
Aproximadamente U$1,18 ou E$0,75 ou 1,33 lata de Coca-Cola no supermercado (quente).
Aproximadamente 1h35min de trabalho de quem ganha um salário mínimo R$415,00/mês (R$1,73/hora) (U$61,22/week).
Comparações:
Entrada de cinema: R$10,00
Uma coca lata gelaaaaad-á: R$2,00
Pipoca média: R$1,50.
Passe de ônibus: R$2,50
Passe metrô: R$2,50
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Total: R$23,50 (mais o da gatinha, total R$47,00, ou U$27,73, ou E$17,72). Ou seja, para o "manezinho" que ganha um salário-mínimo: 27 horas de trabalho, ou 3,4 dias de trampo meio puxado.
Senão vejamos: cineminha final de semana (umas 2 horas, mais 2 de transporte, dá 4 horas de lazer), significam 3,5 dias de trampo, para o assalariado.
R$47,00 representa, também, 12,37% do salário-mínimo (descontando o INSS).
Tá. Vamos lá:
O mesmo programa de final de semana para quem ganha (trabalhando 240 horas/mês):
R$ 1.000,00 = 11 horas
R$ 2.500,00 = 4,5 horas
R$ 6.000,00 = 2 horas
R$17.000,00 = 40 minutos
R$35.000,00 = 20 minutos
Ovos de páscoa nº 20, estão, em média R$25,00
Para quem ganha o salário-mínimo, 1 ovo de páscoa nº 20 (em média R$25,00) representa 6,57% de seu salário (descontado o INSS), ou 14 horas de trabalho (praticamente dois dias, considerando o salário-mínimo bruto). Imagine reduzindo o que se paga por aluguel (ou prestação da casa), energia elétrica, conta de água, padaria, alimentação (mantimentos), a prestação do carnê em 753 prestações!! Esqueça os remédios...
Para os demais:
R$ 1.000,00 = 2,50%, ou 6 horas de trabalho
R$ 2.500,00 = 1,00%, ou 2h30min de trabalho
R$ 6.000,00 = 0,41%, ou 1 hora de trabalho
R$17.000,00 = 0,15%, ou 21 minutos de trabalho
R$35.000,00 = 0,07%, ou 17 minutos de trabalho
Se você tiver paciência ainda maior:
1 real equivale a 0,38 euro ou 0,59 dólar dos EUA (cotação de 14/3/2008, fonte http://www5.bcb.gov.br/pec/conversao/Resultado.asp?idpai=convmoeda).
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Hoje assisti uma reportagem na televisão sobre o problema ecológico gerado pelos sacos plásticos para transporte de mercadorias em lojas, supermercados, etc. Num teste simples, foi mostrada a quantidade de sacolas plásticas que uma família "consome" por semana. A pergunta importante foi: para onde vão essas sacolas plásticas? E desenvolveu-se a polêmica discussão sobre produtos biodegradáveis e poluição ambiental. Que o plástico demora mais de dois séculos para se decompor na natureza. Mostrou-se saquinhos feitos com matéria-prima extraída da cana de açucar, biodegradáveis; porém, destinados ao exterior, por serem muito caros para o mercado interno. Continuamos "consumindo" os saquinhos feitos de derivados de petróleo, mesmo.
Quanto custa, em real, um único saco plástico desses branquinhos ("leitoso" é o nome apropriado)?
Eu não sei dizer, mas deve ser um valor irrisório, talvez menos de R$0,01.
Quando farão uma reportagem, nos mesmos moldes, pesquisando os descontos feitos em conta-corrente pelas instituições bancárias referentes a códigos inexplicáveis, que oscilam na faixa de 1 a 2 reais por mês, em cada conta-corrente?
Fácil mostrar aquela quantidade enorme de sacos plásticos jogados nos rios, nos mares, poluindo, blá, blá, blá... Retrato da mais pura realidade. Parabéns pela reportagem. Que venham outras... Talvez sobre esses "descontos" misteriosos.
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O dólar não pode baixar muito por dois motivos (segundo a TV): diminuem (ou encarecem!) as exportações de produtos brasileiros e aumentam as importações de produtos estrangeiros. Considera-se, aqui, exportações de produtos de qualidade; e, por importados, supõe-se também, produtos de qualidade oriundos do exterior. Porém, os produtos importados competem com os produtos nacionais, considerados de baixa qualidade. Pergunto: então porque não vender para o público interno, ávido por produtos de qualidade, os mesmos produtos que são exportados? E porquê não produzir aqui os produtos que demandam importação? Falta de tecnologia? E o exemplo da Petrobras e outros tantos? Discurso vazio?
Com todo respeito às dificuldades estadunidenses, até quando pagaremos do nosso bolso e com nossos sacrifícios, a establididade de sua moeda? Quanto custa um carro popular zero quilómetro nos EUA? U$14.800 (ou R$25.000)? Sinceramente, eu não sei. Acredito que seja menos. Qual o salário-mínimo pago por hora de trabalho a um trabalhador estadunidense ou europeu? U$1,03 (R$1,73), ou E$0,66?
Óbvio que meu raciocício é simplista. Não ganho em dólar. Que tal sonharmos com um momento em que a indústria genuinamente nacional desove sua produção de qualidade no mercado interno?
Estando na região centro-oeste, numa cidade do interior do interior, ouvi um comentário interessante. A cidade vive da agro-pecuária e, apesar de pólo econômico importante, não prospera; a cultura relegada a segundo plano, a educação sem apoio, a saúde pública (e até a particular) uma penúria. Ao se tratar do motivo pelo qual a cidade não prospera, foi levantada a questão: é que o dinheiro produzido nela, não fica nela. Os proprietários das fazendas não moram na região. O dinheiro vai para os grandes centros, as grandes capitais, especialmente SP e RJ. Quem vive na cidade sãos "gerentes" e/ou capatazes das fazendas. Eles têm suas famílias vivendo, estudando, comprando, na cidade. Entretanto, não ganham o suficiente para gastarem nos grandes centros que são muito distantes, e a viagem é muito dispendiosa. Não podem pagar escolas para seus filhos nesses grandes centros. Porém, são diretamente responsáveis pela produção e lucro das fazendas.
Aqui no Brasil se produz alimentos; porém, o principal é produzir lucros, mesmo às custas da falta de alimento. Se o leite não der lucro, por exemplo, despeja-se no rio.
O sofisma da "produção para alimentar o povo" não engana o povo. Somente as financiadoras de capital fazem de conta que acreditam, alimentando o despropósito.
Assim como acontece naquela cidade, eu poderia estender o exemplo para alguns outros estados. A riqueza neles gerados, a eles não pertence. A nossa riqueza nacional, não pertence à nossa nação. Se a soberania da nação fosse comprada com o suor de seu povo, não importando a classe a que pertença, ela não seria apenas letras num papel. As grandes fortunas aqui geradas são gastas no exterior, em escolas do exterior, em clínicas no exterior, em diversão no exterior.
Corrijam-me, mas um aplicador estadunidense ao final de um ano aplicando em capitais lá nos EUA, terá seus mil dólares acrescidos de 10 ou 12%. Tudo bem, que sejam 20%. Ele receberá duzentos dólares. Se ele aplicar aqui no Brasil, no Banco do Brasil, ou na Caixa Econômica Federal, ao final de um ano receberá outros mil e tantos dólares, mais de 170% de rendimentos. Que não ficarão aqui, mas enviados para ele, lá no seu país. E assim com o capital das "multinacionais" (transnacionais). Eu poderia até ficar dentro de um carro na linha de montagem, como naquele comercial de TV. Mas isso não me interessa: me interessa é acompanhar a maleta com o dinheiro! Acompanhar o caminho da contabilidade, DE LÁ!
Mas soberania se compra em dólares ou em euros. E não em suor.
Um ótima Páscoa a todos. Com chocolates Garoto, que são de uma empresa nacional. (Ah, sim... a Garoto foi vendida... Quem foi que a comprou, mesmo?).


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