domingo, 16 de março de 2008

A origem do pop psicodélico.

Se o seu negócio é só download, baixe o álbum logo de cara.
Mas se quiser um pouco mais de conteúdo, continue lendo o texto a seguir.


The Psychedelic Sounds Of The 13th Floor Elevators
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13th Floor Elevators e o advento da psicodelia
por Rafael Pesce (a matéria com o texto completo está na Freakium)

1. Texas, 1965: Um quarto, cinco jovens e três letras: L-S-D

Roky Erickson era um jovem garoto de 18 anos, líder de uma banda chamada The Spades. O grupo alcançou um relativo sucesso local com a gravação de um single contendo as músicas You´re Gonna Miss Me e We Sell Soul. Porém, o destino de Roky Erickson não andaria ao lado de sua atual banda por muito tempo... Tommy Hall era um visionário. O estudante universitário estava atento ao que acontecia no mundo da música, e junto com seus companheiros de banda, John Ike Walton, Stacy Sutherland e Benny Thurman, chegaram à conclusão que o The Lingsmen não podia ficar parado no tempo. Os Beatles começavam a dar sinais de que um novo tipo de som estava por vir, e Bob Dylan mostrava que as letras podiam deixar a ingenuidade de lado e finalmente serem significativas. Mas a engrenagem para entrar neste processo evolutivo não passava apenas por Hall e Cia. Uma peça essencial estava faltando... Com a fama de Roky Erickson se espalhando pela cidade texana de Austin, Tommy Hall não pensou duas vezes ao convidar o jovem vocalista para fazer parte de seu grupo. O ritual para aceitar o novo integrante serviu para mostrar quais caminhos a banda seguiria a partir de então. Em um quarto isolado, Hall e seus companheiros iniciariam uma ‘viagem’ regada a muito LSD, e com Erickson entrando no clima lisérgico, foi decidido que definitivamente o texano de 18 anos era a aquisição que faltava para o grupo. Depois desta bad trip, o The Lingsmen passou a se chamar The 13th Floor Elevators. O nome foi inspirado no número do andar evitado pela maioria dos prédios altos construídos na época, e também, dizem as más línguas, em homenagem a décima terceira letra do alfabeto, ‘M’, de marijuana. A partir deste momento, a música começava a ganhar uma nova definição: psicodélica!

2. You´re Gonna Miss Me e a conquista de San Franscisco
O primeiro passo adotado pela banda com a nova formação foi regravar o clássico dos Spades, You´re Gonna Miss Me. A versão original da música sofreu grandes mudanças, e o hit ganhou em voracidade e pegada, graças aos riffs e gritos endiabrados de Roky Erickson. Mas o ingrediente principal para a transformação final da canção foi um instrumento chamado ‘electric jug’, que literalmente traduzido para o português ficaria como um “jarro elétrico”. Tommy Hall não era um músico, mas compunha a maioria das letras da banda, e para criar o som único do 13th Floor Elevators, ele inventou o curioso instrumento. É difícil descrever com palavras o som exótico que Hall produzia, mas pode ter certeza que você saberá que se trata dele na primeira audição que fizer de qualquer disco do grupo. Resultado final: You´re Gonna Miss Me ficou em segundo lugar na parada musical do Texas, e no número 55 do top nacional americano. Em 1966, com a confiança de que o trabalho estava sendo bem feito, os texanos decidiram rumar para San Francisco, cidade onde a cultura lisérgica começava a despontar. A banda foi muito bem recebida na Califórnia, e acabaram tornando-se os queridinhos da cena local. A lisergia produzida pelo grupo encontrou um público que estava aberto a este novo tipo de som, e as viagens sonoras proporcionadas por Erickson e Hall pareciam ter achado seu lugar ideal. Em San Francisco, os texanos abriram shows para o Great Society, Quicksilver Messenger Service e Big Brother & The Holding Company. Além das músicas próprias, a banda apresentava um extenso set de covers, que incluíam clássicos como Everybody Needs Somebody To Love de Solomon Burke, You Really Got Me dos Kinks, Gloria do Them e até The Word dos Beatles. Com a experiência de inúmeras apresentações nas costas, o grupo obteve a confiança necessária para gravar o seu primeiro álbum.

3.The Psychedelic Sounds Of The 13th Floor Elevators
No verão de 1966, após voltarem de sua viagem pelo oeste americano, o grupo gravou o seu primeiro disco, o clássico The Psychedelic Sounds Of The 13th Floor Elevators. Encabeçado pelo sucesso You´re Gonna Miss Me, o álbum continha em sua essência as melodias lisergicamente não lineares compostas por Roky Erickson, e as letras surreais de Tommy Hall. Em apenas oito horas de gravação, petardos como Roller Coaster, Splash 1, Don´t Fall Down (regravação de We Sell Soul dos Spades), Fire Engine, Thru The Rhythm, e Tried To Hide começavam a dar forma a esta obra prima do rock psicodélico. Além das composições de Erickson e Hall, o disco contou com três músicas do amigo da banda Powell St. John: You Don´t Know, Monkey Island e Kingdom Of Heaven. A última era uma preferida do grupo, e sua influência pode ser notada nos trabalhos futuros do 13th Floor. O álbum foi totalmente produzido sob o efeito de LSD. Os texanos levavam a sério a história de expansão da mente pelas drogas, tanto que prisões por porte de entorpecentes eram rotineiras entre os integrantes do grupo. O espírito do disco pode ser traduzido por um pedaço da letra de Rollercoaster: “depois da sua viagem começar, você inicia a fazer o que quer, e descobre que o mundo que você temia uma vez, recebe o que ele tem de você.”

4. Donovan vs. Rocky Erickson & Tommy Hall
Qual foi a primeira música psicodélica da história? Quem foram os pioneiros do gênero? Quando diabos tudo isso começou? Essas perguntas encontram na maioria das vezes respostas discordantes, e continuam a gerar polêmicas até os dias de hoje. Os dois nomes que caem normalmente em questão são o do 13th Floor Elevators e do cantor folk escocês Donovan. No dia 19 de dezembro de 1965, o hit Sunshine Superman foi gravado pelo compositor britânico. Mas devido a várias complicações, o homônimo disco foi lançado tardiamente em 1966 nos EUA, e em 1967 no Reino Unido. Já o debut do 13th Floor Elevators viu a luz do dia em 66, antes do álbum de Donovan. A grande verdade é que, se a banda texana não fez a primeira música psicodélica da história, eles estavam na linha de frente, sendo um dos pioneiros. Antes do lançamento do primeiro disco da banda, a palavra “psicodélico” nunca havia sido usada em nada relacionado à música, e até mesmo a crítica passou a classificar as apresentações ao vivo do grupo com este termo. Para não gerar brigas, a história fica da seguinte maneira: Donovan gravou a primeira canção psicodélica, e o 13th Floor foi o precursor a usar e difundir o termo psicodelia na música. No final das contas, o que realmente importa é que ambos faziam um som de muita qualidade, e quem veio antes acaba sendo irrelevante, já que para nossa sorte, os dois acabaram dando sentido a palavra lisergia.

5. Considerações finais e a busca por pura sanidade
O 13th Floor Elevators foi diretamente responsável pela cultura psicodélica dentro da música. Porém, não se preocupavam em usar roupas espalhafatosas e tentar aparecer para todos. A psicodelia para eles era um modo de vida, e não apenas um estilo. Quem sabe, a melhor maneira de mostrar o que a banda realmente queria compartilhar com todos, é reproduzindo o encarte do seu primeiro álbum:
Desde Aristóteles, o homem tem organizado seu conhecimento verticalmente em grupos separados e não relacionados...Ciência, Religião, Sexo, Relaxamento, Trabalho, etc. A ênfase principal em sua língua, seu sistema de guardar conhecimento, tem sido a identificação de objetos ao invés da identificação entre os objetos.

Ele é agora forçado a usar suas ferramentas razoavelmente, em uma situação de cada vez. Tivesse o homem sido capaz de ver o passado com esta maneira hipnótica de pensar, para desacreditá-la (como fez Einsten), e para sistematizar novamente seu conhecimento para todo ele ser relacionado horizontalmente, ele agora iria aproveitar a perfeita sanidade, sendo hábil a lidar com sua vida por completo.


Recentemente, ficou possível para o homem alterar seu estado de mente quimicamente, e consequentemente alterar seu ponto de vista (que é sua relação básica com o mundo de fora, que determina como ele guarda sua informação). Ele pode então reestruturar seu pensamento e mudar sua linguagem, para que então seus pensamentos possam sustentar uma maior relação para sua vida e seus problemas, portanto, aproximando-os de um modo mais sano. É esta busca por pura sanidade que forma as bases para as canções deste álbum.

sábado, 15 de março de 2008

Outra "Guerra Grande" (assim como a chamam os paraguaios...)

A "américa" para os "americanos"!

Recebi essa mensagem por e-mail. O original é de uma pessoa que não conheço. Mas, após sua leitura, faça você mesmo sua análise crítica.

Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima.
Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na
única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena.
O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o
narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa ???
Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP - USP

Opinião pessoal:
Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.

Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail ..

Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
Tel: (19) 3233-1840 Celular: (19) 9136-6472 e-mail´s:
Celso@ufbabr; celso@agr.unicamp.br; celsoborges@gmail.com

Com minhas homenagens à Sra. Condonless at the Reich!!
Delta9