
Não, não é o Raul... Não, não é o Pereio...
A POESIA QUE EU PRECISO
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Sabes amada, o que significa ser um poeta romântico
Homem cujas lides são buscas de um sonho semântico
Ser cuja existência, pautada pelos desejos não contidos
É transformada em Inferno por demônios não retidos?
Sabes o que é buscar a eternidade, amada companheira
E acordar diariamente sozinho vomitando na banheira,
Percebendo que eternidades são igual a bebidas fortes
Eternas enquanto não lhe chegam com outras mortes?
Sabes minha amiga, o que é ser um amante por natureza
Um ser acostumado com a dor em busca da beleza
Cumprindo o que parece ser maldição, destino ou sina
Um cruel destino sem alcançar a paz que se lhe destina?
Sabes minha musa, o que é ser poeta, buscar a perfeição
Entregar a poesia e a alma recebendo tapas e não afeição?
Feito cego caminhando à esmo, procurando o som perfeito
Solos de um instrumento no compasso exato do seu peito.
Sabes minha parceira, sabes o que é desacreditar da existência
E trajar um uniforme rasgado camuflado de enérgica resistência?
Fingindo crer, que ainda busca e fingindo que um dia irá achar
Mas depois, deitar num leito solitário com demônios a marchar.
Sabes minha vida, o que é ter que acreditar na morte por saída
E acreditar na dor como única amante por demônios possuída?
Afinal, consigas saber o quanto de mim precisa do seu tanto
E que minha vida precisa do manto do brilho do seu encanto.
(Fica mais sinérgica depois de umas goladas de Absolut [Dreher tb tá valendo...])
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