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Amadeu lembrou que a cultura hacker teve uma função essencial para a criação da rede. Segundo ele, a liberdade na rede, defendida por ativistas do software livre, está fortemente ameaçada. "Estamos sob ataque", disse o professor. Amadeu também explicou que, para manter o controle da rede, grandes grupos de direitos autorais se baseiam apenas no broadcast (distribuição), e querem criminalizar a P2P, que é uma rede de compartilhamento.
Ele citou a tentativa do presidente francês Nicholas Sarcozy de controlar a rede na França e ainda avançar a medida para toda a Europa. Criticou o projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) de criar um provedor "dedo-duro" para controlar acessos e ainda responsabilizar empresas que não identifiquem usuários.
O caso da transmissão de um show da banda Pearl Jam que foi interrompida após o vocalista ter criticado o presidente norte-americano, George W. Bush também foi citado na palestra.
Amadeu defendeu que não é porque algumas pessoas cometem crimes aproveitando-se do anonimato que todas devam ser responsabilizadas por isso. Para ele, "é como responsabilizar a Volkswagen por atropelamentos que aconteçam". Mas a maior preocupação do ativista é que as grandes corporações queiram o controle absoluto da rede. "A Internet existe por causa do compartilhamento e isso não pode mudar", concluiu.
(Reportagem de Dayanne Rodrigues, Direto de Porto Alegre , Redação Terra, aqui)

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