- Kid Millions - drums, vocals
- Bobby Matador - organ, guitar, vocals
- Hanoi Jane - guitar, bass
A característica básica encontrada nas músicas (sic) é a repetição. O CD 1 traz duas músicas (sic): Sheets of Easter entra com a frase "You got you look into the" sabe-se lá o que exatamente. Talvez um "sight", "right", ou "night", ou "flight", ou seu-ja-lá-o-que-Deus-quiser que se estende por 14 minutos sem parar...
O grande barato é que os caras bem que poderiam colocar um loop na trilha e pronto. Mas não: eles ficam tocando, sem parar, ininterruptamente a mesma frase, o mesmo riff, com uma ou outra pequena mudança. É como um mantram daqueles encontrados nos templos tibetanos. Mas com muito peso, bateria enlouquecida, guitarra distorcida, teclado ensandecido (aliás daqueles usados nos anos 60, não somente no timbre: eles usam os próprios). O baterista, creio, não tem parte com o demo: tem parte com Keith Moon!
Antibiotics, faz lembrar, como disse um resenhista, uma impressora matricial, daquelas antigas, imprimindo sem parar, um som mais eletrônico. São mais 16 minutos!
O CD 2 é mais "ouvível" (!!). As músicas têm até algo parecido com refrão (!!). Mas não terminam: acabam. Isso quando já não emendam com a seguinte. A música Number Nine (nada a ver com o experimentalismo dos Beatles no álbum branco), faz lembrar, nos vocais, músicas orientais de origem indiana. Sneak Into the Woods quase seria uma balada, quase teria um riff fácil; mas desaba aqui e alí, propositadamente, numa harmonia improvável, e acaba. Rugaru é formada de ritmos quase se desencontrando, um quaternário frankensteiniano, que se revela mais limpo no último minuto.
O improvável rap Black Chamber é quase cantável. Em No Label o teclado manda de forma quase computadorizada.
A grande vantagem das músicas experimentais, desde Ravel e seu repetitivo Bolero, passando por Erik Satie, Stockhauzer, Edgar Varèse, dentre tantos outros, é o rompimento de paradigmas. Qualquer som pode ter uma conotação musical. O som de uma pá sendo calcada num monte de areia é motivo de estudo aprofundado por musicólogos do calibre de Steven Halpern (pesquisem sua obra "Som Saúde", em que ele aborda as técnicas de "massagens sonoras"). Novas percepções de realidade e expressões autênticas de surpreendentes visões de mundo podem ser alcançadas por intermédio das experimentações sonoras e, consequentemente, musicais.
Einstein teria dito que uma mente que se abre para novos conhecimentos, jamais volta ao seu estado original.
Esse álbum do Grupo Oneida foi lançado em 01/01/2002. Certamente muitos lacrimejantes de plantão já conhecem Oneida. Quem não conhece, prepare-se.
Aviso: essa molecada do Oneida sabe o que tá fazendo. Tudo pensado, estudado, elaborado. Se o Kosmos surgiu do Chaos, você entenderá melhor alguns sons simples e singelos da natureza após ouvir Oneida, mas não apenas ouvindo Oneida.
ONEIDA - Each One Teach One
01 - Sheets Of Easter - 14'13''
02 - Antibiotics - 16'36''
CD 2
01 - Each One Teach One - 3'25''
02 - People Of The North - 4'29''
03 - Number Nine - 2'53''
04 - Sneak Into The Woods - 1'58''
05 - Rugaru - 6'33''
06 - Black Chamber - 3'06''
07 - No Label - 4'57''
(sem senha para dowload)
(essa postagem foi feita originalmente no Lagrima Psicodélica em 18/7/07)
02 - Antibiotics - 16'36''
CD 2
01 - Each One Teach One - 3'25''
02 - People Of The North - 4'29''
03 - Number Nine - 2'53''
04 - Sneak Into The Woods - 1'58''
05 - Rugaru - 6'33''
06 - Black Chamber - 3'06''
07 - No Label - 4'57''
(sem senha para dowload)
(essa postagem foi feita originalmente no Lagrima Psicodélica em 18/7/07)



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