proibida no Império Romano. Depois da oficialização do credo, o papa Gregório, no início do século 7, proibiu a microtonalidade na Igreja e instituiu a escala diatônica, criando o cantochão ou canto gregoriano.

Essa escala diatônica serviria de base para toda a música ocidental. Até hoje somos prisioneiros desse dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó, com seus sustenidos e bemóis, tanto na música erudita quanto na popular.

Acontece que do ponto de vista da Física, entre um dó e um ré existem 9 comas, que se instituiu chamar quartos de tom e oitavos de tom.

Vale a pena dizer que para um violinista o dó # é diferente do ré bemol. Chegaram a ser construídos na Europa instrumentos de teclado que tinham uma tecla para o dó # e outra para o ré bemol. Depois, no século 18, veio o temperamento, que unificou os dois acidentes.

Muitos músicos e teóricos saíram a campo para dizer que não funcionaria, mas J. S. Bach tomou o partido da inovação. Para provar que dava certo escreveu o Cravo bem temperado.

Desde então a prisão da escala diatônica temperada dominou a música ocidental popular e erudita.

Agora defrontamo-nos com o inesperado.

Há duas exceções: o compositor erudito italiano Giacinto Scelsi e o funk carioca com o MC Bola de Fogo. O primeiro, escrevendo peças microtonais para orquestra e este, escrevendo Tô ficando atoladinha.

No caso de Atoladinha, trata-se de um achado muito simples. Na repetição obsessiva

Tô ficando atoladinha,

Tô ficando atoladinha ,

a cantora não muda diatonicamente a nota musical: num crescendo insistente, vai subindo obsessivamente quartos de tom, como a própria excitação e aquecimento do assunto requer.

1)

Meta-refrão

Ora,uma peça tão bem achada chama a atenção e põe em questão todos os refrões e toda a arte de compô-los.

Portanto, quando se acusa o meu “Estudando a Bossa” de ser influenciado pelo funk carioca, não se trata de uma aberração: em aspectos mais profundos e em momentos de exceção, o funk tem laivos criativos tão altos como a bossa nova.



O Rock Que O Pariu 1954-1961

Já faz algum tempo eu comecei uma pesquisa sobre as raízes do rock nacional com o objetivo de analisar os fundamentos desse ritmo, sua ação social e relembrar como tudo começou e se desenvolveu.

Parti da pergunta Qual é o rock que o pariu?”, perguntando a mim mesmo que músicas teriam marcado uma época na história do rock e na minha história particular. Claro que a pergunta é jocosa, aludindo a outros "parimentos" muito associados às raízes desse ritmo.

Quis compartilhar minhas descobertas com pessoas identificadas com o rock e expressões da cultura underground. Nesse ponto, contei com a colaboração de alguns amigos e visitantes do blog Lágrima Psicodélica, onde venho colaborando medianamente desde 2006. Elaborei algumas coletâneas baseadas nas sugestões e em minhas pesquisas. Inicialmente pretendia que fossem 3 ou 4 coletâneas. Mas não foi possível resumir tanta coisa boa (pelo menos interessante) em tão pouco espaço. No final, foram mais de 10 volumes, divididos cronologicamente.

Agora volto à baila, revisando e atualizando o trabalho, à medida que surjam novidades.
Portanto, entrego aos apreciadores, a coletânea O ROCK QUE O PARIU 1954-1961, no momento com 35 músicas.

A relação de músicas, e ano correspondente ao seu lançamento, encontra-se ao final do texto.

Um poquinho de história
À época em que surgiu o termo rock and roll, os ritmos que se atribuíam a ele eram aqueles derivados do jazz, tais como ragtime, charleston, boogie-woogie, bebop, fox-trot, e uma grande influência da country music ou hillbilly music. Porém, a marca mais característica era o rythm and blues (R&B).

Você terá ótima informação sobre a origem do R&B, aqui, na Wikipedia, em português.

No Brasil o ritmo que se atribuía ao gestante rock and roll, era o foxtrot, uma dança que deve seu nome ao ator estadunidense Harry Fox que a lançou em 1914. Inicialmente dançada ao som do ragtime, posteriormente ao som do swing das big bands teve grande repercussão na época da segunda guerra mundial.

Devido à incerteza de que nome dar àquele ritmo que surgia no nascimento do rock and roll, as gravadoras denominavam aquelas músicas de “Fox trots”. Foi assim que a gravadora Decca fez com que a música Rock around the clock, com Bill Halley and his Comets, se tornasse o mais famoso fox-trot de todos os tempos, com dezenas de milhões de cópias vendidas desde o seu lançamento.

Por isso vemos Raul de Barros e sua Orquestra, um conjunto especializado em sambas, boleros, fox-trots, swings, apresentando Neurastênico, posteriormente regravada com grande sucesso por Betinho e seu Conjunto e Ronnie Cord.

O ritmo rock and roll era conhecido como uma febre da juventude, mais especificamente dos adolescentes e até crianças. Num vídeo de 1955, disponível aqui, no You Tube, vemos Bill Halley e seus Cometas cantando para um grupo de pré-adolescentes. No ano seguinte, são jovens dançando o novo ritmo (veja aqui um trecho do filme Rock Around The Clock, de 1956 que lançou o rock'n'roll para o mundo). O rock'n'roll ainda é um "passo de dança" mais que um ritmo (característica marcante do rhytm and blues dos negros em seus salões de dança, especialmente no Savoy Ballroom, no bairro do Harlem, na cidade de Nova Iorque, no período de 1926 a 1958). Desse modo, ao entrar no Brasil, era uma música para dolescentes e os intérpretes não viam nele muita importância (o mercado adolescente só veio a se destacar em meados dos anos 60, firmando-se no início dos anos 70 como imprescindível nicho de mercado).

Nora Ney presenteou-nos com sua versão, quase baião. O acordeão era um instrumento característico de vários grupos de country e folk music estadunidenses. O tecladista dos Cometas, Johnny Grande, a tocava sempre ao piano, porém utilizava o acordeão em apresentações ao vivo pela facilidade de transportar o instrumento. Na gravação de Nora Ney vemos um destaque maior para a nossa sanfona, afinal o baião era um ritmo extremamente popular na época, e Luiz Gonzaga já era o rei. Nora Ney sempre foi uma maravilhosa intérprete de sambas-canção e inegavelmente uma grande estrela da musica brasileira. Ela somente se aventurou na empreitada devido ser a única cantora da Radio Nacional, na época, que sabia cantar em inglês.

Poderemos ver que uma década depois, essa questão tinha menor importância, ao ouvirmos com atenção o álbum do grupo The Snakes, com vocal de Erasmo Carlos, e Renato e seus Blue Caps. Eles se divertiram à beça!!

Agostinho dos Santos, inegavelmente um dos maiores intérpretes da MPB, também arriscou no estilo, lançando Até Logo Jacaré. Frase que ficou ridícula e sem nexo algum, embora tenha pegado na época. No original em inglês, existe uma ligação ritmica natural, "see you later, alligator", até rimando. Bem, taí a música, e com aquela bela voz na introdução que, espero sinceramente, NÃO SEJA do Agostinho. Mas se for, eu queria ter pago uma birita para ele depois da gravação...

Cauby Peixoto
cantando em Rock and roll em Copacabana, é "super-raridade do rock and roll nacional, gravado em janeiro, mas só lançado em maio de 1957, é provavelmente o primeiro rock de autor brasileiro, com letra em português. Escrito por Miguel Gustavo, este empolgante rock foi gravado por Cauby Peixoto, acompanhado pela Orquestra RCA Victor, com interpretação influenciada pelo rhythm 'n' blues americano à la Jackie Wilson. Além de Rock and Roll em Copacabana, Cauby Peixoto, que também usou o nome de Coby Dijon, ainda gravou Enrolando o Rock (1957) e Mack the Knife (1960), contribuindo com sua voz e feeling para a divulgação do novo gênero musical." [texto obtido aqui]

Estou à procura de Mack the Knife... mas com Cauby, ou melhor: Coby Dijon.

Em janeiro de 1957 Cauby Peixoto gravou Rock and Roll em Copacabana, escrito por Miguel Gustavo, mas só lançado em maio do mesmo ano. O primeiro rock and roll com letra em português. "Nos anos 50, Cauby Peixoto (Niterói, 10/02/1931) foi considerado pela revista Time como o Elvis Presley brasileiro. O sucesso da gravação de Rock and Roll Em Copacabana fez com que fosse convidado para uma turnê nos Estados Unidos, onde atuou com os pseudônimos de Ron Coby em 1957. Ainda nos Estados Unidos, conheceu vários astros da canção e do cinema americano e atuou em programas importantes da TV americana, como o Ed Sullivan Show. Acompanhado pela orquestra de Paul Weston, Ron Coby participou do filme Jamboree (Warner Bros. 1957), cantando o flamenco Toreador (ao lado de Fats Domino, Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Connie Francis e Frankie Avalon, e outros), e gravou um LP!
De volta ao Brasil, gravou o hit de Betinho e seu Conjunto, Enrolando O Rock (um 78 rpm pela Colúmbia, editado em dezembro de 1957, tendo no outro lado Linda)(...).
A chanchada Minha Sogra é da Polícia, de 1958, um filme dirigido por Aloísio T. de Carvalho e que contava no elenco com Violeta Ferraz, Costinha, Wilza Carla, Fregolente, Jackson do Pandeiro e outros, teve a participação de Cauby cantando Enrolando o Rock. O jovem violonista que o acompanha na cena é Roberto Carlos. Outros músicos no filme: Lana Bitencourt, Carlos Imperial, Paulo Silvino e Wilson Simonal. Em 1959, Cauby retornou aos Estados Unidos para uma temporada de 14 meses e então gravou com o nome de Coby Dijon, as músicas Maracangalha, renomeada I Go (ou I Go There, versos em inglês de autor por mim desconhecido), e You´ll Never Get Away From Me" [texto obtido aqui]

Cauby Peixoto não foi o pai de nosso rock, mas pode ser muito bem "o tio"! A paternidade de nosso antigo rock'n'rollfica melhor para Tony Campello, que com sua irmã Cely Campello, deram o pontapé fundamental para a popularização do rock. Inicialmente lançaram um álbum em inglês. Depois, vocês já sabem...

Embora hoje afastado do meio musical e dedicado à religião evangélica (e antes de isso se tornar 'moda', ressalto), Carlos Gonzaga foi um dos maiores expoentes da época, por anos e vários álbuns lançados. Mas sua marca principal ficou a versão de Diana.

Devemos lembrar que o rock que chegou aqui, era o mais 'branco' possível, à la Paul Anka, Neil Sedaka. Afinal, já temos o samba. Ouve até uma crítica na época numa música gravada por Elza Soares, Botaram boogie-woogie no meu samba, maravilhosa. Não a coloquei na coletânea, por acreditar que estaria desviando demais do rumo.

Sergio Murilo, Osmar Navarro, Wilson Miranda, George Freedman, foram nomes importantes para a época.

O Rock do Saci, é um "clássico do rock genuinamente nacional, composto de por Baby Santiago e Tony Chaves (Wilson Miranda, quando autor), interpretado por Demétrius, que iniciou sua carreira no selo Young, em 1960. Ídolo da juventude na primeira fase do rock, também fez sucesso na Jovem Guarda, com Ritmo da Chuva, versão para Rhythm in the Rain, do grupo The Cascades. Em 1972, ganhou citação/homenagem dos Mutantes, junto com Celly Campello, em Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde que Eu Tenha o Rock and Roll, no álbum Mutantes e seus Cometas no País do Baurets."(revista Senhor F).

The Avalons com China Rock, é uma delícia de se ouvir, numa pegada de guitarra e bateria bem a frente do que se fazia no rock tupiniquim de então. Merece o comentário do site Senhor F: "Um dos melhores exemplares do rock instrumental brasileiro, gravado em 1959, pelo grupo paulistano The Avalons. Apoiado em riff eletrizante, foi o primeiro lançamento do selo paulista Young, do disc-jockey Miguel Vaccaro Neto, que fez história no início dos anos sessenta. Pioneiros do rock instrumental nacional, The Avalons tinha entre seus integrantes o guitarrista Dudu, um dos melhores da época".

Com o afastamento de Cely Campello do meio musical, tentaram lançar uma gauchinha que cantava muuuito, para ocupar seu lugar de 'namoradinha do Brasil', digamos. Assim, meu coração se alegrou e meus ouvidos se contentaram ao ouvir a firmeza, clareza e graça que Elis Regina gravou em seu primeiro álbum, com algumas canções voltadas para versões de temas próximos do rock. Sou apaixonado por Elis Regina, assim como já declararam isso Milton Nascimento, Gilberto Gil... eles chegaram antes..! Fazer o quê?! Mas vê-se, pelas músicas, que não era bem a praia dela, e muito antes da passeata contra as guitarras elétricas. Mas depois ela volta com tudo nos anos 70. Você verá (ou melhor, ouvirá).

Inseri algumas canções gravadas por Roberto Carlos para ver como a coisa era diferente naquela época. Demorou alguns anos para ele mandar tudo pro inferno...

Por outro lado, o menos lembrado, e a meu ver muito injustiçado, Eduardo Araújo arrebenta no estilo Ronnie Self, com a canção Prima Daisy, de Carlos Imperial, de quem ele foi secretário, 'cargo' depois ocupado pelo Erasmo Carlos. Claro que peguei um comentário no site Senhor F, onde diz o seguinte, sobre essa gravação do Eduardo: "Registro mais importante da primeira fase da carreira de Eduardo Araújo - uma das mais curiosas da história do rock brasileiro, que teve início em 1961, mas só estourou na segunda metade dos anos sessenta. Cantada à la Little Richard, Prima Daisy, composição de Carlos Imperial, e trilha do filme Sherlock de Araque, foi lançada em 1961, como lado B de Maringá, de Joubert de Carvalho. Depois de gravar outras pérolas, como Deixa o Rock, provavelmente sua primeira composição, Eduardo Araújo afastou-se por uns tempos, para retornar em grande estilo na Jovem Guarda, com O Bom e Vem Quente Que Estou Fervendo, entre outros clássicos."

É lógico que muita gente vai achar que foi por pura sacanagem que eu inseri o "fox" de Altamiro Carrilho e seu Conjunto, cantado pelo Palhaço Carequinha e Coral. Ledo engano: foi o primeiro "rock" infantil. Lembrem-se que ele foi ídolo da criançada por mais de dez anos na televisão. Foi ele quem deu muitas dicas para a Xuxa, quando ela começou na extinta Manchete.

Apesar de Renato e seus Blue Caps serem, ao lado de Roberto-Erasmo, símbolos do movimento Jovem Guarda (criação elaborada pelo publicitário Carlito Maia), já se destacavam muitos anos antes (o movimento surgiu a partir do programa de TV lançado em 1965).

E essa música Limbo do Trá-lá-lá... que pérola! Rock caribenho?! Bem, numa época em que os Beatles gravavam bolero!Sem subestimar a importância do bolero; justamente por isso é que gravaram... E a interpretação de Renato e seus Blue Caps está deliciosa.

Agora, amigos, que diversão, que farra, não foi para Erasmo ser vocalista do grupo The Snakes. Sua interpretação para Blue Moon, é um tremendo barato. Agora, quem consegue transcrever o que ele canta em At the hop? Hahahaha... o negócio é relaxar e chacoalhar as cadeiras!

Roberto, montado em sua lambreta, conquista Susie e lança o termo "iê-iê-iê", um pouco antes de chegarem os "reis do iê-iê-iê". Ainda por cima, tasca um arranjo descaradamente parecido com Diana para cantar Malena. Bem, seu declamado... depois eu comento!

01 Raul de Barros e Sua Orquestra - Neurastênico (original) 1954
02 Nora Ney - Ronda das horas (rock around the clock) 1955
03 Agostinho dos Santos - Até logo jacaré - 1956
04 Cauby Peixoto e Betinho e seu Conjunto - Enrolando o rock 1957
05 Betinho E Seu Conjunto - Neurastênico (original) 1957
06 Cauby Peixoto - Rock'n'roll em Copacabana 1957
07 Carlos Gonzaga - Diana 1958
08 Celly Campello - Handsome boy 1958
09 Tony Campello - Forgive me 1958
10 Coby Dijon (Cauby Peixoto) - I go there (Maracangalha) 1959
11 Celly Campello - Lacinhos cor-de-rosa 1959
12 Sergio Murilo - Marcianita 1959
13 Baby Santiago - Estou louco 1959
14 Celly Campello - Banho de Lua 1959
15 Carlos Gonzaga – Quem é? 1959
16 The Avalons - China rock 1959
17 Celly Campello - Estúpido cupido 1959
18 Osmar Navarro - Quem é? 1959
19 Roberto Carlos - Brotinho sem juízo 1960
20 Sergio Murilo - Broto legal 1960
21 Renato e seus Blue Caps - Espante a tristeza 1960
22 Wilson Miranda - Bata Baby 1960
23 Renato e seus Blue Caps - Garota fenomenal 1960
24 Sergio Murilo - Brotinho de biquini 1960
25 George Freedman - Adivinhão 1961
26 Elis Regina - Sonhando 1961
27 Demetrius - Rock do Saci 1961
28 Eduardo Araújo com Clube do Rock - Prima Daisy 1961
29 Roberto Carlos - Louco por você 1961
30 Elis Regina - Baby face 1961
31 Carequinha e Altamiro Carrilho - Rock do ratinho 1961
32 Elis Regina - Amor, amor 1961
33 Wilson Miranda – Alguém é sempre bobo de alguém 1961
34 Elis Regina - Garoto último tipo 1961
35 Sergio Murilo e Snakes - Tu serás 1961

O Rock Que O Pariu!! 1954-1961.part1.rar

O Rock Que O Pariu!! 1954-1961.part2.rar

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domingo, 17 de maio de 2009

Eu te amo Meu Brazil, eu te amo...

Lula aponta igualdade de condições entre emergentes e desenvolvidos no G20.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em Londres que a reunião do G20 foi a primeira da qual participou em que houve igualdade de condições entre emergentes e desenvolvidos. Em relação à concessão de US$ 1 trilhão [R$2.221.999.883.700,00, ou 754.404.008.400,00 de Euros] ao FMI (Fundo Monetário Internacional), Lula afirmou querer entrar para a história como o primeiro presidente brasileiro a emprestar dinheiro à instituição e lembrou que já carregou faixas de "fora FMI" no Brasil.

"Gostaria de entrar para a história como o presidente que emprestou alguns reais ao FMI", ironizou Lula durante a entrevista coletiva. "Em minha juventude, carreguei faixas em São Paulo que diziam 'fora FMI', (mas) o Brasil não quer se comportar como um país pequeno", disse Lula, em entrevista coletiva à imprensa na embaixada brasileira, depois do final da reunião do G20, grupo que reúne representantes dos países ricos e dos principais emergentes.


(A minha pergunta é a seguinte: de onde vai sair o dinheiro? Do PAC? Das contas CC5? do IOF? Dos direitos autorais pagos à indústria fonográfica internacional? Dos fundos de campanha? Das vendas de CDs não piratas? Éhh... com U$1,000,000,000,000.00 é possível comprar um pequeno país... ou vender um grande. Depende da taxa de entrega... Aliás: já não havíamos abastecido esse fundo antes? Tá certo: é para que eles ajudem os países mais necessitados do Terceiro Mundo. Pra acabar: e porque o governo brasileiro não assiste diretamente esses países? Ai, ai... já ia me esquecendo que aqui a gente vem pra baixar álbuns e falar de r'n'r. Por isso, mantenho-me na linha e brado meu grito anti-alienante: YÉ-YÉ, UHÚ...).


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domingo, 10 de maio de 2009

Para minha Mãe adorada, Mãe entre todas as Mães!

Mãe! Mamãe! Mamãezinha! Ou, simplesmente, Ma.
Palavra do mais profundo significado.
Qual foi o Anjo que colocou essas palavras nas bocas inocentes das crianças pequeninas?
Deus sabe…
Mama: palavra de tremendo poder!
Pronunciadas pelas mentes limpas de qualquer preconceito, livres de qualquer prejuízo, alheias aos problemas da vida. Mentes que não são escravas do futuro, nem do passado.
Nada a recordar, nada a planejar. Sem projetos. Vida incessante. Momentos eternos!…
Como distanciar a Mãe, da inocência perdida? Se é Mãe, porque se trouxe ao mundo uma alma inocente. Supremo privilégio…
Mãe, Madre, Mother, Matter… tantos nomes soando semelhantes.
O maravilhoso e saudoso som do “M”, suave, sonoro, reconfortante, tranqüilo. Tão próprio das canções de ninar.
Tão patrimônio dessas almas elevadas.
O ondulante “M”… o maravilhoso som nasal. Deus insuflou vida no homem soprando em suas narinas.
Podemos ficar semanas sem comer. Dias sem beber. Poucos minutos sem respirar! A vida en-tra pelas narinas…
O profundo “M”… de mar. Das águas profundas e caóticas do primeiro instante.
Da água, que é o veículo da vida.
Da água, solvente universal dos químicos.
Da água, tão macia e flexível; no entanto, capaz de romper as rochas de uma encosta, de cavar pofundos sulcos na terra; de fazer tremer de espanto a humanidade arrogante e néscia.
O espermatozóide percorre valorosamente seu trajeto em busca do óvulo.
O peixe percorre valorosamente as corredeiras das águas impiedosas para poder reproduzir sua espécie.
Ambos levam grande parte de suas vidas para percorrer os seus trajetos. E, ao atingirem seus objetivos, entregam suas vidas, suas próprias, para manifestação da própria vida!
O exótico “M”, de Mistério… Dos grandes mistérios arcaicos. Dos grandes mistérios da vida e da morte.
“M”, de MARIA, mãe de todos os seres. Mãe do mar.
“M”: o silêncio profundo!
“A”: pirâmide misteriosa construída dentro do próprio homem!
“R”: do som do fogo, do Rá egípcio, o próprio Sol que a tudo dá vida; das runas nórdicas, que significam mistérios da natureza e do homem!
“I”: que une o céu e a terra, o que há encima com o que há embaixo; que soa ardentemente em nosso cérebro, chefe supremo de nosso organismo físico!
“A”: que nos aponta novamente para cima, para o alto, para o céu, para Deus!
MARIA: nome grandioso, místico, enaltecedor.
Maria, a sagrada mãe de todos os seres. A Divina Mãe com seu manto azul e seu branco véu. O azul inatingível do céu… o véu intransponível do segrêdo…
Ainda ressoa por entre o cantar dos grilos, em meio ao som da chuva, ecoando com os trovões da tempestade, a profunda frase enigmática: “Eu sou Isis, e nenhum mortal jamais levantou o meu véu”!!!
Oh, Isis, Mãe Imortal, senhora de nossos corações: tenha compaixão de nossa pobre humani-dade ignorante!
Perdoa nossos erros. Conforte nossos aflitos corações, que tanto sofrem por te perder…
Senhora Mãe de Deus roga por nós que somos tão ingratos que não reconhecemos a dádiva da vida que nos ofereceste!
Mãe Adorada, abençoa-nos e protege-nos. Nos envolve em teus braços imaculados e recon-forta nossa alma. Dá-nos o leite de sua sabedoria e bondade, afastando de nós a iniqüidade e os maus pensamentos. Envolve-nos com teu manto sagrado e, em teu colo sacrossanto, deixa-nos dormir, descansar das dores dessa vida e ouvir as belas canções que, de teus lábios fecun-dos, brotam como flores primaverís.
Mãe Santa e Poderosa, protege-nos, ilumina-nos, guia-nos. Somos teus filhos…
Mãe Divina, extrato e essência de tudo o que há de melhor em todas as mãezinhas terrenas, que tão profundamente amam seus filhos: ilumina nossa alma!
Porque valorizamos tanto as coisas quando já as perdemos? O amor da mãe nunca se perde: ressoa eternamente além do tempo, além do espaço, além dos homens… e além dos Anjos!
Bendita seja nossa Mãe Divina!!
E ainda mais bendita seja você, mamãezinha da terra, que enxugou nossas lágrimas, que curou nossas feridas, que deu-nos de comer, que alimentou nossas esperanças, que nos enebriou de bondade nos momentos mais difíceis.
Benditas sois vós, todas as mulheres, que dão suas próprias vias para que possamos viver!

(essa é de meu amigo íntimo, Carlos A. C.)