quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Mote e Glosa, A Palo Seco ou "O" disco do Belchior... 1974
No ano de 2003 passei a integrar uma banda de rock como vocalista e, diante dessa posição,assumi a responsabilidade direta pela criação das letras. Lógico que levei isso muito a sério. Com toda a pretensão possível em alguém que nunca tinha escrito nada na vida além de medíocres dissertações no colégio, eu me pegava pensando em Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas e outros gênios similares. É fascinante como o rock conseguia chegar tão perto da poesia quando esses caras escreviam. Bem, pautando-me por essas referências, juntei a minha apreciação e iniciei uma frustrada jornada no ofício da composição. Não queiram saber do resultado, foi muito abaixo do esperado. No final das contas acho que coloquei tanta preocupação com a forma que esqueci do conteúdo. Ou seja, as rimas eram até interessantes, mas para entender as letras era preciso um grande esforço hermenêutico. E também tinha a questão de que quem cantava era eu mesmo, desafinadíssimo.
O fato é que diante de tanta decepção alguma coisa tinha que sobrar de bom. E foi exatamente a quantidade de álbuns seminais que conheci no caminho do "aprendizado". Todos os estilos, todas as épocas, o importante era conhecer os grandes compositores da MPB. Além de rever bandas que eu já conhecia como a Legião Urbana, o Barão Vermelho, Titãs e outras dos anos 1980 e 1990, buscando cobrir toda a discografia, também corri atrás de gente mais antiga e de outras praias sonoras. Que tal descobrir a densa poesia no samba do humilde Cartola e seus dois discos fundamentais, lançados pela Editora Marcus Pereira nos anos 1970? Ou a fúria pós-tropicalista do Secos e Molhados, mascarados e misteriosos, guiados pela divina voz do exótico Ney Matogrosso? E o baque da descoberta de uma Maria Bethânia implacável, de voz estrondosa, à vontade no Recital da Boite Barroco?Grandes descobertas. Mas, sem sombra de dúvidas, a mais marcante de todas foi o cearense Belchior. Gênio esquecido até pelo próprio, produziu uma das maiores obras de arte da história musical do Brasil, seu primeiro disco de estúdio, de 1974. A oportunidade surgiu numa banca de promoções-relâmpago, de uma Lojas Americanas da vida. Um CD dois-em-um lançado no ano de 2000, contendo este primeiro e talvez o quarto álbum de estúdio (o que não interessa porque só vou falar sobre o primeiro mesmo) remasterizados.
Música a música, letra a letra, trata-se de uma compilação de grandes momentos de Belchior, seja como compositor, seja como cantor. E apesar da complexidade dos arranjos, a simplicidade do resultado final é emocionante. Vale um passeio por esse universo que alguns chamam de "Mote e glosa" e outros de "A palo seco", como hoje ficou conhecido esse primeiro registro, apesar de não constar essa informação no encarte. Eu o nomeio como "O" disco do Belchior.
Para começar, um sentido: o álbum consegue trazer para o contexto da música pop o nordeste brasileiro à cru. A combinação entre os instrumentos musicais típicos da identidade nordestina e a voz grave e dolorida de Belchior, dá forma a uma perfeita fotografia da realidade social da região. No interior dessa moldura, canções que discursam sobre a morte, o sofrimento e a desesperança, como em "Senhor dono da casa" e "Cemitério":
“ah, meu Senhor dono da casa,
acorde, pois o sol quer lhe dizer
que a morte fez metade do caminho,
abra que sou seu vizinho
saia pra me me responder”
“o cemitério é geral,
a morte nos faz irmão
tu nessa idade não sabes,
tudo é sertão e cidade
tudo é cidade e sertão.”
O interessante nas duas canções é a presença do pífano acompanhando a melodia da voz de Belchior. Como uma marca da tragédia sertaneja, a rústica flauta, típica das formações musicais do norte e nordeste brasileiro, preenche o cenário e legitima a dor do narrador. Esse instrumento aparece novamente apenas na faixa de abertura, "Mote e glosa", onde o conceito do álbum é apresentado em sua proposta de trazer uma sonoridade típica da regionalidade nordestina e onde Belchior desafia o ouvinte:
“você que é muito vivo,
me diga qual é o novo,
me diga qual é?”
O novo, aludido nesta abertura, é o que podemos identificar através da aproximação que se dá entre o repente e o pop-rock, entre os sucessos do rádio e os cordelistas das feiras, entre os Beatles e Luiz Gonzaga. Referências utilizadas com maestria, sem excessos ou citações desnecessárias.Ainda no tom da identidade nordestina, mas já revelando incômodos que transcendem a especificidade do sertão, Belchior fala sobre a angústia da juventude, intimidada pelas tradições e o conservadorismo da sociedade. E a canção que retrata de forma contundente esse sentimento é "Na hora do almoço", vencedora do IV Festival Universitário da MPB, em 1971. A principal crítica recai sobre a família: lugar de medo, rancores e hipocrisia. No seio familiar, debaixo da pesada hierarquia, manifestada através da imagem do pai sentado à cabeceira da mesa, residem as regras arcaicas que impedem a juventude de conhecer a vida, de construir seu próprio destino:
“no centro da sala, diante da mesa
no fundo do prato, comida e tristeza
a gente se olha, se toca e se cala
e se desentende no instante em que fala”
“(...) e eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
deixemos de coisas e cuidemos da vida
senão chega a morte ou coisa parecida
e nos arrasta, moço, sem ter visto a vida”Estamos no início dos anos 1970. Contextualizando a composição desses versos e a produção do disco temos um cenário complexo de eventos, emoções e atitudes paradoxais que se relacionam, de um lado, com as medidas mais repressivas da ditadura militar brasileira e, por outro, com o sentimento de libertação provocado pelo tropicalismo e a contracultura, incitadores da novidade e do vanguardismo. O impacto da censura no meio artístico, que fez com que nomes ligados a MPB como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque abandonassem provisoriamente o país, demandava um maior cuidado na construção de letras críticas. Talvez isso tenha feito com que Belchior se afastasse da mensagem direta e gravasse a angústia e o incômodo de forma mais abstrata, em um sentido mais filosófico, como na passagem existencialista de "A palo seco":
“se você vier me perguntar por onde andei
no tempo em você sonhava
de olhos abertos lhe direi,
amigo eu me desesperava
sei que assim falando pensas
que esse desespero é moda em 73
mas ando mesmo descontente
desesperadamente eu grito em português (...)”
Vale lembrar que Belchior estudou Filosofia e Humanidades em Fortaleza, em meados dos anos 60, e chegou a iniciar a faculdade de Medicina, abandonando-a quando se interessou profissionalmente pela música. É um momento crucial na carreira de Belchior. Ele, que até então tivera uma canção gravada por Elis Regina ("Mucuripe", co-autoria com Fagner, mais um representante do "Pessoal do Ceará") e a vitória no Festival Universitário com uma canção apresentada por outros intérpretes ("Na hora do almoço"), vê agora a oportunidade de registrar a sua presença, atuando em um álbum só de canções próprias. Infelizmente, o disco, lançado pela Gravações Chantecler, não alcança o sucesso esperado, que só virá com o álbum posterior, "Alucinação", de 76. Essa tensão que remete à busca pelo sucesso, do sonho de ser artista, de abandonar a segurança de uma faculdade de Medicina e lançar-se ao sudeste à procura de espaço, é explicitada nos primeiros versos de "Todo sujo de baton":
“eu estou muito cansado do peso da minha cabeça
desses dez anos passados, presentes,
vividos entre o sonho e o som”
A reflexão sobre a mudança e a angústia que nasce da saudade vêm à tona em duas outras canções que relatam, respectivamente, a sua ligação com a cidade de São Paulo ("Passeio") e o desejo de voltar para casa e contar histórias sobre os lugares fascinantes por onde andou ("Rodagem"). Em "Passeio", uma canção suave, de refrão forte, Belchior relata os traços que compõem a visão da grande São Paulo (a eletricidade, o cimento, os carros) e não esconde a perplexidade e a sedução que a cidade desperta:
“a eletricidade desta cidade
me dá vontade de gritar
que apaixonado eu sou
nesse cimento, meu pensamento,
só tem o momento de fugir
no disco voador”.
A relação que desenvolvi com essa obra é definitiva. É um disco bem fácil, daqueles que você precisa ouvir uma só vez para entender a sonoridade, a força das letras e arranjos. Sinceramente, não consegui encontrar a mesma intensidade no restante da discografia de Belchior. E ainda devo uma audição aos outros integrantes do "Pessoal do Ceará". Mas, eis aqui um álbum tão vasto em informações e referências, que ainda não o considero totalmente assimilado. Dessa maneira, as observações acima revelam-se apenas uma breve introdução a essa verdadeira obra-prima, que merece ser cultuada e alçada ao seu lugar de direito, o rol dos clássicos maiores da música popular brasileira.
Aqui estão alguns links para você baixar o excelente primeiro álbum do Belchior de 1974 "Palo Seco" ou "Mote e Glosa"..
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Não tem desculpa. Quando testei estavam todos on-line.
http://rapidshare.com/files/107983164/Belchior_1974.rar.html
http://www.megaupload.com/?d=D7S5Y2S5
http://depositfiles.com/pt/files/kmht7qqkb
http://www.4shared.com/file/93585413/af2561a4/Belchior_-_1974_-_Mote_e_Glosa.html
http://www.easy-share.com/1906710980
http://www.zshare.net/download/58455748c14a900e/
http://www.badongo.com/file/14356742
(Agora, se ainda assim vc não con seguir baixar, meu undiversificado amigo, enfia o dedo e rasga...)
sexta-feira, 26 de março de 2010
Irresponsabilidade mata mais que a dengue!
Repasso esse assunto. Averiguem por sua própria conta (a não ser que vocês tenham algum Projeto, ou Plano de Ação, que permita o uso de verbas públicas...)
À todas pessoas responsáveis deste País.
Meu nome é Manoel Lourenço das Neves e sou Provedor da Santa Casa de Santos.
Nos meus 80 anos de idade eu nunca vi uma epidemia como esta que grassa a Baixada Santista.
O grande problema está em que as autoridades sanitárias estão encobrindo o número de casos que estão acontecendo na região. Os hospitais estão superlotados, não existem vagas e, por conta disso, pessoas em estado grave estão sendo enviadas para casa com a recomendação de "retornar se piorarem".
Como "se piorarem"?
Nos casos de dengue hemorrágica piorar quase sempre É MORRER!!!Minha intenção ao divulgar essas informações é porque nós, responsáveis pelos hospitais da Baixada Santista, não obtivemos resposta às nossas súplicas ao ministro José Gomes Temporão. Nós estamos além do nosso limite. Nossos profissionais estão tendo que decidir quem vive e quem morre.
Isto tem que parar!
Solução existe e não é difícil de implementar. É só instalar hospitais de campanha com a ajuda do exército e o deslocamento de profissionais de saúde para a região até que a situação esteja sob controle.
Porém os interesses financeiros de uma região turística e portuária são mais fortes.
Por conta dessa situação rogo a todos que NÃO VENHAM À BAIXADA SANTISTA e repassem essas informações ao maior número de pessoas possível.
Obrigado a todos e que Deus nos ajude.
Irmandade da Santa Casa da Misericordia de Santos
Manoel Lourenco das Neves
Provedor
Recebi esse e-mail a semana passada.
Você poderá obter mais informações sobre a situação manifestada pelo Sr. Manoel na internet.
O Diário do ABC publicou uma reportagem interessante da AE, com data de 06/3/2010.
Outra reportagem do publicada em 06/3/2010, da Agência Brasil, no site de notícias Ambiente Brasil, mostra que a coisa tá feia.
Agora aguardemos a vacina contra a dengue. A vacina (e campanha) contra o virus H1N1 já está a todo vapor!... (Só não sei vale contra a dengue. É ruim ser ignorante nessas horas...)
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Titia Alice, crianças. Isso não é uma maravilha?!
Ataquei, copiei e colei novamente.
Lá, daquele sitezinho danado de bom: Vamos Falar de Rock.
Eis o homem e eis a obra:
Alice Cooper - Along Came a Spider (2008)
Poucas figuras são tão importantes para a história do heavy metal quanto ele: ALICE COOPER, o cara que inventou o conceito de "rock horror show" e ajudou a tornar ainda mais pesados os acordes do bom e velho rock n' roll no começo dos anos 70.
Alice repete em "Along Came a Spider" uma fórmula de sucesso que ele mesmo inventou: hard rock de qualidade, com excelente trabalho de guitarra (a cargo da dupla Keri Kelli e Jason Hook) e uma cozinha impecável, comandada pelo baterista Eric Singer (o atual "Catman" do KISS) e complementada pelo baixista Chuck Garric.
O conceito do album gira em torno de um serial killer que se imagina como uma aranha venenosa. Alice, com suas letras e um hard rock de responsa, narra a trajetória do lunático, que envolve suas vítimas em seda e arranca suas pernas. Até que ele se apaixona por uma vítima em potencial e...Historinhas a parte, o album é sensacional.
Convidados de peso marcam presença para abrilhantar a obra. Slash (GUNS N' ROSES, VELVET REVOLVER) é responsável pelo solo de "Vengeance is Mine". Outras contribuições notáveis vêm de Jani Lane (WARRANT), que participou da composição de "The One That Got Away"; Damon Johnson (ex-membro da própria banda de Alice), que deu uma força na criação de "(In Touch With) Your Feminine Side"; e a já célebre atriz e dançarina Calico Cooper, filha de Alice e backing vocal em diversas canções.
No final das contas, "Along Came a Spider" é Alice Cooper em sua essência. Baixem seus emos !!
Album
1 - Prologue / I Know Where You Live
2 - Vengeance Is Mine
3 - Wake the Dead
4 - Catch Me If You Can
5 - (In Touch with) Your Feminine Side
6 - Wrapped in Silk
7 - Killed by Love
8 - I'm Hungry
9 - The One That Got Away
10 - Salvation
11 - I Am the Spider / Epilogue
line-up
Alice Cooper - Lead/Backing Vocals
Danny Saber - Guitars (Tracks 1,2,3,5,6,7,8,10 and 11); Slide Guitars (4); Ebow (4); Bass Guitars (1,3,6,8,10 and 11); Piano (7); Keyboards (1,3,6,7,8,10 and 11); Synths (4); String Arrangements (10 and 11)
Greg Hampton - Guitars (2,4,6,8,9 and 11); Bass Guitars (4); Keyboards (4,9 and 11); Backing Vocals (1,2,3,4,6,8 and 11); String Arrangements (2 and 11)
Keri Kelli - Guitars (5,7 and 9)
Jason Hook - Guitars (5)
Slash - Lead Guitar (2)
Whitey Kirst - Guitars (8)
Chuck Garric - Bass Guitars (2,7 and 9); Backing Vocals (2)
Eric Singer - Drums (1,2,4,5,6,7,9 and 11)
David Piribauer - Drums (8 and 10)
Steffen Presley - B3 Organ (6)
Ozzy Osbourne - Harmonica (3) (Credited as 'J. Osbourne')
Bernard Fowler - Backing Vocals (1,3,4,5,6,7,8,9,10 and 11)
Calico Cooper - Backing Vocals (5); Spoken Word (9)
DOWNLOAD
Bom, eu não sou emo, mas agora o jeito é relaxar e ...
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Olha só o que a Trama está tramando!...
Acompanhemos esse trabalho...
Lançamentos : Confira o que está por vir aqui na Trama.
A partir de 26 de março, quem acessar www.albumvirtual.trama.com.br confere novidades no layout e conteúdo do site. A estréia será marcada por Ed Motta, que convida a todos para ouvir, baixar e copiar gratuitamente Piquenique, décimo trabalho de sua carreira. A versão online traz de bônus o remix da faixa ''Turma da Pilantragem'' (Ed Motta e Edna Lopes) interpretada por Ed e Maria Rita.
Na lista dos próximos lançamentos estão os novos trabalhos da dupla Caju & Castanha, Pata de Elefante e Guizado. No segundo semestre estão previstos Rappin' Hood, Parteum, Mzurisana, seis coletâneas que comemoram os 12 anos da Trama e a coletânea de songbook de Almir Chediak (inédita em formato digital).
Juntamente aos novos álbuns, a Trama põe no ar mais de cem títulos do seu catálogo. Facilidades de navegação e ranking de destaques compõem o novo desenho da página. O lema "De graça pra você e remunerado pro artista" continua sendo o fio condutor do projeto. "TV e rádio abertas funcionam assim há mais de 50 anos. A Trama acredita que esse é o caminho natural para a música", defende o presidente João Marcello Bôscoli. Todo download feito no Álbum Virtual é legal e o conteúdo oferecido não tem proteção DRM. O pacote para baixar traz uma série de facilidades para quem quiser, por exemplo, transferir os arquivos direto para o iPod ou iTunes.
Álbum Virtual
O Álbum Virtual é uma idéia pioneira, que possibilita baixar discos inteiros, incluindo encartes, vídeos e extras, de maneira legal e gratuita. No formato proposto pela Trama, o artista é remunerado por patrocinadores, sem que isso interfira na obra.
O projeto Álbum Virtual teve início em 2008 com o lançamento de Danç-Êh-Sá ao Vivo, de Tom Zé. Na sequência, a Trama lançou: Artista Igual Pedreiro, Macaco Bong; Donkey, Cansei de Ser Sexy; Chapter 9, Ed Motta; C_mpl_te, Móveis Coloniais de Acaju; Mensalidade, Single Virtual ED Motta. Os lançamentos foram patrocinados pela VR, Audi ou Volkswagen.
Palmas aos patrocinadores que eles merecem (e recebem muito bem para isso!).
Brother Firetribe - Heart Full of Fire (2008)
Não, caro leitor Undiv, não é todo dia ou a toda hora que isso acontece ...
Mas hoje foi.
E nessas idas e vindas que a WEB dá, deparei-me com um delicioso blog bom de se visitar.
O nome é bem legal: "Vamos Falar de Rock'n'Roll" .
Mantido por Mystic (tenha lá o sexo que tiver, e faça dele o bom proveito que merece, tá certo?).
Lá tem resenhas muito gostosas de ler... (é, leitor Undiv, ainda existe quem escreva para a alegria dos que ainda leem...).
E o/a cara tem um papo "supimpa".
Óbvio que subvertí-me a surrupiar uma postagem de lá.
Agora é nossa... Tá na WEB, tá no mundo? Nem todos pensam assim...
Daí revolvi postar essa obra.
E o/a cara tá certo/a. É muito bom.
Segue o texto original:
Brother Firetribe - Heart Full of Fire (2008)
Vou ser sincero, nunca ouvi falar dessa Banda, mais ouvindo umas radios na LastFM me deparei com a musica desses caras, e Putz... Que som bom cara, Parece aqueles Rocks antigos da Decada de 70 misturado com um Hard Rock Classic, a Banda tem um som muito bom e você so vai entender quando ouvir!
01 - Who Will You Run To Now
02 - Wildest Dreams
03 - Runaways
04 - Game They Call Love
05 - Play It From The Heart
06 - Heart Full Of Fire (Feat. Anette Olzon, atual vocalista do Nightwish)
07 - Heard It on My Radio
08 - Going Out With a Bang
09 - Out Of My Head
10 - Chasing The Angels
11 - I Am Rock
Formação:
Pekka Ansio Heino (Vocal)
Emppu Vuorinen (Guitarra)
Jason Flinck (Baixo, Segunda voz)
Tomppa Nikulainen (Teclado)
Kalle “Hi-Hatter” Torniainen (Bateria)
Link: Heart Full Of Fire
Vamos nessa?...
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A little bird...
quarta-feira, 17 de março de 2010
Antonin Arnaud e sua "loucura"
Antonin Artaud (1896-1948) desde cedo apresentou problemas de saúde e neurológicos. Aos 24 anos começou a tomar tintura de ópio para aliviar dores de cabeça. Tornou-se dependente. Foi internado diversas vezes. Sofreu vários tratamentos para loucura(!). Autor de teatro e cinema, teórico do teatro e autor de peças teatrais, poemas, ensaios, cartas (seu meio de expressão preferido).
Artaud questionou e subverteu a noção de LOUCURA em seus textos, como em “Van Gogh: O Suicidado Pela Sociedade”.
Seus últimos poemas são sucessões de palavras sem sentido:
potam am cram
katanam anankreta
karaban kreta
tanaman anangtera
konaman kreta
e pustulam orentam
taumer dauldi faldisti
taumer oumer
tena tana di li
kunchta dzeris
dzama dzena di li
Artaud, o existencialista do desespero. Poetas e críticos afirmam que Artaud ampliou a visão de Rimbaud, do poeta vidente. Um artista francês chegou a afirmar que ARTAUD era a reencarnação de RIMBAUD e seu sucessor espiritual.
“Pode-se falar da boa saúde mental de Van Gogh, que em toda a sua vida apenas assou uma das mãos e, fora isso, limitou-se a cortar a orelha esquerda numa ocasião. Num mundo no qual diariamente comem vagina assada com molho verde ou sexo de recém-nascido flagelado e triturado, assim que sai do sexo materno. E isso não é uma imagem, mas sim um fato abundante e cotidianamente repetido e praticado no mundo todo.
E assim é que a vida atual, por mais delirante que possa parecer esta afirmação, mantém sua velha atmosfera de depravação, anarquia, desordem, delírio, perturbação, loucura crônica, inércia burguesa, anomalia psíquica (pois não é o homem, mas sim o mundo que se tornou anormal), proposital desonestidade e notória hipocrisia, absoluto desprezo por tudo que tem uma linguagem e reivindicação de uma ordem inteiramente baseada no cumprimento de uma primitiva injustiça; em suma, de crime organizado. Isso vai mal porque a consciência enferma mostra o máximo interesse, nesse momento, em não recuperar-se da sua enfermidade. Por isso, uma sociedade infecta inventou a psiquiatria, para defender-se das investigações feitas por algumas inteligências extraordinariamente lúcidas, cujas faculdades de adivinhação a incomodavam.
E o que é um autêntico louco? É um homem que preferiu ficar louco, no sentido socialmente aceito, em vez de trair uma determinada idéia superior de honra humana. Assim, a sociedade mandou estrangular nos seus manicômios todos aqueles dos quais queria desembaraçar-se ou defender-se porque se recusavam a ser cúmplices em algumas imensas sujeiras. Pois o louco é o homem que a sociedade não quer ouvir e que é impedido de enunciar certas verdades intoleráveis.”
Trecho de “VAN GOGH: O SUICIDADO PELA SOCIEDADE.”
KRÉ
KRÉ
PEK
E
PTE
TUDO ISSO DEVERÁ
SER ARRANJADO
MUITO PRECISAMENTE
NUMA SUCESSÃO
FULMINANTE
PUC TE
PUK TE
LI LE
PEC TI LE
KRUK
. (Sinceridade: eu não poderia ter dito melhor...)
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domingo, 7 de março de 2010
Orthrelm - OV (2005)
2005
Ipecac Records
1. OV (45:43)
- Mick Barr / guitarra elétrica
- Josh Blair / bateria
Download
Já tentei várias e várias vezes escrever uma resenha sobre o álbum em pauta na presente postagem, mas fracassei miseravelmente. Trata-se, a meu juízo, d'uma verdadeira OBRA-PRIMA, um divisor de águas no seio da música experimental contemporânea, e seguramente um dos discos mais impressionantes que já escutei na vida. E já que descrever este monolito sonoro é uma tarefa das mais indigestas, falemos um pouco sobre a banda que o criou.
Formado no ano 2000, em Washington DC, por Mick Barr (guitarras) e Josh Blair (bateria), o Orthrelm explora as fronteiras mais extremas e inauditas do math metal, incorporando hipnóticos interlockings de fatura crimsoniana; as abruptas variações de compasso e andamento do R.I.O; o caos deliberado e milimetricamente elaborado do free jazz; e por fim, o minimalismo obsedante e neurótico de Steve Reich e Tony Conrad em OV. São simplesmente 45 minutos de shredding ininterrupto, implacável e inumano, um exercício furioso de geometria sônica no limite do inextricável. Mick Barr despeja centenas de notas por segundo como um feixe de raios laser em insanas circunvoluções, e Josh Blair atua como uma espécie de cyborg multitentacular tocando 10 baterias ao mesmo tempo. Consoante afirmei acima, OV estabelece um novo patamar de inovação, complexidade e excelência técnica para o avant rock, sendo portanto audição imprescindível para qualquer interessado no que existe de mais assombroso na música experimental hodierna.
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quinta-feira, 4 de março de 2010
Dzyan Time Machine 1973
Dzyan foi uma banda de rock progressivo da Alemanha, formada em janeiro de 1972.
Time Machine (Bellaphon, 1973), seu segundo álbum, contem quatro jams complexos que oferecem híbrido insólito de acid-rock, progressive-rock, worlf-music e Canterbury-ian jazz-rock, além de percorrer algumas obras primas do rock progresivo alemão. Os 17 minutos de Time Machine e Kabisrain são variados e intensos. Magika é furiosa e cromática na tradição do avant-jazz.
(texto extraído daqui)
Dzyan - Time Machine 1973
segunda-feira, 1 de março de 2010
PUNK como lhama gusta!!
Façamos barulho...
Dizem que o Punk não morreu. Depende do punk.
(Elvis também não...)
Agora, se você não tiver coisa mais importante para fazer (como as necessidades fisiológicas, por exemplo), me responda: o que é 'ser punk' para você? Dê o exemplo de uma atitude punk. Afinal, um lhama sabe cuspir... mas ele é punk?

The Partisans - 1999 - Best Of The Partisans

01 - Police Story
02 - Killing Machine
03 - Arms Race
04 - No U Turns
05 - 17 Years Of Hell
06 - Bastards In Blue
07 - Power And The Greed
08 - Mindless Violence
09 - Don't Blame Us
10 - I Don't Give A Fuck
11 - Partisans
12 - Blind Ambition
13 - Change
14 - Come Clean
15 - I Never Needed You
16 - The Time Was Right
17 - Anger And Fear (Your All Alone)
18 - Only 21
19 - Run Go Grab
20 - Eyes Shut
BAIXE
The Ex - 1995 - Mudbird Shivers

01 - Thunderstruck Blues
02 - Only If You Want 3
03 - Ret Roper
04 - Embarrassment
05 - House Carpenter
06 - Newsense
07 - Former Reporter
08 - Shore Thing
09 - Things Most People Think
10 - Audible Bacillus
11 - Hunt Hat
BAIXE
The Buzzcocks - 1979 - A Different Kind Of Tension Parts 1-3

01 - Paradise
02 - Sitting Round At Home
03 - You Say You Don't Love Me
04 - You Know You Can't Help It
05 - Mad Mad Judy
06 - Raison D'etre
07 - I Don't Know What To Do With My Life
08 - Money
09 - Hollow Inside
10 - A Different Kind Of Tension
11 - I Believe
12 - Radio Nine
13 - Are Everything
14 - Strange Thing
15 - What Do You Know
16 - Why She's A Girl From The Chain Store
17 - Airwaves Dream
18 - Running Free
BAIXE
Subhumans - 1982 - From The Cradle To The Grave

01 - [No Title]
02 - Forget
03 - Waste Of Breath
04 - Where's The Freedom
05 - Reality Is Waiting For A Bus
06 - Us Fish Must Swim Together
07 - Wake Up Screaming
08 - Adversity
09 - Rain
10 - From The Cradle To The Grave
BAIXE
Dead Kennedys - 1982 - Skateboard Party

01 - Holiday In Cambodia
02 - Let's Lynch The Landlord
03 - Chemical Warfare
04 - Nazi Punks Fuck Off
05 - We've Got A Bigger Problem Now
06 - Too Trunk To Fuck
07 - Kill The Poor
08 - Man With A Dog
09 - Forward To Death
10 - Kepone Factory
11 - Life Sentence
12 - Trust Your Mechanic
13 - Moral Majority
14 - Forest Fire
15 - Winnebago Warrior
16 - Police Jerk
17 - Bleed For Me
BAIXE
Anti-Flag - 2004 - A New Kind Of Army

01 - Tearing Everyone Down
02 - Captain Anarchy
03 - A New Kind Of Army
04 - That's Youth
05 - No Apology
06 - Got The Numbers
07 - No Difference
08 - I Don't Believe
09 - Right On
10 - What You Don't Know
11 - Free Nation
12 - Outbreak
13 - Police Story
14 - The Consumer's Song
15 - This Is NOT A Crass Song
BAIXE
Não há muito o que dizer...
Quem gosta de punk não gosta de papo.

Ele fuma mas não traga...
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