domingo, 27 de abril de 2008

Se você não tem o hábito de acessar o Brainstorm #9, então transcrevo essa matéria.

Para divulgar a N-Gage, a plataforma de games da Nokia para toda a sua linha de celulares, a sueca Farfar uniu mais uma vez conteúdo em vídeo com interatividade no Get Out And Play.

Dessa vez fizeram o maior “Snake” do mundo. Sabe aquele jogo clássico da década de 1970, que a Nokia se apropriou e colocou em quase todos os seus gadgets. Pois então, o recriaram com pessoas na vida real.

Segundo eles, nenhum efeito digital foi utilizado, “apenas” 1000 pessoas em stop-motion. Tudo em alta-definição sem ser exageradamente pesado.

No meio do vídeo o usuário pode jogar outro game clássico, “Breakout”, também com pessoas. A produção ocorreu em Lisboa, pela Hobby Films.

Acesse o site aqui e confira no vídeo abaixo o making of do projeto.

PS: “Snake” está na moda. A Volkswagen também utilizou recentemente o clássico em um game online.



Você precisa "jogar" esse anúncio. É sensacional... Só vendo.

Olha o que esse carinha estava cantando aos 16 anos...

Quando o "rock and roll" estava no bercinho, e ainda bem esbranquiçado, Paul Anka surgiu. Celi e Toni Campello foram seus fiéis súditos (na verdade dos produtores, off course).
Mas o Paul mandou bem em 1957, aos 16 ANOS DE IDADE, já cantando a Diana!! Prodígio...



Acho que inspirou os produtores da Tupy a mostrar a cara do Agnaldo Rayol (que começou com 17 ao lado da Hebe).

Velho é a mãe!!

Smells like teen spirit.




Por essa você não esperava, Kurt...

Virtualidade real.

A criatividade é a principal característica do ser humano. A tecnologia é tã0-somente ferramenta...
Vejam esse vídeo que sensacional.




Eu chamo ISSO de interatividade.
(Encontrei aqui)

O nosso cérebro é doido !!!

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
--------------------------------------------------------------------------------
( Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito. )
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

sábado, 26 de abril de 2008

Lixomania - Violência & Sobrevivência

Admito que o Punk Rock não é a minha praia. Mas esse álbum tem um "Q" especial. Nada global. Extraí todo o conteúdo da postagem do blog do Ronald (aqui). Lá embaixo está a história da banda, num texto bem completo extraído do Whiplash. Baixe e conheçam um pouco da história do punk rock brasileiro, que nunca deixou de ter cara de bandido.

Lixomania - Violência & Sobrevivência

Banda: Lixomania
Album: Violência & Sobrevivência
Ano: 1982
-
01. Violência & Sobrevivência
02. Massacre Inocente
03. O Punk Rock Não Morreu
04. Zé Ninguém
05. Fugitivo
06. Os Punks Também Amam
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DOWNLOAD

Direto do Whiplash:

A Lixomania é uma banda lendária do punk rock brasileiro, pois foi uma das pioneiras do movimento no país, ao lado de Olho Seco, Cólera e Inocentes, entre outras.

A banda foi formada em 1979, no bairro do Lauzane - zona norte da cidade de São Paulo (SP) -, pelos amigos Adauto (baixo), Tikinho (guitarra e vocal) e Zú (bateria). Depois entrou Alê, que assumiu os vocais. Todos gostavam de Sex Pistols, Ramones, The Clash, Stiff Little Fingers, UK Subs, Dead Boys, Sham 69, Lurkers e muitas outras bandas.

As primeiras apresentações
Em 1980, com alguns ensaios e apenas três músicas no repertório, a Lixomania fez a sua primeira apresentação num encontro inédito de bandas punks, realizado a portas fechadas (sem público) em Santo Amaro, na zona sul da cidade.

No decorrer de 1980 e 1981, a banda seguiu apresentando-se em locais distantes da periferia de São Paulo. Nenhum clube ou danceteria da cidade abria espaço para shows punk. Em meio a muitas dificuldades, a Lixomania acabou conquistando o apoio da emergente platéia punk e destacando-se como uma das principais bandas punks do Brasil.

Contribuições para o movimento punk
Além da música e da atitude, um de seus grandes méritos é o de ter ajudado a desbravar o caminho para o surgimento de uma cena punk no país, que ainda vivia sob a censura e as leis impostas pelo regime militar do general Figueiredo. Nessa época, a imprensa e a mídia brasileira ainda não haviam descoberto o punk. Isso só veio a acontecer em 1982, refletindo o renascimento do movimento no exterior, com Exploited, Discharge, Dead Kennedys, Black Flag, etc.

O lançamento do primeiro disco
O ano de 1982 foi muito importante para a Lixomania. Com a saída de Alê, Moreno (um antigo simpatizante da banda) assumiu os vocais, enquanto Miro (ex-Guerrilha Urbana) substituiu Zú na bateria. É com essa nova formação que a Lixomania gravou o EP “Violência e Sobrevivência”, lançado em setembro de 1982 pelo selo independente Punk Rock Discos, de São Paulo, sob direção e produção de Carlos Marçal Bueno, cunhado de Betão, amigo e simpatizante da banda.

Hoje, esse EP contendo 6 músicas (Violência e Sobrevivência, Massacre Inocente, O Punk Rock Não Morreu, Zé Ninguém, Fugitivo e Os Punks Também Amam) é disputado por colecionadores de discos punks em razão de seu pioneirismo: foi o primeiro disco de uma banda punk lançado no Brasil, precedido apenas pela coletânea “Grito Suburbano”, que reunia 3 bandas de SP.

A capa do EP foi feita a partir de uma colagem de manchetes de jornais que retratavam a violência e criminalidade no país. O trabalho de arte é creditado ao escritor Antonio Bivar (autor do livro “O que é Punk”), Fernando Santa Rosa e Lixomania. Os temas das músicas são a violência (“Violência e Sobrevivência” e “Massacre Inocente”), as injustiças sociais (“Zé Ninguém” e “Fugitivo”) e o próprio movimento punk (“O Punk Rock Não Morreu” e “Os Punks Também Amam”).

O apogeu da banda
Com o disco debaixo do braço, a Lixomania pôs o pé na estrada, fazendo shows em cidades do interior de SP. Ainda em 1982, participou do festival “O Começo do Fim do Mundo”, realizado no Sesc Pompéia, em São Paulo, e teve uma de suas músicas (“Punk”) incluída no disco resultante do festival. Com a repercussão do evento – considerado o mais importante da história do punk nacional - , a Lixomania foi convidada a tocar fora de SP, realizando várias apresentações no Rio de Janeiro (que incluiu um show no Circo Voador, com abertura do Paralamas do Sucesso e do Kid Abelha & As Abóboras Selvagens!) e um show no estádio de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, assistido por milhares de pessoas.

O início da crise e o fim da Lixomania
O problema é que a Lixomania e a maioria das bandas punks remavam contra a maré. No momento, toda a atenção das grandes gravadoras, rádios, revistas, jornais e TVs estava voltada para os novos artistas de estilo pop/rock (Blitz, Lulu Santos, Kid Abelha, Léo Jaime, Ritchie, Gang 90, Lobão, etc). Não bastasse a hostilidade da mídia em geral, os punks ainda tinham de lidar com a falta de equipamentos e espaços para shows, a repressão policial e as brigas constantes entre gangues. Uma das últimas apresentações da Lixomania nessa época, ocorrida no programa Fábrica do Som, da TV Cultura, mais uma vez culminou em confronto entre gangues rivais. Assim, em março de 1983, a Lixomania resolveu encerrar suas atividades.

A herança da Lixomania e do punk paulista
A exemplo da Lixomania, várias bandas punk desapareceram (algumas sem deixar qualquer vestígio de registro sonoro) e outras continuaram restritas ao circuito “underground”. O novo cenário musical passou a ser dominado pelos ícones do chamado BRock (Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Capital Inicial, Ultraje a Rigor, etc). No entanto, a Lixomania e as bandas punks de SP já haviam deixado a sua mensagem. Pelo menos com relação às letras, pode-se perceber ecos do inconformismo e irreverência punk em músicas de sucesso como “Inútil” (Ultraje a Rigor), “Polícia” (Titãs), “Que País É Este?” (Legião Urbana), “Veraneio Vascaína” (Capital Inicial) e “Até Quando Esperar” (Plebe Rude), entre outras. Sem falar em bandas como Camisa de Vênus e Replicantes, claramente inspiradas no punk.

Lixomaníacos buscam novos rumos

Mas, afinal, o que aconteceu com o pessoal da Lixomania?
Com o fim da banda, Miro formou o 365 e, em meio à explosão do novo rock nacional, atingiu um público mais amplo com o single “São Paulo”, executado em rádios FM. Num primeiro momento, Tikinho e Adá participaram do 365, mas depois deixaram a banda.

Entre 1994 e 1996, Adá voltou a tocar com amigos da zona norte, integrando as bandas de garagem Sidflex, Sobreviventes e Outsiders. Depois disso, reuniu-se novamente com Tikinho e Miro, incluindo Muniz (ex-Fogo Cruzado). A idéia era reativar a Lixomania, mas não deu certo. Tikinho saiu logo no ínicio; Muniz assumiu a guitarra e os vocais e, junto com Adá e Miro, formou um novo Fogo Cruzado. Em 1997, a banda lançou um CD que inclui a música “Presidente”, da Lixomania. Adá deixou o grupo antes mesmo do lançamento do disco e Miro, logo depois.

O retorno da Lixomania
Em outubro de 2002, a Lixomania voltou finalmente à ativa com sua formação clássica (Moreno, Tikinho, Adá e Miro) como convidada especial do festival “O Fim do Mundo – 20 Anos de Cultura Punk”, realizado no Tendal da Lapa, na zona oeste de São Paulo. A banda foi a única a fazer duas apresentações no festival, que reuniu, durante uma semana, mais de 60 bandas de todo o Brasil.

À partir dessas apresentações e do incentivo dos fãs, a Lixomania voltou a ensaiar regularmente e, em 2003, fez um show no Hangar 110, em SP, na tradicional Festa do Ratinho, matando a saudade de muitos fãs que compareceram ao evento. A banda apresentou 19 músicas (algumas delas inéditas) que farão parte, em breve, de um CD da Lixomania.

A gravadora Speed State Records, do Japão, também lançará em CD e vinil, em edição especial, o EP da banda (de 1982) + material inédito, como parte de um projeto que visa agrupar gravações das principais bandas punks do mundo.

Curiosidades sobre a banda
· Segundo Tikinho, a idéia do nome “Lixomania” surgiu a partir dos comentários da vizinhança da casa onde a banda realizava os seus primeiros ensaios. Todos os vizinhos diziam que o som era uma sujeira, um verdadeiro lixo, como se os membros da banda tivessem mania de lixo. Inicialmente, eles cogitaram adotar o nome “Mania de Lixo” mas, após mais discussões, surgiu o nome definitivo da banda, “Lixomania”.

· Na contracapa do EP de 1982, há uma foto da banda deitada com uma muleta em cima. A muleta era de Adá que, antes da gravação, sofreu um acidente e ficou sete meses com a perna engessada. Nesse estado, gravou o EP e fez suas primeiras apresentações no Rio de Janeiro.

· Durante show dos Ramones no Brasil, Tikinho encontrou-se com Joey Ramone no camarim e este revelou possuir o EP da Lixomania e disse que, em sua opinião, o disco era “do caralho”.

· Em conversa com Miro, o produtor musical Paulinho Marquetti admitiu que o Legião Urbana e outras bandas de Brasília foram muito influenciadas pelo punk paulistano do início dos anos 80.

· Moreno saiu da banda logo após o lançamento do EP, indo para o Psykoze, outra banda punk. Em seu lugar, Alê reassumiu os vocais e apresentou-se com a Lixomania durante 1982 e 1983. Outra curiosidade sobre Moreno: embora não seja ator, ele participou do último capítulo da novela “Eu Prometo”, da TV Globo, como um dos punks amigos da filha do personagem central da novela.

· Durante apresentação no Morro da Urca (RJ), vários punks paulistas chegaram a escalar o Morro para não pagar a entrada do show e, depois, ficaram hospedados na casa de um ilustre simpatizante do movimento, Ronald Biggs – o famoso assaltante do trem pagador inglês -, que morava nas redondezas.

· Após algumas apresentações no RJ, a Lixomania foi convidada para uma reunião com o diretor da gravadora RCA no Brasil, que propôs lançar o disco da banda. O contrato já estava pronto e previa que a gravadora poderia, por exemplo, acrescentar teclados e saxofone em algumas canções (!!), entre outras coisas. Fiel ao espírito punk, o contrato foi prontamente rejeitado pela Lixomania.

· Embora a autoria das letras e músicas de todas as canções seja creditada à própria Lixomania, sabe-se que várias das letras foram originalmente escritas por Zé (José Edmundo Sanches), irmão de Zú, primeiro baterista da banda.

· Eis os verdadeiros nomes dos atuais integrantes da Lixomania: Mauro Bento de Oliveira (Moreno), Edson Lopes (Tikinho), Adauto de Andrade (Adá) e Valdomiro Santino de Melo (Miro).


Truth - Jeff Beck 1968


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Aqui está uma obrigatoriedade para toda discoteca de rock'n'roll. Acredito que muitos já o tenham, mas eu não poderia deixar de postar, mesmo assim.Embora não seja uma raridade, é uma preciosidade tanto pelo seu contexto histórico, como pela reunião de talentos que apresenta.

É o primeiro álbum solo de Jeff Beck, após deixar os Yardbirds, com três composições da parceria Jeff Beck/Rod Stewart, "Let Me Love You", "Blues Deluxe", e "Rock My Plimsoul". Destaque para as regravações de "Shapes of Things", sucesso dos Yardbirds, "I Ain't Superstitious", de Willie Dixon, e a tradicional "Greensleeves". Muitos consideram este álbum como um dos primeiros albuns heavy metal. Jimmy Page e John Paul Jones tocaram na faixa "Beck's Bolero", originalmente gravada em 1966 com Keith Moon na bateria e Nicky Hopkins no piano, e lançada como lado B do primeiro trabalho solo de Beck, "Hi Ho Silver Lining", em 1967.

Faixas

1. "Shapes of Things" 3:22 (Chris Dreja, Jim McCarty, Keith Relf e Paul Samwell-Smith)
2. "Let Me Love You" 4:44 (Jeff Beck e Rod Stewart)
3. "Morning Dew" 4:40 (Bonnie Dobson e Tim Rose)
4. "You Shook Me" 2:33 (Willie Dixon e J. B. Lenoir)
5. "Ol' Man River" 4:01 (Jerome Kern e Oscar Hammerstein)
6. "Greensleeves" 1:50 (Traditional, com arranjos de Jeff Beck)
7. "Rock My Plimsoul" 4:13 (Jeff Beck e Rod Stewart)
8. "Beck's Bolero" 2:54 (Jimmy Page, e Jeff Beck)
9. "Blues De Luxe" 7:33 (Jeff Beck e Rod Stewart)
10. "I Ain't Superstitious" 4:53 (Willie Dixon)

Quem-fêz-o-quê na gravação

* Jeff Beck - guitarras, vocais, arranjos; baixo em "Ol' Man River"
* Rod Stewart - vocais (exceto em "Greensleeves" and "Beck's Bolero")
* Micky Waller - drums (exceto em "Greensleeves" and "Beck's Bolero")
* Ronnie Wood - bass (exceto em "Ol' Man River", "Greensleeves" e "Beck's Bolero")
* Nicky Hopkins - piano em "Morning Dew", "You Shook Me", "Beck's Bolero" e "Blues Deluxe"
* Keith Moon - bateria em "Beck's Bolero", timpano em "Ol' Man River" (creditado depois como "You Know Who")
* Jimmy Page - guitarra ritmica de 12 cordas em "Beck's Bolero"
* John Paul Jones - baixo em "Beck's Bolero" e orgão Hammond em "Ol' Man River" e "You Shook Me"
* Mickie Most - produtor
* Ken Scott - engenheiro


domingo, 20 de abril de 2008

Spooky Tooth / Pierre Henry - Ceremony (1970)

Álbum lançado em 1970 pela banda inglesa de rock progressivo Spooky Tooth juntamente com o compositor francês, e um dos papas da música concreta e eletrônica, Pierre Henry.

Spooky Tooth
O fundamental em seu som era o instrumental. Eles foram dos poucos grupos de rock da época que se apresentavam com dois tecladistas, um no piano e outro no órgão, assim como The Band (cuja música The Weight foi gravada pelo Spooky Tooth em um compacto simples de 1968) e o Procol Harum. Formaram-se em outubro de 1967, de uma combinação de The Ramrods (1960, final de 1963), The VIPs (final de 1963 a abril de 1967) e Art (abril a outubro de 1967, com Mike Harrison nos vocais, Greg Ridley no baixo, Luther Grosvenor na guitarra e Mike Kellie na bateria, lançando o único álbum Supernatural Fairy Tales). Seus membros mudaram várias vezes, mas tipicamente eram:

* Mike Harrison, teclados e vocais.
* Greg Ridley, baixo e vocais.
* Luther (Luke) Grosvenor , guitarra e vocais.
* Mike Kellie, bateria.
*
Gary Wright, órgão e vocais.

O álbum
Spooky Tooth, de 1969, é considerado o melhor do grupo, e o último lançado com a formação original. Nele está a música Better By You, Better Than Me, que foi regravado pelo Judas Priest. Greg Ridley juntou-se ao Humble Pie em 1969 e foi substituído por Andy Leigh (em tempo para o álbum Ceremony, de 1970).

Pierre Henry
Estudou harmonia com Olivier Messiaen e composição com Nadia Boulanger. Foi parceiro de Pierre Schaeffer e realizou vários experimentos no estúdio da Rádio e Televisão Francesa - RTF. Na época (finais dos anos 50), o cara tinha um acervo de mais de 50.000 gravações de todo tipo de som, desde sons de animais até ruídos de máquinas industriais. Desenvolveu muito a música eletrônica. A imagem de Roger Waters, com sua fita recortada e colada para fazer a introdução de Money, em 1973, chega a ser infantil perto da parafernália que o Pierre armava num ring de box para suas apresentações. Quequeéaquilo!! Sensacional.
Suas principais obras, em ordem cronológica inversa:

1988: Le livre des morts égyptien
1979: Dixième symphonie (gigantesca colagem de extratos da Nona Sinfonia de
Beethoven)
1970: Cérémonie (Ceremony, com
Spooky Tooth); Fragments pour Artaud
1968: L'Apocalypse de Jean
1967-68: Messe de Liverpool
1967: Messe pour le temps présent (com
Michel Colombie)
1963: Le livre des morts tibétain; Variations pour une porte et un soupir
1953: Astrologie
1951: Concerto des ambiguïtés; Musique sans titre
1950: Le Microphone bien tempéré; Symphonie pour un homme seul

Voltemos ao álbum
Ele apresenta as faixas numa seqüência como de um culto religioso. Entretnto, o estilo é tão lúgubre que beira o gótico-ácido. Os vocais, guitarras e teclados são excelentes. O psicodelismo é total e os efeitos sonoros de Pierre Henry, bárbaros!

As faixas
1. Have Mercy - 7:53 (Henry, Wright)
2. Jubilation - 8:27 (Henry, Wright)
3. Confession - 6:48 (Henry, Wright)
4. Prayer - 10:52 (Henry, Wright)
5. Offering - 3:27 (Henry, Wright)
6. Hosanna - 7:33 (Henry, Wright)

Quem-faz-o-quê
Produzido por Spooky Tooth and Pierre Henry
Engenheiro de som: Andy Johns
Liner notes: Alan Robinson
Cover Art: John Holmes

Pierre Henry: Synthesizer, electronics
Gary Wright: Vocals, organ, keyboards
Luther Grosvenor: Guitars
Mike Harrison: Vocals, keyboards
Mike Kellie: Drums and percussion
Andy Leigh: Bass, guitar


Meninos e meninas, coisinhos e coisinhas. Esse é um álbum memorável. Clássico. Obrigatório para quem gosta de psycho-rock, progressive-rock, e música concreta eletrônica (embora bem mais "palatável").

Baixe aqui.
senha: undiverso.


Divirtam-se.

(Todas as informações obtidas na Wikipédia e regurgitadas pela tradução porca de Delta9)

Privacidade da Internet está ameaçada, diz sociólogo

A palestra "Internet sob ataque: as tentativas de controle da rede e o combate da cultura hacker", com o sociólogo e doutor em Ciência Política Sérgio Amadeu, abordou os problemas do controle da Internet pelas grandes empresas. Ele contou a história da rede mostrando que, no início, se pensava que uma Internet aberta funcionaria muito melhor. "O anonimato na rede é fundamental, é uma questão de democracia, essa vigilância deve ser impedida. A Internet cresceu na base da liberdade", defendeu.

» Sun: software livre não é decisão ideológica
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» Sucata e software livre diminuem custo de máquina
» Fórum: opine sobre o fórum

Amadeu lembrou que a cultura hacker teve uma função essencial para a criação da rede. Segundo ele, a liberdade na rede, defendida por ativistas do software livre, está fortemente ameaçada. "Estamos sob ataque", disse o professor. Amadeu também explicou que, para manter o controle da rede, grandes grupos de direitos autorais se baseiam apenas no broadcast (distribuição), e querem criminalizar a P2P, que é uma rede de compartilhamento.

Ele citou a tentativa do presidente francês Nicholas Sarcozy de controlar a rede na França e ainda avançar a medida para toda a Europa. Criticou o projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) de criar um provedor "dedo-duro" para controlar acessos e ainda responsabilizar empresas que não identifiquem usuários.

O caso da transmissão de um show da banda Pearl Jam que foi interrompida após o vocalista ter criticado o presidente norte-americano, George W. Bush também foi citado na palestra.

Amadeu defendeu que não é porque algumas pessoas cometem crimes aproveitando-se do anonimato que todas devam ser responsabilizadas por isso. Para ele, "é como responsabilizar a Volkswagen por atropelamentos que aconteçam". Mas a maior preocupação do ativista é que as grandes corporações queiram o controle absoluto da rede. "A Internet existe por causa do compartilhamento e isso não pode mudar", concluiu.

(Reportagem de Dayanne Rodrigues, Direto de Porto Alegre , Redação Terra, aqui)


Homens-bomba tentam novas táticas: saltar de aviões sobre população civil!

Esta foto é da Reuters. Foi obtida no Portal Terra Notícias, fotos 24 horas (não sei de quando é a foto).

Diz a legenda:

"Moradores observam um veículo atingido por um ataque aéreo no distrito de Shula, em Bagdá. Uma pessoa morreu e outras ficaram feridas."

O interessante é a pontaria do terrorista, certamente um homem-bomba, ao saltar do avião e atingir o alvo.

Troque seu cachorro por uma criança pobre...

Cães vips ganham fortuna e "escravizam" donos
Peter Gerstenzang

Para algumas pessoas, um cachorro é mais que um animal de estimação: é um estilo de vida, nos finais de semana. Considerem o Westchester County Center, em White Plains, Nova York, certa manhã fria de domingo no mês passado. Centenas de cães e seus donos estavam passeando antes da abertura da feira anual de cachorros do Kennel Club de Saw Mill River, um dos mais de 20 mil eventos que o Kennel Club dos Estados Unidos sanciona a cada ano.

» Loja cria "boneca inflável" para cães
» Holanda: parque libera sexo mas veta cães sem coleira
» "Cachorros-quentes" participam de corrida nos Estados Unidos
» Jovem é detido e condenado por latir para cães

Cachorros estavam sendo afofados e penteados, escovados e instruídos, muitas vezes por pessoas portando cabelos tingidos e penteados em estilos bizarramente similares aos de seus amigos peludos. Em meio à multidão canina - 719 cachorros seriam exibidos - havia estandes como o Wholistic Pet, que vendia pólen de abelhas e óleo de salmão, para consumo canino apenas.

A multidão de adeptos dos cuidados, mimos e exibicionismo canino criava uma sensação conhecida, mais ou menos semelhante à que costumava existir entre os fãs que viajavam de estádio a estádio para acompanhar os shows do Grateful Dead. Mas essas pessoas merecem o título dogheads, em lugar de deadheads (apelido dado aos fãs da banda liderada por Jerry Garcia); e em lugar de assistirem ao espetáculo, elas (e seus cachorros) são o espetáculo.

Os dogheads e os cachorros que eles adoram, porém, ao preparar seus poodles e lulus da pomerânia para o show em Westchester, demonstravam estilo bem menos contido do que os fãs típicos do Grateful Dead.

Em determinado momento, um menininho estava acariciando um imenso mastim tibetano. O proprietário do cachorro, com uma careta, advertiu: "pode agradar quanto quiser depois do julgamento, mas deixe o cachorro em paz agora. Assim você estraga os padrões. Levei três horas para fazer esse penteado!"

Janet Barrett sorriu, com alguma compreensão, para o proprietário do mastim. No comando de seu estande, o Designed4Paws, ela já teve de conviver bastante com proprietários obsessivos e compulsivos. Afinal, os produtos que ela vende são casacos, suéteres e capas de chuva feitos a mãos especialmente para cachorros. "Os donos de cachorros são pessoas ótimas", diz Barrett, que veio de Chester, no Connecticut, e produz roupas especiais para cachorros há seis anos. "Mas eles podem ser, digamos, meio neuróticos sobre a maneira como querem as coisas. Já fiz um casaco com forro de peles para um rottweiler, e um falso casaco de mink para um dinamarquês. Não são produtos que a gente encontre à venda em um catálogo, o que explica que as pessoas me procurem. Meço os cachorros em oito partes diferentes do corpo para que as roupas sirvam realmente bem."

Não muito distante do estande de Barrett, estilista do cachorro elegante, estava Anthony Bernard, que poderia ser considerado o rei dos dogheads, se esse título existisse. Ele e seu papillon premiado, Slick, servem como barômetro da espécie de dedicação que o circuito dos salões caninos desperta. Com Slick e cinco outros cachorros (nem todos papillons), disse Bernard, ele participa de oito competições mensais, e está na estrada todos os finais de semana do ano. Isso envolve "milhares de quilômetros e milhares de dólares" a cada ano, e poucos dos eventos caninos oferecem prêmios em dinheiro.

Bernard calçava mocassins, usava um paletó esporte e levava ao pescoço uma gravata de seda com estampas de borboletas - o inseto cujo nome os cães da raça de Slick portam. Ele disse que estar na estrada com seus "bebês" era parte da diversão.

Sentado em companhia de seu campeão, que atende por Slick mas cuja certidão de batismo exibe o grandioso nome Champion Arkeno Rodeo Fast Talking, Bernard, morador de Lafayette, Nova Jersey, tinha histórias tão divertidas sobre a vida na estrada canina que poderia ser considerado também como o Kerouac dos dogheads.

Ele é um narrador divertido dos percalços que a vida dos criadores de cães de exposição apresenta, e com certeza não faltam histórias estranhas sobre as belezas quadrúpedes dos Estados Unidos e as peripécias de seus proprietários.

"Suponho que minha favorita envolve aquela vez em que estava hospedado com Slick no Plaza Inn de Palm Beach, para um salão", diz Bernard, que ganha a vida como comerciante de antiguidades. "Eu tinha um jantar marcado com um amigo, e o recepcionista do hotel me indicou um ótimo restaurante e cuidou das reservas. Meu amigo teve de cancelar no último minuto, e por isso liguei para avisar o recepcionista. 'Seu amigo? Achei que o senhor fosse jantar com o seu cachorro. Foram essas as reservas que eu fiz no restaurante. O senhor e seu cachorro' ele disse."

"Palm Beach é uma cidade simpática aos cachorros, para dizer o mínimo. E por isso levei Slick àquele ótimo restaurante, onde ele se sentou comigo à mesa e comeu frango grelhado", diz Bernard.

Com as viagens, as despesas e o cheiro permanente de cachorro que isso deve deixar no carro, é difícil compreender por que legiões de apreciadores dos cachorros cruzam os Estados Unidos a cada final de semana para esse tipo de evento. Lisa Peterson, porta-voz do Kennel Club, diz que a proximidade com o cachorro oferece recompensas que superam em muito o cansaço, as despesas e a confusão.

"Uma das coisas mais adoráveis que acontecem quando você passa tanto tempo com seu cachorro", disse Peterson, que já exibiu sabujos noruegueses em salões caninos, "é a maneira pela qual você pode revitalizar sua visão do mundo e eliminar parte daquele cinismo que se instala quando nos tornamos adultos. Eles se animam tanto simplesmente por olharem pela janela do carro ou estarem em um lugar novo que você, como proprietário, começa a ver a situação pelos olhos deles. E isso propicia uma sensação de verdadeira alegria".

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME
(extraído daqui)


(Todos os grifos por Delta9)



O pobrêma é o bixim operano o sistema!

Tudo bem que os aparelhos GPS quebram um galhão na hora de ajudar os mais perdidos, mas, segui-lo ao pé da letra pode deixar o motorista numa situação não muito agradável. E foi o que aconteceu com um ônibus nos EUA, onde o motorista acabou entalando o veículo em um túnel depois de confiar fielmente em seu GPS.


Foto: Seattlepi

Levando o time de feminino de softball do Garfield High School, da cidade de Seattle, o condutor levou em conta apenas as instruções do equipamento e ignorou a placa de aviso, que sinalizava os limites de altura do túnel, que tinha 9 pés de altura, enquanto o automóvel tinha 12. Resultado: alguns passageiros com ferimentos leves, que foram para o hospital, mas já estão liberados. Já o motorista levou uma multa de US$ 154 por imprudência. Tecnologia demais, às vezes, atrapalha.

(extraído daqui:
http://msn.techguru.com.br/onibus-entala-tunel-por-seguir-GPS.htm)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Silvinha - 1971

Não é por ter belos olhos e um jeito meigo que Silvinha é considerada uma das melhores vozes da MPB.
Destacou-se na Jovem Guarda, cantando com um timbre que lembrava muito a cantora italiana Rita Pavoni. Rita Pavoni era absoluto sucesso na época, e flertou "mesmo" com a Jovem Guarda. Pelo menos com o baterista dos Incríveis, o Netinho, depois, líder do Casa das Máquinas. Uma história a parte e tanto!!
Falando em história, o "case simbiótico" Silvinha-Eduardo Araújo, deu muito o que falar na época, também.
Em 1967 ela já entrou nas paradas arrebentando com a música Eu vou botar pra quebrar. que vocês devem ter ouvido na coletânea O Rock Que O Pariu!! 1967, e como Eduardo já mandava vir quente que ele estava fervendo, pintou uma sintonia e tanto. Tornaram-se amigos, amantes, parceiros, cúmplices, sócios, nubentes, esposos, "prego e martelo", tampas de panela, metades das laranjas (chupadas ou não), alma-gêmeas e tal (vou parando por aqui, senão vai virar resenha do trabalho do Fábio Júnior!).
Ambos músicos de talento. Quem conhece o Eduardo somente pelo clássico O bom não conhece o melhor de seu trabalho.
Silvinha é unanimidade. Permite-se os estilos mais variados. Por isso, também, é uma das vozes mais requisitadas para jingles publicitários.

Esse álbum, a meu ver, é fantástico. Perdoem-me os puristas e mais fanáticos, mas lembrei muito da Janis Joplin (embora a Jenis fosse ABÍSOLUTAMENTE doida demaaaais, doida, muito doida... enquanto que Silvinha grite muito, sem ser tão doida quanto...). Essa mocinha, chamada Silvinha, canta muito. Embora tenhamos que considerar o contexto da obra (no ano de 1971, o funk-soul brasileiro ainda não tinha em Tim Maia a sua mais completa tradução, eleestava lançando seu primeiro élepê) e o psicodelismo bailava sob a luz da lua. Gal Costa ainda não era a cosplayer da Gabriela global de Jorge Amado; Raul Seixas não tinha pousado na sopa de ninguém; e Roberto Carlos ainda era o rei por mérito... e não por herança.

Somente lamento mesmo uma coisa nesse álbum: não haver crédito em relação aos músicos. Que sensacionais. Talvez Eduardo e Silvinha possam nos ajudar. Quem sabe...

Para mais detalhes, transcrevo o texto obtido aqui:

SILVINHA
(Sílvia Maria Peixoto)
Mariana MG 16/9/1951
SITE OFICIAL


Começou a cantar com o coral de músicas folclóricas organizado por sua mãe, professora de música em São João del Rei (MG), apresentando-se em rádios e programas culturais, por volta de 1963. Mais tarde, incluiu no repertório do coral músicas dos Beatles e de Rita Pavone, artistas dos quais gostava. Em 1965, a convite de Aldair Pinto, foi para Belo Horizonte (MG), para atuar no programa de televisão Programa só para Mulheres, seguindo dois anos depois para o Rio de Janeiro RJ, sendo lançada no programa do Chacrinha. Contratada pela TV Excelsior de São Paulo (SP), cantou durante algum tempo no Programa dos Incríveis, e logo depois passou a apresentar no programa de TV O Bom, do cantor Eduardo Araújo, com quem se casou. Ainda em 1967 gravou pela primeira vez, as músicas Vou botar pra quebrar e Feitiço de broto (ambas de Carlos Imperial), pela Odeon. No ano seguinte excursionou com show da Rhodia, cantando na Fenit, em São Paulo, e no Copacabana Palace Hotel, do Rio de Janeiro, além de outras capitais do país. Ao retornar foi contratada pela TV Tupi para voltar a participar do Programa dos Incríveis, mas seis meses depois estava na TV Record. Gravou três LPs na Odeon, nos anos de 1968, 1969 e 1971. Contratada pela RCA Victor de 1972 a 1975, participou esse ano do show Pelos caminhos do rock ao lado de Eduardo Araújo, no Teatro Bandeirantes, de São Paulo, e gravou quatro compactos simples. Em 1975 mudou para a gravadora Copacabana. Depois de alguns anos afastada dos palcos, Silvinha começou a fazer algumas vocalizações e backing vocals esporádicos em jingles e discos, até que, em 1978, a cantora que deveria gravar uma peça faltou, sendo Silvinha chamada para a substituição. A partir de então, passou a ser uma das cantoras mais requisitadas para gravação de jingles. Durante mais de 20 anos foi uma das vozes mais ouvidas no Brasil em campanhas para Mc Donald’s, Coca-Cola, Unibanco, Varig, entre outras. Há alguns anos Silvinha se afastou da publicidade e tem se dedicado, junto com o marido Eduardo Araújo, à sua gravadora, a Number One e em 2001 lançou o CD Suave é a Noite, com músicas românticas, além de diversos shows divulgando seu disco.

Com vocês um dos melhores (e também menos conhecidos) álbuns do rock brasileiro, com uma de suas melhores intérpretes.

SILVINHA (1971)
Músicas:
01 - Voce já morreu e se esqueceu de deitar.
02 - O Que fazer para te esquecer.
03 - Estou pedindo baby.
04 - Deixa a cinza deste inverno passar.
05 - Pra toda a geração.
06 - Paraíba.
07 - Risque.
08 - Seu amor ainda é tudo pra mim.
09 - Leve a vida.
10 - É minha opinião.
11 - Nossos filhos serão pais.

Diretor de Produção: Milton Miranda
Diretor Musical: Lindolfo Gaya
Assistente de Produção: Eduardo Araújo e Mario Duarte
Orquestrador e Regente: Kuntz Naegele
Diretor Técnico: Z. J. Merky
Técnico de Gravação: Zilmar Araújo
Técnico de Laboratório: Reny R. Lippi
Lay-Out: Joel Cocchiararo
Foto: Miled
Produtor fonográfico: Indústrias Elétricas e Musicais Fábrica Odeon S.A.

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Psychè Rock, de Pierre Henry

Assista esse vídeo com a música Psychè Rock, de Pierre Henry, de 1967.
É sensacional!!





Tá... Mas quem é esse cara?
É um dos papas da música experimental eletrônica e da música concreta.
Foi parceiro do igualmente papa (e igualmente Pierre) da música concreta, Schaeffer, que também é francês (embora com esse nome all-em-man..)

Entre 1949 and 1958, Henry trabalhou no estúdio de rádio Club d'Essai, da Rádio e Televisão Francesa - RTF,fundado por Schaeffer. Durante esse período ele escreveu, em 1950, a peça Symphonie pour un homme seul (Sinfonia para um homem só), em cooperação com Schaeffer; também compôs a primeira música concreta a aparecer num filme comercial, o curta Astrologie ou le miroir de la vie (Astrologia ou o espelho da vida). Henry fez a trilha para numerosos filmes e balés. No entanto é mais conhecido pelo seu álbum experimental, de 1967, Messe pour le temps présent (Missa para o tempo presente) , uma de suas várias cooperações com o coreógrafo Maurice Béjart onde é apresentada a famosa faixa Psyché Rock.

Provavelmente uma das influências mais conhecidas de Henry na cultura popular contemporânea é o tema da série de televisão Futurama, inspirado na música Psychè Rock, escrita por ele em 1967.


domingo, 6 de abril de 2008

Cueio Limão - Ainda Sou Um Rockstar

Esse material eu consegui na internet. Os carinhas dispuseram pra baixar na web. Então eu baixei.
É uma banda do "genere" punkrock/hardcore.
Opinião é como bunda... (você já sabe o resto).
No entanto, se você é do tipo, tipo assim, que não perde Malhação só por causa da trilha da abertura; se você gosta demaaais de Charlie Brown Jr, e todos os seus clones, irá gostar dessa.

Como é de praxe, farei um breve análise de cada faixa, aproveitando para fazer um tradução livre do título de algumas faixas, já que o material de divulgação (que vem no arquivo ZIP) está em inglês:

1. Rockstar
Excelente introdução, com alusão às raízes do rock. E pronto!
Em seguida vem a batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

2. Vida sem Cida (Life without Cida)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

3. Inferno de Dante (Dante's hell)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

4. De cabo a rabo (From here to there)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

5. Siga bem
(Go ahead)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

6. Hippie rap hardcore (Flower generation's Killers)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

7. Depois das 18:00 (After one eight)
Gostei dessa. Mando um abração para o Mac, pela letra. Quanto aos arranjos, consiste em batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

8. Se você estiver aqui (If You be here)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

9. A vingança de Debby (Debby's revenge)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

10. A fabulosa jornada de Stuart Rigby (Stuart Rigby's fabulous journey)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

11. Basta Bastião (Enough big enough)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

12. Final feliz ll (Happy end ll)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

13. Remanejar (Remain in Jar)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

14. Adoded (I do daddy)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.

15. Pequeno Zé (Little Zeh)
Batida rítmica tresloucada da bateria, guitarra em distorção também num ritmo frenético, pouquíssimos arranjos vocais, e o vocal principal com um "sotaque" e estilo que lembram o Chorão.


Gostei da banda. Esses caras têm futuro no mercado. De verdade!
Certamente terão suas músicas inseridas na trilha de uma das futuras novas temporadas de Malhação.


Cueio Limão
Ainda sou um Rockstar

(dados obtidos no arquivo txt que está no arquivo ZIP)

Track List:
1. Rockstar (1:51)
2. Vida sem Cida (3:48)
3. Inferno de Dante (2:05)
4. De cabo a rabo (1:59)
5. Siga bem (3:00)
6. Hippie rap hardcore (2:37)
7. Depois das 18:00 (2:29)
8. Se você estiver aqui (0:57)
9. A vingança de Debby (2:02)
10. A fabulosa jornada de Stuart Rigby (2:37)
11. Basta Bastião (2:21)
12. Final feliz ll (2:55)
13. Remanejar (2:47)
14. Adoded (0:47)
15. Pequeno Zé (3:35)

Genere: Punkrock/Hardcore
Year: 2006
Format: .mp3
Quality: High
Bitrate: 128 Kbps
Frequence: 44 Khz
Total time: 00:35:50
Total size: 33,0 MB


Credits:
[By-VLB]
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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Mayfield's Mule 1969

Entrego a você um álbum muuito bom de folk-rock, com ótimas pegadas de guitarra e ótimo vocal que faz lembrar Creedence.

Lástima ser desconhecido. Daí eu divulgar. Mas como o descobri? Explico... (aos apressados, pulem direto pro link ao final da postagem... e não me encham o saco!)

Gosto muito de uma banda inglesa que fêz muito sucesso nos anos 70: Sweet. O vocal de Brian Connolly, a bateria de Mike Tucker, o baixo de Steve Priest e a guitarra de Andy Scott.

Navegando (ou "vagueando") pela Net encontrei links para os álbuns das bandas Elastic Band (que já postei por aqui) e do Mayfield's Mule; e informações de que o Andy teria participado da gravação de ambos. Bem, a ripagem do Elastic Band não estava muito boa, na minha opinião. Gostei mais da ripagem do Mayfield's Mule. Mas, não somente por ser uma banda de folk-rock (aliás, muito boa), mas também a linha de guitarras me pareceu meio diferente do trabalho apresentado pelo Andy Scott. Minha curiosidade por ambos álbuns era a presença de Andy.

Então comecei a pesquisar e encontrei essa informação aqui, que (numa "transgressão frontal" a um trabalho de tradução decente), estaria dizendo o seguinte:

Guitarrista, vocalista e compositor CHRIS MAYFIELD começou a tocar no início dos anos 60 na banda THE MORAL SET, uma banda local de Kent, e em meio à abundância de bandas, tocou com JOHN GUSTAFSON (Cass and the Casanovas, The Big Three, The Seniors, The Merseybeats, Johnny and John, The Quotations, Episode Six, Mick Farren, Quatermass, Daemon, Hard Stuff, The Spencer Davis Group nos anos 70, banda de Shawn Phillips, Roxy Music, Ian Gillan Band), GENE LATTER e IAN HUNTER (Mott the Hoople) dentre outros.

Em 1968, após algumas desventuras musicais, Chris juntou-se à AMEN CORNER (banda pop britânica de sucesso, formada em 1966, inicialmente especializada em blues e jazz) como motorista e roadie, mas sua namorada passou alguns de seus demos para o saxofonista da Amen, MIKE SMITH, que imediatamente os apresentou a vários selos, sendo aprovados pela EMI e em seguida assinando contrato com Chris. PETE SAUNDERS (teclado), STEVE BRADLEY (baixo) e o ex-Elastic Band, SEAN JENKINS (bateria) juntaram-se e nasceu o MAYFIELD's MULE. Tres singles foram gravados pela Parlophone em poucos meses e a banda começou também a trabalhar num album nos estúdios da Abbey Road. Mas algo deu errado e o LP, ao que parece, teve o lançamento adiado, ganhando, em vez disso, um inacreditável lançamento uruguaio pelo selo Emi-Odeon local, sem qualquer envolvimento e conhecimento da banda.

Mayfield's Mule continuou, ainda, por mais algum tempo, após recrutar os irmãos MIKE and ANDY SCOTT. Enquanto Sean Jenkins tocou alguns meses com HENRY COW e Andy Scott entrou para The SWEET, Chris Mayfield juntou forças com JOHN KONGOS para gravar alguns demos de seu material novo. Ele encontrou-se com um velho amigo de Kent, NOEL REDDING (Jimi Hendrix Experience and Fat Mattress) e formaram a breve banda BRAIN POLICE. NOEL lançou (sem Chris) ROAD e finalmente formou The Noel Redding Band.

E essa aqui
sobre os músicos que gravaram o álbum:

Chris Mayfield (guitarra, vocais), Andy Scott (guitarra), Pete Saunders (teclados), Steve Bradley (baixo, e backing vocals), Sean Jenkins (bateria), "Moxie" Gowland (harmonica, flauta)

E essa outra aqui
:

Chris Mayfield gravou vários compactos e o álbum Mayfield's Mule, apresentando Sean Jenkins (da antiga banda de Verden Allen, The Astrals), assim como o pré-Sweet, Andy Scott.

Induzido a erro, coloquei esse texto na postagem do The Elastic Band: "Depois desse álbum, Andy (Scott, do Sweet) gravaria, em 1970, na banda Mayfield's Mule, com pegada bem mais hard. E essa história é muuuito estranha... falaremos sobre isso". Suspeitava da história, mas não tinha muita ceerteza. Muita informação desencontrada nos sites.

Daí eu visitei o site do Mayfield e mandei um ridículo e-mail proóme, com o seguinte teor:


Mr Mayfield, my english is very very bad. Sorry. Congratulations for your job. Great music!! Can You tell me about Andy Scott's job on your band Mayfields' Mule, specially in the album? The album was released in Uruguay really? The Web is not a web's fake more time? Thanks by a response.

Delta9
From Brazil (carnaval, samba, bossa-nova, great musicians, mulatas, uh-lá-lá, uh-lá-lá... come to visite!! rs)

E o cara respondeu!!

hi there........................thanx for your e-mail.................i can't figure your name in the message..so hi will have to do...............yup.................the album was released in Uruguay in 1970 i guess.................don't ask me why ..i don't have any idea.......................Andy Scott is not on the album at all.....we had finished recording by the time he joined the band. he joined right at the end of the Mule time.
and was on a few live gigs is all...................................do you have the new cd release ????
i don't understand the web fake thing.................can you explain a little more !!!!......is it Portuguese that you speak in Brasil????...............................I would love to visit..........adios................................mayf.
Descarado como poucos, mandei outro, numa tradução absoluta hilária, porca e ridícula, dizendo o seguinte:

Aproveito essa oportunidade para PEDIR SUA PERMISSÃO para inserir as informações que o senhor está me fornecendo, em meu blog UNDIVERSO. Pois pretendo, também, disponibilizar o álbum Mayfield's Mule, em MP3, para compartilhamento.

Tenho interesse em divulgar gratuitamente o trabalho de bons músicos em meu blog, especialmente quando estão fora de catálogo ou fora da mídia. O que acha?

Assim muitos visitantes poderão conhecer sua excelente música.Eu teria muito prazer em conhecer seus novos trabalhos.

Andy Scott fez alguns shows no Brasil em 2007. Existem muitos fãs do Sweet no Brasil e também do folk-rock.

Que, traduzido num inglês bem podre, ficou assim:

I take advantage of those opportunity for ASK HIS PERMISSION for insert the information that you is myself supplying, in my blog UNDIVERSO. Therefore it would like, also, dispose the album Mayfield' s Mule, in MP3, for share.

I have interest in divulge freely the work of good musicians in my blog, specially when they are outside of catalogue or outside of the media. What finds? Like this many visitors will be able to know its excellent music.

I would have a lot please in know his news works. Andy Scott did some shows in Brazil in 2007. Many fans of the Sweet in Brazil exist and also of the folk-rock one.

E não é que o cara respondeu?

hi there....thanx for your e-mail.......it's okay to share some of the trax on your blog as long as you don't put the whole album up.............and as long as you give both my web site and night wings web site addresses on the same page it be fine...............i know zero about andy scott............................good luck...................mayf

Depois disso, tudo, CHÊÊEeiioo de intimidade, mandei meu epílogo:

Chris, agradeço sua gentileza. Irei compartilhar o álbum "Mayfield's Mule", e indicarei o seu site. Eu ficaria honrado em receber sua visita em meu blog, UNDIVERSO, bem como num blog em que sou colaborador, o Lágrima Psicodélica (www.lagrimapsicodelica.blogspot.com).

(E "naquele" inglês:)

Chris, I thank his kindness. I will be going to share the album " Mayfield's Mule ", and will indicate his site. I would be honored in receiving his visit in my blog, UNDIVERSO, as well as in a blog in which I am a collaborator, Psychedelic Tear ( www.lagrimapsicodelica.blogspot.com ).

Portanto, bem esclarecido que o Andy Scott definitivamente NÃO PARTICIPOU da gravação do álbum, apresento, agora a obra, que tive o prazer de ouvir. Passo a transcrever as informações obtidas no blog http://coco-vinyl.blogspot.com. Interessante ressaltar que o álbum foi LANÇADO MESMO pelo sêlo uruguaio, em 1970. Somente depois veio o lançamento em inglês.

MAYFIELD's MULE

THE SONGS

1. Oh Lady 5'06
2. Double Dealing Woman 3'30
3. My Way Of Living 4'13
4. I See A River 2'18
5. Down From The Country 3'41
6. Drinking My Moonshine 2'44
7. Abracadabra 5'23
8. Here Comes The Rain 9'19
9. Rolling Down The Highway 2'17
10. My One For Your Two 8'15
11. Life's Been Good To Me 1'56

THE MUSICIANS
Chris Mayfield: guitars / lead vocals
Sean Jenkins: drums
Steve Bradley: bass / harmony vocals
Pete Saunders: keyboards
"Moxie" Gowland: harmonica / flute
PP Arnold: backing vocals
Henry Spinetti: drums on tracks 2 and 6
Chris Hunt: drums on track 11


All songs by Chris Mayfield except for “Life’s Been Good To Me” by Chris Mayfield & Mox Gowland

All songs originally recorded 1969/70, published by Warner/Chappell Music Publishing Ltd. and licensed courtesy of EMI Records Ltd by arrangement with Chris Mayfield

Tracks 2 and 6 recorded at Trident Studios, London.
All the other tracks recorded at Abbey Road Studios, London.

Engineered by Alan Parsons, Richard Lush and Nick Webb.
Produced by Jonathan Peel, Mike Smith and Chris Mayfield.

Digitally remastered by John David at Berry Hill Studio, Berry Hill, Gloucestershire

cover illustration: Steve Bradley

CD and booklet artwork: Loriana Martin

This album is dedicated to the memory of Sean Jenkins who drummed mightily
on this music and sadly passed away just before it’s release.


baixe o álbum aqui (e leia o comentário do Chris na postagem)
Visite o site da NIGHT WINGS RECORDS, e o site do CHRIS MAYFIELD.

Thanks a lot, Mr. Mayfield.
Delta9