Sempre gostei dos Beatles.
Apesar de não serem os melhores músicos de rock (Yardbirds tinham mais talento, The Who mais atitude, sei lá... poderíamos alongar a lista e o que não faltam são comentários sobre esse tema).
George Harrison disse que eles tiveram muita sorte.
Quem sou eu para desdizê-lo.
George Martin (o gênio oculto) disse que o grande valor deles era a criatividade, a experimentação.
Quem sou eu para desdizê-lo.
Um fato inegável é que a música pop surgiu COM eles; e o videoclipe também.
George Harrison, no livro Anthology disse que eles foram pilhados.
Quem sou eu para desdizê-lo.
No vídeo abaixo, retalho do filme "Let it Be", vejo em Ringo Starr a mais completa tradução dos Beatles, não em sua criatividade ou musicalidade, mas em sua expressão do consciente-inconsciente-coletivo. Ele, sem máscaras, alí... em sua inexpressável expressão... ocultado pelo enquadramento da câmera... direcionando claramente sua emoção... Ele, Ringo, é o arquétipo do "conjunto Beatles", não no sentido de "banda", mas no sentido de "reunião das partes que formam um todo", da imagem de sua geração Beatle.
Esse trecho, esse recorte... melhor: esse "retalho" da filmagem, mostrou-me uma síntese do trabalho do conjunto. Especialmente quando John canta trechos de "Help" e "Please, please me", após duas tentativas de introdução de "Get Back" e "I've got a feeling".
Esse retalho me fez pensar em muitas coisas... Especialmente que era necessário ter muito saco para aguentar John e Paul chapados.
Será que eu posso alimentar a esperança de ainda ver longos trechos da gravação de "Abbey Road"?
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