sábado, 20 de junho de 2009

COMENTÁRIO E INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DA MÁQUINA DO TEMPO - parte 3/5

III. DESCRIÇÃO DA MÁQUINA

A Máquina compõe-se por um quadro de ébano, análogo ao quadro de aço de uma bicicleta. As barras de ébano estão reunidas por encaixes de cobre soldadas entre elas.

Os três anéis circulares (ou volantes dos giróstatos), nos três planos perpendiculares do espaço Euclidiano, são de ébano banhado de cobre, montados de acordo com os seus eixos sobre
varões de chapa de quartzo, em forma de fita, em espiral (a chapa de quartzo é fabricada através dos mesmos métodos que o fio de quartzo), as extremidades girando em cachimbo de gonzo de quartzo.

Os quadros circulares ou os raios semi-circulares dos giróstatos são em níquel. Sob a sela, ligeiramente a diante, estão os acumuladores do motor eléctrico. Não há outro ferro na Máquina para além do ferro macio dos electro-magnetos.

O movimento é transmitido aos três anéis circulares por caixas de bobinas e por cadeias sem fim de fio de quartzo, enrolados em três rodas dentadas, no mesmo plano cada qual com os anéis
circulares, e ligas entre elas e ao motor através de carretos e cabos de condução. Um triplo travão comanda simultaneamente os três eixos.

Cada volta do volante anterior activa um disjuntor, e quatro quadrantes de marfim, justapostos ou concêntricos, através de uma roda de garganta e de um fio sem fim, registam os dias, milhares, milhões e centenas de milhões de dias. Um quadrante especial, pela extremidade inferior do eixo do giróstato horizontal, está em contacto com o movimento diurno da terra.

Uma alavanca, inclinando-se para a frente por meio de uma manivela de marfim, num plano paralelo ao longitudinal da Máquina, regula a aceleração do motor; uma segunda alavanca,
através de uma vara articulada, reduz a velocidade. Veremos que o regresso do futuro ao presente se faz a partir de um abrandamento da marcha da Máquina, e a marcha à frente no passado por uma velocidade ainda superior (para reproduzir uma mais perfeita imobilidade de duração) à marcha à frente no futuro. Para a paragem num qualquer ponto da duração, uma alavanca bloqueia o triplo travão.

A Máquina em repouso está tangente ao solo pelos quadros circulares de dois dos giróstatos; em movimento, cubo girostático, desde que imóvel em rotação, ou pelo menos mantido o desvio
angular que determinaria uma acoplagem constante, a Máquina balança livremente no azimute sobre a extremidade do eixo do giróstato do plano horizontal.



Aguarde ansiosamente pela continuação...



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