domingo, 10 de maio de 2009

Para minha Mãe adorada, Mãe entre todas as Mães!

Mãe! Mamãe! Mamãezinha! Ou, simplesmente, Ma.
Palavra do mais profundo significado.
Qual foi o Anjo que colocou essas palavras nas bocas inocentes das crianças pequeninas?
Deus sabe…
Mama: palavra de tremendo poder!
Pronunciadas pelas mentes limpas de qualquer preconceito, livres de qualquer prejuízo, alheias aos problemas da vida. Mentes que não são escravas do futuro, nem do passado.
Nada a recordar, nada a planejar. Sem projetos. Vida incessante. Momentos eternos!…
Como distanciar a Mãe, da inocência perdida? Se é Mãe, porque se trouxe ao mundo uma alma inocente. Supremo privilégio…
Mãe, Madre, Mother, Matter… tantos nomes soando semelhantes.
O maravilhoso e saudoso som do “M”, suave, sonoro, reconfortante, tranqüilo. Tão próprio das canções de ninar.
Tão patrimônio dessas almas elevadas.
O ondulante “M”… o maravilhoso som nasal. Deus insuflou vida no homem soprando em suas narinas.
Podemos ficar semanas sem comer. Dias sem beber. Poucos minutos sem respirar! A vida en-tra pelas narinas…
O profundo “M”… de mar. Das águas profundas e caóticas do primeiro instante.
Da água, que é o veículo da vida.
Da água, solvente universal dos químicos.
Da água, tão macia e flexível; no entanto, capaz de romper as rochas de uma encosta, de cavar pofundos sulcos na terra; de fazer tremer de espanto a humanidade arrogante e néscia.
O espermatozóide percorre valorosamente seu trajeto em busca do óvulo.
O peixe percorre valorosamente as corredeiras das águas impiedosas para poder reproduzir sua espécie.
Ambos levam grande parte de suas vidas para percorrer os seus trajetos. E, ao atingirem seus objetivos, entregam suas vidas, suas próprias, para manifestação da própria vida!
O exótico “M”, de Mistério… Dos grandes mistérios arcaicos. Dos grandes mistérios da vida e da morte.
“M”, de MARIA, mãe de todos os seres. Mãe do mar.
“M”: o silêncio profundo!
“A”: pirâmide misteriosa construída dentro do próprio homem!
“R”: do som do fogo, do Rá egípcio, o próprio Sol que a tudo dá vida; das runas nórdicas, que significam mistérios da natureza e do homem!
“I”: que une o céu e a terra, o que há encima com o que há embaixo; que soa ardentemente em nosso cérebro, chefe supremo de nosso organismo físico!
“A”: que nos aponta novamente para cima, para o alto, para o céu, para Deus!
MARIA: nome grandioso, místico, enaltecedor.
Maria, a sagrada mãe de todos os seres. A Divina Mãe com seu manto azul e seu branco véu. O azul inatingível do céu… o véu intransponível do segrêdo…
Ainda ressoa por entre o cantar dos grilos, em meio ao som da chuva, ecoando com os trovões da tempestade, a profunda frase enigmática: “Eu sou Isis, e nenhum mortal jamais levantou o meu véu”!!!
Oh, Isis, Mãe Imortal, senhora de nossos corações: tenha compaixão de nossa pobre humani-dade ignorante!
Perdoa nossos erros. Conforte nossos aflitos corações, que tanto sofrem por te perder…
Senhora Mãe de Deus roga por nós que somos tão ingratos que não reconhecemos a dádiva da vida que nos ofereceste!
Mãe Adorada, abençoa-nos e protege-nos. Nos envolve em teus braços imaculados e recon-forta nossa alma. Dá-nos o leite de sua sabedoria e bondade, afastando de nós a iniqüidade e os maus pensamentos. Envolve-nos com teu manto sagrado e, em teu colo sacrossanto, deixa-nos dormir, descansar das dores dessa vida e ouvir as belas canções que, de teus lábios fecun-dos, brotam como flores primaverís.
Mãe Santa e Poderosa, protege-nos, ilumina-nos, guia-nos. Somos teus filhos…
Mãe Divina, extrato e essência de tudo o que há de melhor em todas as mãezinhas terrenas, que tão profundamente amam seus filhos: ilumina nossa alma!
Porque valorizamos tanto as coisas quando já as perdemos? O amor da mãe nunca se perde: ressoa eternamente além do tempo, além do espaço, além dos homens… e além dos Anjos!
Bendita seja nossa Mãe Divina!!
E ainda mais bendita seja você, mamãezinha da terra, que enxugou nossas lágrimas, que curou nossas feridas, que deu-nos de comer, que alimentou nossas esperanças, que nos enebriou de bondade nos momentos mais difíceis.
Benditas sois vós, todas as mulheres, que dão suas próprias vias para que possamos viver!

(essa é de meu amigo íntimo, Carlos A. C.)

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