sábado, 27 de junho de 2009

COMENTÁRIO E INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DA MÁQUINA DO TEMPO - parte 4/5

Estamos chegando ao que de fato interessa.
Olhos atentos e percepções conceituais afinadas ao que vem em seguida.
É o necessário para diferenciar-nos, em equivalência positivista-transcendental, às formigas.
Reflitam...

IV. FUNCIONAMENTO DA MÁQUINA

Através das acções girostáticas, a Máquina é transparente aos espaços sucessivos do Tempo. Ela não dura, e conserva sem duração, ao abrigo dos fenómenos, o seu conteúdo. Se ela oscila no Espaço, se o Explorador mesmo que tenha a cabeça para baixo, vê, no
entanto, normalmente e continuamente no mesmo sentido os objectos afastados, porque não tem referências, porque tudo o que está perto é transparente.

Como ele não tem duração, não escoou qualquer tempo durante a viagem, por muito longe que ela fosse, mesmo se fizer uma paragem fora da Máquina. Nós dissemos atrás que ele só dura como uma fricção ou uma viscosidade, duração praticamente substituível àquele que ele teria continuado a sofrer sem entrar na Máquina.

Uma vez em marcha, a Máquina dirige-se sempre em direcção ao futuro.

O futuro é a sucessão normal dos fenómenos: uma maçã está na árvore; ela cairá; o Passado uma sucessão inversa: a maçã cai – da árvore. O Presente é nulo. É uma pequena fracção de um fenómeno. Mais pequeno que um átomo. Sabe-se que a grandeza de um átomo material é, de acordo com o seu diâmetro, de 1,5x10-8. Ainda não foi medida a fracção de segundo de tempo solar mediante a qual é igual o Presente.

O mesmo acontece no Espaço, é preciso para que um móbil se desloque, que ele seja mais pequeno no sentido do seu receptáculo (a grandeza) do que o seu receptáculo, é preciso para que a Máquina se desloque na Duração que ela seja menor em duração que o Tempo, o seu contentor, isto é, mais imóvel na sucessão.

Ora a imobilidade da duração da Máquina é directamente proporcional à velocidade de rotação dos giróstatos no Espaço.

O futuro designado por T, a velocidade espacial ou lentidão de duração necessária para explorar o futuro, sendo V uma quantidade de tempo:

V < T

Sempre que V se aproxima de 0, a Maquina regressa ao Presente.

A marcha no Passado consiste na percepção da reversibilidade dos fenómenos. Ver-se-á a maçã a saltar para trás de regresso à árvore, ou ressuscitar a morte, e depois o projé�il regressar ao canhão. Tal aspe�o visual da sucessão é já conhecido, como podendo ser obtido teoricamente ultrapassando a luz, depois continuando a afastar-se com uma velocidade constante, igual à da luz. A Máquina pelo contrário transporta o Explorador com todos os seus
sentidos em plena Duração e não à caça de imagens conservadas pelo Espaço. Bastar-lhe-á acelerar a marcha até ao ponto em que o registador de velocidade ( recorde-mos ainda que a velocidade dos giróstatos e lentidão de duração da Máquina, isto é a velocidade dos eventos em direcção oposta, são sinónimos) marca.

V < - T

E ele continuará com uma velocidade uniformemente acelerada que pode ser controlada quase de acordo com a lei da gravidadede Newton, porque um passado anterior ao -T é anotado por < -T, e para atingir ele deverá ler sobre o indicador um número equivalente a

V <(< -T)


Continue dominando seu anseio lancinante, aflitivo, angustiante, cruciante, doloroso, excruciante, penoso, pungente e torturante pelo término dessa mensagem. Pois como teria dito Einstein, em certa feita: "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta".



.

sábado, 20 de junho de 2009

COMENTÁRIO E INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DA MÁQUINA DO TEMPO - parte 3/5

III. DESCRIÇÃO DA MÁQUINA

A Máquina compõe-se por um quadro de ébano, análogo ao quadro de aço de uma bicicleta. As barras de ébano estão reunidas por encaixes de cobre soldadas entre elas.

Os três anéis circulares (ou volantes dos giróstatos), nos três planos perpendiculares do espaço Euclidiano, são de ébano banhado de cobre, montados de acordo com os seus eixos sobre
varões de chapa de quartzo, em forma de fita, em espiral (a chapa de quartzo é fabricada através dos mesmos métodos que o fio de quartzo), as extremidades girando em cachimbo de gonzo de quartzo.

Os quadros circulares ou os raios semi-circulares dos giróstatos são em níquel. Sob a sela, ligeiramente a diante, estão os acumuladores do motor eléctrico. Não há outro ferro na Máquina para além do ferro macio dos electro-magnetos.

O movimento é transmitido aos três anéis circulares por caixas de bobinas e por cadeias sem fim de fio de quartzo, enrolados em três rodas dentadas, no mesmo plano cada qual com os anéis
circulares, e ligas entre elas e ao motor através de carretos e cabos de condução. Um triplo travão comanda simultaneamente os três eixos.

Cada volta do volante anterior activa um disjuntor, e quatro quadrantes de marfim, justapostos ou concêntricos, através de uma roda de garganta e de um fio sem fim, registam os dias, milhares, milhões e centenas de milhões de dias. Um quadrante especial, pela extremidade inferior do eixo do giróstato horizontal, está em contacto com o movimento diurno da terra.

Uma alavanca, inclinando-se para a frente por meio de uma manivela de marfim, num plano paralelo ao longitudinal da Máquina, regula a aceleração do motor; uma segunda alavanca,
através de uma vara articulada, reduz a velocidade. Veremos que o regresso do futuro ao presente se faz a partir de um abrandamento da marcha da Máquina, e a marcha à frente no passado por uma velocidade ainda superior (para reproduzir uma mais perfeita imobilidade de duração) à marcha à frente no futuro. Para a paragem num qualquer ponto da duração, uma alavanca bloqueia o triplo travão.

A Máquina em repouso está tangente ao solo pelos quadros circulares de dois dos giróstatos; em movimento, cubo girostático, desde que imóvel em rotação, ou pelo menos mantido o desvio
angular que determinaria uma acoplagem constante, a Máquina balança livremente no azimute sobre a extremidade do eixo do giróstato do plano horizontal.



Aguarde ansiosamente pela continuação...



.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

HOJE AINDA É DIA DE ROCK!

Suguei essa postagem, na maior cara-de-pau, do Lágrima Psicodélica, sem sequer pedir permissão ao Johnny ou ao 'Eu Ovo'. (Aguardemos os prossexus... hehe...)


Sem Zé Rodrix, o rock ficou sem graça. Ficou triste. Em riste... A esperança tirou o óculos! É morto José Rodrix Trindade. Cantor, compositor, cigano, trovador, publicitário, escritor e ícone do rock rural do tamanho da paz.

Hoje ele deve estar numa casa de campo, por vontade própria e ainda vai dizer que está comprometido e assinou um papel. Hoje ele não vai precisar mais andar de 4uatro e engatinhar à beira do maior precipício. Pois, hoje ele ama seu vizinho como a si mesmo, mesmo com todo aquele barulho. A palavra hoje morreu... Que descance em berço forte.

Hoje ele pegou uma carona pra cidade mais próxima. Ele foi com Jesus numa moto porque tinha estrelas na cabeça e muita vontade de viajar. Mas já deve estar numa boa, compondo vários novos rocks rurais, plantando amigos, discos, livros, incensos e nada mais...

Então caro cantor... Já que vai calar-se e ficar mudo, deixando só o silêncio... Abra as asas e pode voar... Boa viagem.

1968 Momento 4uatro

1. Passa ontem
2. Três pontas
3. Festa
4. Dos caminhos longoestranhos até chegar junto dela
5. No brilho da faca
6. Classe dominante
7. Ele falava nisso todo dia
8. De Luzia, Ana e Maria
9. Irmão de fé
10. Veleiro
11. Próton, eléctron, neutron
12. Litoral
13. A charrete (IV Festival da Record)
14. Diana pastora (& Marilia Medalha)

Abaixar

1970 Compacto – Com Som Imaginário & Taiguara

1. Geração 70
2. Em algum lugar do mundo
3. Tema de Eva

Abaixar

1970 Som Imaginário

1. Morse
2. Super-God
3. Tema dos Deuses
4. Make believe waltz
5. Pantera
6. Sábado
7. Nepal
8. Feira moderna
9. Hey man
10. Poison

Abaixar

1972 Compacto – Com Sá, Rodrix & Guarabyra

1. Viajante
2. Ribeirão

Abaixar

1972 Passado Presente Futuro – Com Sá, Rodrix & Guarabyra

1. Zepelim
2. Ama teu vizinho
3. Juriti Butterfly
4. Me faça um favor
5. Boa noite
6. Hoje ainda é dia de rock
7. Primeira canção da estrada
8. Cumpadre meu
9. Crianças perdidas
10. Azular
11. Ouvi contar
12. Coda: Cigarro de palha

Abaixar

1973 1º Acto

1. Casca de caracol
2. Coisas pequenas
3. Eu não quero
4. Essas coisas acontecem sempre
5. Receita de bolo
6. Cadillac 52
7. Eu preciso de você pra me ligar
8. Xamêgo da nega
9. Quando você ficar velho
10. IIº acto
11. O espigão

Abaixar

1973 Joy e Numa Boa – Com Sá, Rodrix & Guarabyra

1. Só tem amor quem tem amor pra dar
2. Casa no campo

Abaixar

1973 Terra – Com Sá, Rodrix e Guarabyra

1. Os anos 60
2. Desenhos no jornal
3. Meste Jonas
4. Blue Riviera
5. Adiante
6. Pindurado no vapor
7. O pó da estrada
8. O brilho das pedras
9. Até mais ver

Abaixar

1974 Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber (& A Agência de Mágicos)

1. Quem sabe sabe quem não sabe não precisa saber
2. Muito triste
3. Compota de cereja
4.Roupa prateada
5. A volta do filho pródigo
6. Muro da vergonha
7. Circuito universitário
8. Noite de sábado
9. Um rock pras futuras gerações
10. Cadeira vazia nº 2
11. Os bons velhos tempos (Estão de volta outra vez)
12. Não perca o final
13. A roupa nova do rei

Abaixar

1975 Motel (Trilha Sonora)

1. Motel
2. Professor e aluna
3. Fábio e Fani
4.Consultório de dentista
5.Mariña
6.Paulista solto no Rio

Abaixar

1975 Rock Horror Show (Trilha Sonora)

1. Science fiction (Com Lucélia Santos)
2. O anel de noivado (Com Wolf Maia & Diana Strella)
3. Luz na casa de Frankstein (Com Diana Strella, Wolf Maia & Kao Rossman)
4. A espada da morte (Com Acácio Gonçalves & Nildo Parente)
5. Eu te faço ser homem (Com Eduardo Conde)
6. Nostalgia rock'n'roll (Com Zé Rodrix)
7. Me toque, me toque, toque, toque (Com Diana Strella)
8. É só me chamar, tudo bem (Com Wolf Maia & Diana Strella)
9. Eu vou partir (Com Eduardo Conde)
10. Só o amor interessa (Com Wolf Maia, Diana Strella & Nildo Parente)

Abaixar

1976 O Esquadrão da Morte (Trilha Sonora)

1. Esquadrão da morte
2. Um homem é um homem é um homem
3. Chorinho pro tio
4. Tema de amor
5. Bolero de Mangaratiba
6. Motoqueiros
7. Mundo!
8. Assalto
9. Esconderijo
10. Rhumba

Abaixar

1976 Soy Latino Americano

1. Soy latino americano
2. Boa viagem
3. É impossível parar de dançar
4. Donde estará mi vida
5. Chamada geral
6. Exército da salvação
7. Eu vou comprar esse disco
8. Ilha deserta
9. Hmmm! (Mas que noite)
10. Eu não sei falar de amor

Abaixar

1977 Quando Será?

1. Quando será?
2. Eu não fui bandido o tempo todo
3. Arca de Noé
4. Devolve meus LP's
5. Guantanamera
6. Casamento
7. O dono da verdade
8. Animais
9. Foi você quem nos apresentou
10. Baila salsa
11. Água que não vais beber
12. Se o cantor calar

Abaixar

1979 Compacto (RCA)

1. Me deixa voltar
2. Faça de mim um objeto

Abaixar

1979 Hora Extra

1. Hora extra
2. Te conheço, tubarão
3. Pela primeira vez
4. A gente pode voar
5. Lamento escravo
6. Tomando chá
7. Lili
8. Vem o hômi
9. Adeus, amigo
10. Cabeça de fora
11. Onde está você?
12. O jornal falou

Abaixar

1979 Sempre Livre

1. Melô da abertura
2. Salve a bronca
3. Se é pra voltar desse jeito
4. Mercado do amor
5. Carga pesada (& SérgioReis)
6. Abaixo a cueca
7. Hotel das estrelas
8. Norma (Problemas)
9. Não não não
10. Eu preciso tanto


1981 Compacto

1. Seu Abelardo
2.Rock do Planalto (A longa marcha)

Abaixar

1983 Band-Age (& Miguel Paiva)

1. Abertura
2. Companheiros/Bum bum
3. Ave Maria/O Caos e as trevas
4. Somos iguais
5. Festa
6. Berceuse
7. Transas
8. Borboletas amarelas
9. Um tempo, uma razão, um Lugar
10. Vestibular
11. Passo a passo
12. Vestibular/ Passo a passo/ Algo em nós
13. Algo em Nós

Abaixar

1983 Saqueando a Cidade – Com Joelho de Porco

1. Repórter Esso
2. Vai fundo
3. Apache
4. Funiculi Funiculá
5. Noites de Moscou
6. Homem do imposto de renda
7. Diana
8. Mardito fiapo de manga
9. Bom dia São Paulo
10. Bonanza
11. Pé na senzala
12. Vigilante rodoviário
13. Bom dia São Paulo Nº2
14. Rock do relógio
15. Sons de carrilhões
16. Funiculi Funiculá (Play back)
17. Ue o Muite Arukou
18. Telmo Martírio
19. Conjunto de beira de piscina de filme italiano
20. African beat
21. Dia de ação de graças
22. Um trem passou por aqui
23. Hora de dormir
24. A última voz do Brasil

Abaixar

1988 18 Anos sem Sucesso – Com Joelho de Porco

1. 18 anos sem sucesso
2. Mariquinha Maricota
3. Fliper
4. O homem que eu amo
5. Mamãe mamãe
6. Rebelião no Carandiru
7. Enquanto você pisa em mim
8. Se eu me apaixonar
9. B
10. No céu não tem cerveja
11. Noiva de branco
12. Twist
13. Boeing 723897

Abaixar

2002 Outra Vez na Estrada – Com Sá, Rodrix & Guarabyra

1. Outra vez na estrada
2. Primeira canção da estrada/ O pó da estrada
3. No tempo dos nossos sonhos (Nova era)
4. Roque Santeiro
5. Casa no campo/ Caçador de mim/Espanhola
6. Cumpadre meu
7. Dona
8. Aqui se faz, aqui se paga
9. Ribeirão
10. Me faça um favor
11. Azular
12. Jesus numa moto
13. Hoje ainda é dia de rock
14. Mestre Jonas
15. Sobradinho
16. Criador e criatura

Abaixar

terça-feira, 16 de junho de 2009

Você tem fome de quê?!

Liberdade para os iguais!!
Abaixo o "FOME ZERO"!!!
Liberdade para todos os vegetais!!

(leia mais)

"A gente não quer só comida: a gente quer comida, diversão e arte."



.
. .

sábado, 13 de junho de 2009

COMENTÁRIO E INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DA MÁQUINA DO TEMPO - parte 2/5

É importante ressaltar que o texto que você poderia estar lendo a seguir é centenário, e a primeira parte dele está aqui.
Ufano-me ao pensar poder colaborar com tal investida técnico-cultural-psicodélica-transcendente, no aprofundamento de conceitos insólitos inesperados que teem despertado em mentes inadvertidas e imorredoiras expressões estupefactas culminando na interjeição "uuUUÊEebaa!!". E que nada vem a significar em tal caso, vez que uma avalanche de opiniões estaria melhor representada com o mais trivial: "UHúúúL!!".

II. TEORIA DA MÁQUINA

Uma Máquina que nos isola da Duração, ou da acção da Duração (dos efeitos de envelhecimento ou rejuvenescimento, abalos físicos imprimido a um ser inerte por uma sucessão de movimentos) deverá tornar-nos transparentes face a estes fenómenos físicos, permitindo que eles nos atravessem sem que nada nos modifique ou desloque. Este isolamento bastará (e em todo caso é
impossível organizar isto com maior perfeição) se o Tempo, ultrapassando-nos, nos transmitir um impulso mínimo, só o bastante para compensar uma pequena desaceleração à nossa duração habitual conservada por inércia, desaceleração causada por uma acção comparável à viscosidade de um líquido ou à fricção de uma máquina.

Estar imóvel no tempo significa pois atravessar (ou ser atravessado impunemente, como um vidro deixa passagem sem qualquer rotura a um projéctil, ou melhor o bloco de gelo recompõe após o corte de um arame e um organismo é percorrido sem haver lesão de uma agulha asséptica) todos os corpos, movimentos e forças cujo local será o ponto do espaço escolhido pelo Explorador para o ponto de partida da sua máquina para ser imóvel.

A Máquina do Explorador do Tempo deve ser:

1) perfeitamente rígida, ou por outras palavras, absolutamente elástica, a fim de penetrar o sólido mais denso, como é capaz um vapor infinitamente rarefeito.

2) sujeita à atracção da gravidade para permanecer no mesmo local do espaço, mas suficientemente independente do movimento diurno da Terra para conservar uma orientação invariável no Espaço absoluto; e, como um corolário, embora tendo peso, a Maquina deverá ser incapaz de cair se o solo entretanto abrir um fosso no curso da viagem.

3) Não-magnético, para não ser influenciado no regresso (veremos por quê depois) pela rotação do plano de polarização da luz.

Existe um corpo ideal que satisfaz a primeira destas condições: o éter luminoso, um sólido elástico perfeito, visto que as vibrações de ondas se propagam nele à velocidade que conhecemos; penetrável em qualquer corpo e que pode penetrar todos os corpos sem qualquer atrito, calculável já que a Terra gravita como num vácuo.

Mas, e esta é a única semelhança que se pode atribuir aos corpo circulares ou éter Aristotélico, não é pesado por natureza; e, virando como um todo, determina a rotação magnética descoberta por Faraday.

Ora, um aparelho muito conhecido é um excelente modelo de éter luminoso, e satisfaz aos três postulados.

Recordemos com brevidade a constituição do éter luminoso:
É um sistema ideal de partículas materiais que agem em relação umas às outras por meio de molas sem massa. Cada molécula é mecanicamente o invólucro de uma balança de molas cujos ganchos de suspensão estão ligados aos das moléculas vizinhas. Uma tracção no gancho da última molécula ocasionará o estremecimento de todo o sistema, que é exactamente como progride a frente da onda luminosa.

Esta estrutura composta de balanças de molas é análoga à circulação sem rotação de líquidos infinitamente grandes através de aberturas infinitamente pequenas, ou a um sistema articulado de varas rígidas e de volantes em rápido movimento de rotação, suportados por todas ou só algumas dessas varas.

A balança de molas só difere do éter luminoso por ser pesado e por não rodar sobre si, tal como não o faria o éter luminoso num corpo desprovido de força magnética.

Se mantivermos as velocidades angulares dos volantes cada vez maiores, ou as molas cada vez mais rígidas, os períodos dos movimentos de vibratórios elementares ficarão mais curtos, e as amplitudes cada vez mais débeis: os movimentos vão tornar-se cada vez mais semelhantes aos de um sistema perfeitamente rígido formado por pontos materiais móveis no Espaço e girando de acordo com a lei de rotação bem conhecida dum corpo rígido que tem momentos iguais de inércia sobre os seus três eixos principais.

Em resumo, o elemento de rigidez perfeito é o giróstato [Nota Delta9: s.m. Sólido animado de um movimento de rotação rápida em torno de seu eixo, permitindo a estabilização em direção a este eixo].

Todos nós conhecemos aqueles quadros de cobre, redondos ou quadrados que contêm um volante em rápida rotação sobre o seu eixo interior. Em virtude da rotação, o giróstato mantêm-se em equilíbrio em qualquer posição. Se deslocarmos o centro de gravidade um pouco para fora do ponto vertical do suporte, ele gira em azimute e não cai. [Nota Delta9: Se você montar dois giroscópios com seus eixos a 90º um do outro em uma plataforma, e posicioná-los dentro de um conjunto de argolas de suspensão de bússola, a plataforma permanecerá completamente rígida, enquanto as argolas rodam em qualquer direção. Esta é a base dos sistemas de navegação inerciais (INS)].

Sabemos que o azimute é o ângulo que faz com o meridiano o plano determinado pela vertical do sítio e por um ponto dado, uma estrela por exemplo.

Quando um corpo é animado de um movimento de rotação em torno de um eixo do qual um ponto é conduzido no movimento diurno do globo, a direcção do seu eixo de rotação permanece invariável no Espaço absoluto; de modo que para um observador guiado sem seu conhecimento na rotação diurna, este eixo pareceria mover-se uniformemente em redor do eixo do globo, exactamente como o faria uma luneta de paralaxe constantemente apontada para uma mesma estrela muito próxima do horizonte.

Três giróstatos em rotação rápida, cujas linhas dos rolamentos estejam paralelas às três dimensões, engendram a rigidez cúbica. O Explorador sentado na sela da Máquina está – mecanicamente – fechado num cubo de rigidez absoluto, podendo penetrar sem modificação qualquer corpo, à semelhança do éter luminoso.

Acabamos de ver que a Máquina está suspensa segundo uma direcção invariável no espaço absoluto, mas em relação com o movimento diurno da Terra, para assim determinar um ponto referência do tempo percorrido.

Ela não tem, em suma, parte magnética, como a descrição assim nos mostrará.

Antesquemesqueça: próxima semana a continuação dessa inadiável saga impagável... Contenha-se, conserve seu medo e preserve seus instintos mais primitivos em constante alerta.



.

sábado, 6 de junho de 2009

COMENTÁRIO E INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DA MÁQUINA DO TEMPO - parte 1/5

Devo agradecer à inestimável importância do filósofo bloguístico João Maria Gusmão pelo acesso a esse material, fundamental para viagens translineares e hipercúbicas em relação ao questionamento do lugar-comum e sistemas seriais de pensamento. A ele nossos 'eflúvios sintético-miméticos'.

Levamos ao conhecimento de parte inestimável e excepcional dos interessados em culturas adversas e extemporâneas, subversivas, subservientes, ou ambas, e que, despojadamente de seus anelos mais altruísticos visitam esse blog por motivos inconfessáveis, quizás...
quizás...quizás ao bispo-papão de Jô Soares (copyrights sem registros definidos...).

Monsieur Alfred Jarry é um completo desconhecido, salvo por aqueles que já ouviram falar dele, já leram algo por suas mãos (dele) tecidas, o estudaram ou o conheceram pessoalmente (e que certamente já estão mortos numa hora dessas).

Aos que não se encaixam nessa situação, leiam.

Fundamental para a construção de um imaginário biológico mais compensador que o virtual sintético, passamos a colaborar pela divulgação de sua obra inexpugnável, inoxidável, in sípida, odorificada, densa e transgressora.

Para isso você terá o (des)prazer de acompanhar essa breve saga para a construção do último portento desafiador da tecnologia hodierna (sic, sim), apresentada em cinco partes.

Aos menos desavisados, intercalarei alguns links para baixar músicas (já que muitos não vem aqui por outro motivo). Dispenso, desde já, qualquer oferta para posteriores entrevistas e/ou participaçoes em radio-tevês-palestras-circos on-line ou não, ante o estrepitante, portentoso, esteplococo e execrável sucesso dessas minhas postagens.


(É melhor ler o texto sob os efeitos terapêuticos de 'Blue Jay Way' do album Magical Mistery Tour, dos The Beatles. Tente baixar aqui.)

I. A NATUREZA DO MÉDIO
Não é menos difícil conceber uma máquina para explorar o Tempo que uma para explorar o Espaço, quer seja considerando o Tempo como a quarta dimensão do Espaço, seja como um lugar essencialmente diferente pelo seu conteúdo.

Definimos normalmente o Tempo como: o lugar dos eventos, da mesma maneira que o Espaço é o lugar dos corpos. Ou mais simplesmente: a sucessão, enquanto o Espaço – aplicam-se aqui todos os espaços: o espaço Euclideano ou espaço tridimensional, no espaço de quatro dimensões, insinuado pela intersecção de vários espaços tridimensionais; os espaços de Riemann, onde, sendo esferas fechadas, o círculo é uma linha geodésica na esfera do mesmo raio; os espaços de Lobachewski, onde o plano é aberto; ou qualquer outro espaço não-Euclideano, distinguível pelo facto de não ser possível construir duas figuras idênticas como se pode fazer com o Euclideano - é a simultaneidade.

Qualquer parcela de simultaneidade de Tempo é estendida e pode ser explorada por máquinas que viajam no espaço. O presente é Extensão em três direcções. Se se transporta para qualquer ponto do passado ou do futuro, esse ponto, no momento da sua permanência, será presente e estendido pelas três direcções.

Reciprocamente, o Espaço ou o Presente, possuem as três dimensões do Tempo: o espaço percorrido ou passado; o espaço por vir e o presente propriamente dito.

O Espaço e o Tempo são comensuráveis: a exploração que tem em vista encontrar pontos no Espaço pode ser realizada senão apenas ao longo do Tempo; e para medir quantitativamente o Tempo, basta reconduzir ao Espaço os quadrantes dos cronómetros.

Espaço e Tempo, sendo da mesma natureza, podem ser considerados dois estados físicos diferentes da mesma substância, ou modos diferentes de movimento. Mesmo considerando-os somente como formas de pensamento, vemos o Espaço como uma forma sólida e um sistema rígido de fenómenos; ao passo que se tem tornado poeticamente banal comparar o Tempo a um líquido animado por um movimento uniforme retilíneo. Constituído por moléculas móveis de que a menor facilidade de deslize ou a viscosidade não é em suma senão a consciência.

O Espaço que nos rodeia é fixo, quando desejamos viajar nele movemo-nos no veículo da Duração. Ela representa em cinemática o papel de uma variável independente qualquer, em função da qual se determinam as coordenadas dos pontos considerados. A cinemática é uma geometria. Os Fenómenos nela descritos não têm nem antes nem depois, e o fato de criarmos esta distinção prova que somos conduzidos através deles.

Movemo-nos no sentido do Tempo e à mesma velocidade, fazendo parte nós mesmos do presente. Se fôssemos capazes de permanecer imóveis no Espaço absoluto, durante o curso do Tempo, ou seja fecharmo-nos subitamente numa Máquina que nos isola do Tempo (salvo a pequena “velocidade de duração” normal, da qual ficaremos animados por causa da inércia), todos os instantes futuros ou passados (mais adiante poderemos ver que o Passado vai para além do Futuro, do ponto de vista da Máquina), seriam explorados sucessivamente tal qual como um espectador sedentário que assiste a um panorama que cria a ilusão de uma rápida viagem ao longo de paisagens sucessivas.

[Agora baixe aqui o álbum Dança das Cabeças - Gismonti e Vasconcelos]

(aos desavisados um aviso (o que os fará deixar de serem): haverá continuação na próxima semana... Portanto, cuidado por onde navegam! Poderão cair aqui novamente...)

terça-feira, 2 de junho de 2009

De outro mundo...


Banda heavy-house-electroniquè, faz apresentação acústica-unpluged ao vivo em um dos vários discoportos de Marte.












Mais informações aqui.

Empresa japonesa lança conto de terror em papel higiênico

(Imagem: Divulgação/BBC Brasil) (O escritor japonês Koji Suzuki, autor da trilogia Ring, que deu origem ao filme O Chamado, vai lançar no próximo dia 6 um conto de terror em formato nada convencional. Drop fala de um espírito maligno que habita uma privada e será impresso em rolos de papel higiênico)
O escritor japonês Koji Suzuki, autor da trilogia Ring, que deu origem ao filme O Chamado, vai lançar no próximo dia 6 um conto de terror em formato nada convencional. Drop fala de um espírito maligno que habita uma privada e será impresso em rolos de papel higiênico.

Essa notícia saiu aqui. Achei sensacional!!
Sugiro que, em nosso Brasil varonil, essa idéia seja adotada na promulgação (ui) de algumas leis especiais,em alguns documentos judiciais (certos 'habeas corpus', por exemplo) e documentos mercantis do mercado mundial de ações.
Se minha idéia for adotada, eu colaborarei com as ilustrações...


.