Destacou-se na Jovem Guarda, cantando com um timbre que lembrava muito a cantora italiana Rita Pavoni. Rita Pavoni era absoluto sucesso na época, e flertou "mesmo" com a Jovem Guarda. Pelo menos com o baterista dos Incríveis, o Netinho, depois, líder do Casa das Máquinas. Uma história a parte e tanto!!
Falando em história, o "case simbiótico" Silvinha-Eduardo Araújo, deu muito o que falar na época, também.
Em 1967 ela já entrou nas paradas arrebentando com a música Eu vou botar pra quebrar. que vocês devem ter ouvido na coletânea O Rock Que O Pariu!! 1967, e como Eduardo já mandava vir quente que ele estava fervendo, pintou uma sintonia e tanto. Tornaram-se amigos, amantes, parceiros, cúmplices, sócios, nubentes, esposos, "prego e martelo", tampas de panela, metades das laranjas (chupadas ou não), alma-gêmeas e tal (vou parando por aqui, senão vai virar resenha do trabalho do Fábio Júnior!).
Ambos músicos de talento. Quem conhece o Eduardo somente pelo clássico O bom não conhece o melhor de seu trabalho.
Silvinha é unanimidade. Permite-se os estilos mais variados. Por isso, também, é uma das vozes mais requisitadas para jingles publicitários.
Esse álbum, a meu ver, é fantástico. Perdoem-me os puristas e mais fanáticos, mas lembrei muito da Janis Joplin (embora a Jenis fosse ABÍSOLUTAMENTE doida demaaaais, doida, muito doida... enquanto que Silvinha grite muito, sem ser tão doida quanto...). Essa mocinha, chamada Silvinha, canta muito. Embora tenhamos que considerar o contexto da obra (no ano de 1971, o funk-soul brasileiro ainda não tinha em Tim Maia a sua mais completa tradução, eleestava lançando seu primeiro élepê) e o psicodelismo bailava sob a luz da lua. Gal Costa ainda não era a cosplayer da Gabriela global de Jorge Amado; Raul Seixas não tinha pousado na sopa de ninguém; e Roberto Carlos ainda era o rei por mérito... e não por herança.
Somente lamento mesmo uma coisa nesse álbum: não haver crédito em relação aos músicos. Que sensacionais. Talvez Eduardo e Silvinha possam nos ajudar. Quem sabe...
Para mais detalhes, transcrevo o texto obtido aqui:
SILVINHA
(Sílvia Maria Peixoto)
Mariana MG 16/9/1951
SITE OFICIAL
Começou a cantar com o coral de músicas folclóricas organizado por sua mãe, professora de música em São João del Rei (MG), apresentando-se em rádios e programas culturais, por volta de 1963. Mais tarde, incluiu no repertório do coral músicas dos Beatles e de Rita Pavone, artistas dos quais gostava. Em 1965, a convite de Aldair Pinto, foi para Belo Horizonte (MG), para atuar no programa de televisão Programa só para Mulheres, seguindo dois anos depois para o Rio de Janeiro RJ, sendo lançada no programa do Chacrinha. Contratada pela TV Excelsior de São Paulo (SP), cantou durante algum tempo no Programa dos Incríveis, e logo depois passou a apresentar no programa de TV O Bom, do cantor Eduardo Araújo, com quem se casou. Ainda em 1967 gravou pela primeira vez, as músicas Vou botar pra quebrar e Feitiço de broto (ambas de Carlos Imperial), pela Odeon. No ano seguinte excursionou com show da Rhodia, cantando na Fenit, em São Paulo, e no Copacabana Palace Hotel, do Rio de Janeiro, além de outras capitais do país. Ao retornar foi contratada pela TV Tupi para voltar a participar do Programa dos Incríveis, mas seis meses depois estava na TV Record. Gravou três LPs na Odeon, nos anos de 1968, 1969 e 1971. Contratada pela RCA Victor de 1972 a 1975, participou esse ano do show Pelos caminhos do rock ao lado de Eduardo Araújo, no Teatro Bandeirantes, de São Paulo, e gravou quatro compactos simples. Em 1975 mudou para a gravadora Copacabana. Depois de alguns anos afastada dos palcos, Silvinha começou a fazer algumas vocalizações e backing vocals esporádicos em jingles e discos, até que, em 1978, a cantora que deveria gravar uma peça faltou, sendo Silvinha chamada para a substituição. A partir de então, passou a ser uma das cantoras mais requisitadas para gravação de jingles. Durante mais de 20 anos foi uma das vozes mais ouvidas no Brasil em campanhas para Mc Donald’s, Coca-Cola, Unibanco, Varig, entre outras. Há alguns anos Silvinha se afastou da publicidade e tem se dedicado, junto com o marido Eduardo Araújo, à sua gravadora, a Number One e em 2001 lançou o CD Suave é a Noite, com músicas românticas, além de diversos shows divulgando seu disco.
Com vocês um dos melhores (e também menos conhecidos) álbuns do rock brasileiro, com uma de suas melhores intérpretes.
SILVINHA (1971)
01 - Voce já morreu e se esqueceu de deitar.
02 - O Que fazer para te esquecer.
03 - Estou pedindo baby.
04 - Deixa a cinza deste inverno passar.
05 - Pra toda a geração.
06 - Paraíba.
07 - Risque.
08 - Seu amor ainda é tudo pra mim.
09 - Leve a vida.
10 - É minha opinião.
11 - Nossos filhos serão pais.
Diretor de Produção: Milton Miranda
Diretor Musical: Lindolfo Gaya
Assistente de Produção: Eduardo Araújo e Mario Duarte
Orquestrador e Regente: Kuntz Naegele
Diretor Técnico: Z. J. Merky
Técnico de Gravação: Zilmar Araújo
Técnico de Laboratório: Reny R. Lippi
Lay-Out: Joel Cocchiararo
Foto: Miled
Produtor fonográfico: Indústrias Elétricas e Musicais Fábrica Odeon S.A.
baixe
(sem senha, MESMO)
02 - O Que fazer para te esquecer.
03 - Estou pedindo baby.
04 - Deixa a cinza deste inverno passar.
05 - Pra toda a geração.
06 - Paraíba.
07 - Risque.
08 - Seu amor ainda é tudo pra mim.
09 - Leve a vida.
10 - É minha opinião.
11 - Nossos filhos serão pais.
Diretor de Produção: Milton Miranda
Diretor Musical: Lindolfo Gaya
Assistente de Produção: Eduardo Araújo e Mario Duarte
Orquestrador e Regente: Kuntz Naegele
Diretor Técnico: Z. J. Merky
Técnico de Gravação: Zilmar Araújo
Técnico de Laboratório: Reny R. Lippi
Lay-Out: Joel Cocchiararo
Foto: Miled
Produtor fonográfico: Indústrias Elétricas e Musicais Fábrica Odeon S.A.
baixe
(sem senha, MESMO)


2 comentários:
Muito bom mano Delta9!!
O Rock que te pariu! veio pra botar na área esse bando de gente boa que fez música no passado aqui no Brasil. Discos assim você pode colocar sempre, pra gente dar uma aprofundada na coisa... heheh
Abraço mano!
Dione
Eu adoraria postar MUITO MUITO MUITO mais. Mas meu tempo é também MUITO MUITO MUITO curto. Ainda mais dividindo meu PC com minha maninha Delta-Pi.
Poréééémmmm... tenho a intenção de postar os álbuns que deram origem à saga O ROCK QUE O PARIU!!!.
Muita coisa boa.
Agora, que cheguei ao término dos anos 70 (com muitas carências, é verdade; merecerá uma revisão) estou taxiando a nave para voar rumo aos anos 80. E olha que tem coisa! Titãs, Legião, Paralamas, RPM, Ultraje, Barão etc e tal, e tudo o mais que rolou...
Mas dá trampo.
Abração.
Postar um comentário