quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

The Insect Trust

Se você gosta de Janis Joplin, Joan Baez e tudo o mais relacionado a isso, adorará esse grupo. A postagem, com resenha muito bem redigida, eu descaradamente copiei do maravilhoso blog Discos Etc. Visitem...


Assim como muitas bandas hippies não californianas, Insect Trust tentou chegar a São Francisco viajando em uma van, tocou covers de Dylan em pequenas cidades (em troca de comida e lugar para repouso), desprezou a materialidade consumista (enquanto sonhava com a fama). A viagem para a California não chegou ao fim. O grupo (que naquele momento se chamava The Solip Singers) teve passagens por Arkansas e também pela cidade de Memphis, mas as condições fizeram com que o retorno a Nova Iorque (depois de dois anos, 65 e 66) fosse inevitável.

A cantora Nancy Jeffries, o guitarrista Bill Barth e o saxofonista/flautista e futuro crítico musical Robert Palmer passaram então a tocar com Peter Stampfel (integrante da banda Holy Modal Rounders, que estava parada). O nome The Insect Trust surgiu de uma expressão retirada do livro Naked Lunch, de William Burroughs (coincidentemente a mesma inspiração da banda Steely Dan). No livro, Burroughs fala de insetos gigantes que aguardam o fim da raça humana para dominar a Terra.

Após um breve período morando na casa de Stampfel, a cantora Jeffries e o guitarrista Barth se mudam para um prédio na cidade de Hoboken, New Jersey, onde passam a conviver com o também guitarrista Luke Faust e com o saxofonista Trevor Koehler. Robert Palmer se juntou definitivamente a eles e estava definido o núcleo da formação que gravaria o primeiro disco pela Capitol Records. Como não possuíam uma seção rítmica, adicionaram ao grupo os músicos Buddy Satzman (bateria), Chuck Rainey (baixo) e Hugh McCracken (guitarra-base). Eram eles que tocavam as músicas da banda fictícia The Archies, um famoso desenho animado do final dos anos 60 (que emplacou um primeiro lugar nas paradas de sucesso: Sugar Sugar).

Essa gravação já mostra um amálgama de influências que vão do rock psicodélico ao jazz de New Orleans, passando pela música folk e pelo pop Bubblegum. O guitarrista Bill Barth não gostava da denominação “fusion” aplicada à mistura folk-rock, mas é difícil não pensar nesse conceito quando se ouve o disco.

O segundo disco foi lançado em 1970 e causou mais impacto: Hoboken Saturday Night consegue ser mais energético e bem construído que o primeiro (além de ser melhor gravado). Abre com a simples entoação de uma linha melódica criada pelo lendário hippie Moondog, que durante anos perambulou pelas ruas de Nova Iorque vendendo suas gravações caseiras experimentais. O que vem na seqüência é um conjunto de canções de forte apelo folclórico, mas, ao mesmo tempo, inseridas no conturbado cenário político-social daquele momento. E turbinadas por um forte aproach rock. Temos Eyes of a New York Woman, cuja letra foi retirada do livro V, de Thomas Pinchon; temos o calor de New Orleans em Ragtime Millionaire; a psicodélica Our Sister the Sun; o discurso feminista-libertário de Trip on Me e o tema instrumental Ducks que fecha de forma arrasadora o disco.

Para esta gravação, eles contaram com o baterista estreante Bernard “Pretty” Purdie, os baixistas William Folwell e Bob Bushnell, além da presença em duas músicas do baterista Elvin Jones (uma lenda do jazz que participou do grupo de John Coltrane).

Bill Barth fazia as vezes de líder do grupo, mas em princípio não havia uma liderança, todos tinham liberdade para fazer escolhas. O que poderia resultar em caos, gerou um disco coeso em que todas as tendências estilísticas convivem de forma harmoniosa e, em alguns momentos se fundem. Mostra também muito do clima boêmio que sempre foi uma das características da cidade de Hoboken. Após a gravação, os costumeiros excessos psicodélicos e a falta de apoio comercial fizeram com que a banda dispersasse. Mas hoje, com o distanciamento crítico que só o tempo proporciona, The Insect Trust pode ser visto como um exemplar legítimo do que se convencionou chamar contracultura.


The Insect Trust - 1968 (baixe)

01 - The Skin Game
02 - Miss Fun City
03 - World War 1 Song
04 - Special Rider Blues
05 - Foggy River Bridge Fly
06 - Been Here And Gone So Soon
07 - Declaration Of Independence
08 - Walking On Nails
09 - Brighter Than Day
10 - Mountain Song
11 - Going Home








Hoboken Saturday Night - 1970 (
baixe)

01 - Be A Hobo
02 - Hoboken Saturday Night
03 - The Eyes Of A New York Woman
04 - Ragtime Millionaire
05 - Somedays
06 - Our Sister The Sun
07 - Reciprocity
08 - Trip On Me
09 - Now Then Sweet Man - Mr Garfield
10 - Reincarnations
11 - Glade Song
12 - Ducks









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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

The Flower Pot Men 1967

The Flower Pot Men foram uma banda pop britânica criada em 1967, que gozou de fama fugaz. O som do grupo foi caracterizado por ricas harmonias vocais em tercetos.

História
The Flower Pot Men foram criados como um resultado do sucesso nas paradas com o single "Let's Go To San Francisco", escrito e gravado pelos compositores John Carter e Ken Lewis (Carter-Lewis and the Southerners e The Ivy League, que tinha anteriormente três sucessos no UK Top 20 hits).

A dupla licenciou a gravação na Deram Records, que de repente tinha um sucesso em mãos, mas sem grupo para promovê-lo. Carter e Lewis, não tendo nenhum interesse em cair na estrada a promover a musica, criou o grupo a partir de uma seleção de vocalistas e musicos de estudio escolhidos a dedo. Eles continuaram a escrever, produzir e gravar todas as gravações posteriores para os próximos três anos até que o projeto terminou em 1970.

O nome faz referência às "children's flower" (aquelas 'criancinhas ingênuas' com florezinhas nos cabelos que cambaleavam alegremente por São Francisco nos anos 60), e a palavra 'pot', um dos tantos nomes carinhosos dados para a cannabis.

Let's Go to San Francisco
Não foi um hit no Reino Unido, mas chegou ao quarto lugar na Holanda e também foi muito popular em outros países continentais, como a Alemanha. Carter e Lewis continuaram escrevendo e gravando material novo, mas queriam outro hit do tamanho de "Let's Go To San Francisco". Quando o terceiro compacto de Carter-Lewis "Man Without a Woman" / "You Can Never Be Wrong" fracassou, eles pegaram uma musica de Roger Greenaway chamada "In A Moment of Madness", que também melou... Neil Landon deixou o grupo em 1969 para se tornar vocalista do Fat Mattress, a nova banda de Noel Redding, que havia deixado o Jimi Hendrix Experience. Os outros três ficaram com Greenaway, que adicionou alguns músicos e mudou seu nome para White Plains, marcando um sucesso com "My Baby Loves Lovin", em 1970. The Flower Pot Men se dissolveu naquele ponto.

Burrows e Shaw aparecerem depois em outro projeto de John Carter, The First Class, cujo único Top 40 "Beach Baby" com sonoridade muito semelhante. Uma frase harmonica um pouco antes do fadeout refere-se ao disco "Let's Go To San Francisco". First Class também gravou uma faixa "Let's Go Back to San Francisco", que depois apareceu em uma compilação como sendo da banda The Flower Pot Men.

Em 2002, Carter lançou um CD "Peace Album / Past Imperfect" contendo dois álbuns gravados entre 1967 e 1969 como The Flower Pot Men, que não foram lançadas na época.

Pessoal
Os componentes de The Flower Pot Men and Their Garden, foram principalmente:

Tony Burrows: vocal, ex-The Ivy League, depois de White Plains, e The First Class.
Neil Landon: vocal.
Robin Shaw: vocal, depois foi para White Plains, e The First Class.
Pete Nelson: vocal, mais tarde também foi para o White Plains.
Ged Peck: guitarra (19 de Outubro de 1947, West Hendon, Londres)
Carlo Little: bateria (nascido Carl O'Neil Little, 17 de dezembro de 1938, Shepherd's Bush, Londres ocidental - morreram 6 de agosto de 2005, Cleadon, County Durham). Indiscutivelmente um dos maiores bateristas ingleses, que influenciou diretamente Keith Moon (The Who), entre outros.
Nick Simper: baixo e Jon Lord, teclados, que depois fundaram o Deep Purple, onde Nick ficou até 1969, após o lançamento dos três primeiros álbuns do grupo. Jon deixou o Deep Purple em 2002. Lenda absoluta do rock.

A Voz do cantor Tony Burrows também é ouvido no Reino Unido em muitos singles daquela época, como na música do White Plains: "My Baby Loves Lovin'", no Brotherhood of Man: "United We Stand", no Edison Lighthouse: "Love Grows (Where My Rosemary Goes) ", no The First Class:" Beach Baby "e no The Pipkins:" Gimme Dat Ding". Aliás, esse grupo The Pipkins gravou um split long-playing (u-úi) com a banda The Sweet (o primeiro álbum do Sweet, estilo mezza-napolitana, mezza-calabreza).

A ligação de Simper e Lord com o The Flower Pot Men mais tarde foi satirizada no falso documentário de rock, Spinal Tap, cujo primeiro sucesso fictício foi chamado "(Listen to the) Flower People", uma referência a "Let's Go to San Francisco".

(Texto deliciosamente sorvido e regurgitado da Wikipedia e eviscerado por Delta9 mediante o auxílio 'imedível' e incomensurável do site http://translate.eu/en/translators/English-Portuguese/).





01 - Let's Go To San Francisco, Part 1 & 2
02 - A Walk In The Sky
03 - Am I Losing You
04 - Man Without A Woman
05 - You Can Never Be Wrong
06 - Piccolo Man
07 - Mythological Sunday
08 - In A Moment Of Madness
09 - Young Birds Fly
10 - Sweet Baby Jane
11 - Journey's End
12 - Silicon City
13 - Busy Doin' Nothing
14 - White Dove
15 - Let's Go Back To San Francisco, Part 1
16 - Let's Go Back To San Francisco, Part 2
17 - Cooks Of Cake And Kindness
18 - Gotta Be Free
19 - Heaven Knows When
20 - Brave New World
21 - Children Of Tomorrow

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