segunda-feira, 3 de março de 2008

The Psychedelic Experience: A manual based on the Tibetan Book of the Dead.

Timothy Francis Leary (22/10/20 - 31/05/96), escritor americano, psicólogo e militante das drogas. Ficou famoso como um proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD.
Nos anos 80, fascinado pelos computadores, Leary criou softwares de design, continuou escrevendo livros e fazendo conferências. Embora o seu tópico principal agora fosse tecnologia, ele ainda era reconhecido como o guru do LSD dos anos 60.

Sua morte
Nos meses que antecederam sua morte (por conseqüência de um câncer na próstata), escreveu um livro chamado Design for Dying ("Projeto para morrer"), uma tentativa de mostrar às pessoas uma nova perpectiva da morte e do morrer. Suas últimas palavras foram "Why not?" ("Porque não?").
Timothy Leary faleceu em 31 de maio de 1996, aos 75 anos, em sua própria cama, cercado de amigos. Logo em seguida, de acordo com o seu desejo, sua cabeça foi retirada do corpo e congelada. Seu corpo foi cremado e em outubro de 1996, suas cinzas foram transportadas pela espaçonave Pegasus e liberadas no espaço com auxílio de um satélite, junto com as de Gene Roddenberry, criador de Jornada nas Estrelas, e de outros cientistas e pioneiros em estudos aero-espaciais, tais como o físico da High Frontier Space Station, Gerard O’Neill, e Todd Hauley, professor da International Space University.


Ralph Metzner
, nascido em 18/5/1936, na Alemanha, é um psicólogo estadunidense, escritor e pesquisador, que participou das pesquisas psicodélicas na Universidade de Harvard nos início dos anos 60. O Dr.
Metzner é um psicoterapeuta, e Professor Emérito de Psicologia no Instituto de Estudos Integrais da California (California Institute of Integral Studies), em São Francisco.

O Dr. Metzner tem-se envolvido em pesquisas sobre a consciência, incluindo psicodelismo, Yoga, meditação e Shamanismo há mais de 45 anos. É co-fundador e foi presidente da Fundação Terra Verde (Green Earth Foundation), uma organização educacional dedicada à harmonização das relações entre os seres humanos e a Terra. Tem conduzido numerosos workshops internacionais sobre alquimia e a transformação da consciência. Além disso, ele também é poeta e compositor, tendo produzido um CD.


O Dr. Richard Alpert (06/4/1931), também conhecido como Baba Ram Dass, é um professor espiritual contemporâneo que escreveu em 1971 o best seller Be Here Now (Estar Aqui Agora). É conhecido por sua associação com Timothy Leary na Universidade de Harvard no início dos anos 60, ambos tendo sido despedidos de suas cadeiras devido às experiências sobre os efeitos de drogas psicodélicas em seres humanos. Ele também é conhecido por suas viagens à Índia e sua associação com o guru indiano Neem Karoli Baba. Aqui você terá muitas informações sobre Ram Dass (vale a visita).

(Textos - alguns 'transgredidos' por Delta9 - integralmente extraídos da Wikipédia, a sua, a minha, a DELES... )


A obra que lhes apresento aqui para download (NÃO É MUSICA, é texto), foi obtido em programas de compartilhamento. A obra original foi publicada em 1964.

É de salientar que os experimentos desenvolvidos pelo Dr. Leary sempre tiveram por fundamento a busca de uma experiência transcendental para o indivíduo, como está devidamente demonstrado pela trajetória de vida desses três malucos geniais!

Não era o "barato" pelo "barato"; nem mera diversão. O envolvimento com as substâncias analisadas, estudadas, pesquisadas e experimentadas por eles e sua equipe de pesquisadores, não tinham por objetivo apenas e tão somente romper paradigmas sociais ou morais. O rompimento crucial era com o mecanismo intelectual, abraçando aspectos amplos e profundos de civilizações orientais. Sim, maninhos psicodélicos: não era uma roda de malucos, mas sim uma equipe de pesquisadores; a viagem tinha uma finalidade MUITO diferente do que se vê hoje... O BARDO THÖDOL (o Livro Tibetano dos Mortos), não trata apenas da morte física e seus desdobramentos do além-morte, mas, fundamentalmente de seu aspecto da ANIQUILAÇÃO BUDISTA, lance relacionado à psicologia, a eliminação do "Ego" e coisa e tal.
É um livro extraordinário. Ele e o Livro dos Mortos do Antigo Egito (existe um ótima versão do estudiodo Walis-Budge), são leituras obrigatórias para quem quer ser realmente um psicodélico underground, mesmo que na própria contra-cultura do "underground pré-estabelecido", se é que me entendem...

Portanto, aos vacilões muito cuidado: o conteúdo desse texto não é brincadeira. É um trabalho muito sério. O desvio em sua linha de pesquisa e o abuso levaram muitas pessoas a viagens sem volta. É desesperador observar apenas a aparência física de pessoas queridas (ainda que desconhecidas), ver apenas seus corpos vestidos, comendo, andando, falando (!), mas sem que a pessoa esteja alí. Sem voltar jamais da viagem... Bad Trip fatal. Alguns já levaram até seus corpos... (Úúúuuuu.... que mêda!!). Moçada, a rapadura é doce... mas não é mole. E nessas, cada um tem uma história para contar.


The Psychedelic Experience: A manual based on the Tibetan Book of the Dead.
Timothy Leary - Ph.D
Ralph Metzner - Ph.D
Richard Alpert - Ph.D
(baixe o texto integral - em inglês - aqui).

María Sabina - 1956 - Mushroom Ceremony of the Mazatec Indians of Mexico

Quem foi Maria Sabina?

Essa índia mazateca nascida aos 17/03/1894, num rancho em Huautla de Jimenez, Oaxaca, falecida em 22/11/1985, nas mesma Oaxaca, chegou a viver mais de 90 anos. Uma senhora que nunca aprendeu a ler; nunca aprendeu a falar espanhol. Tinha fama de curandeira, pois curou-se a si própria, e à sua irmã (já desenganada) com a sabedoria de seus antepassados sobre o manejo dos cogumelos sagrados.

Talvez a indígena mais famosa do México, graças às pesquisas desenvolvidas pelo casal Robert Gordon Wasson e Valentina Pavlovna, casados desde 1926, em Londres, ele estadunidense e ela russa.
Eles faziam pesquisas - nas horas livres e nas férias - sobre os cogumelos silvestres, e sobre as caraterísticas "micófilas" e "micófobas" (neologismos deles) de algumas sociedades.

Além de vice-presidente da J.P. Morgan, ele era um aventureiro. Com o auxílio de Robert Wetlaner, em 1953 (ele já com 55 e ela com 52 anos) chegaram a Huautla de Jimenez, Oaxaca, em busca do cogumelo que lá era considerado sagrado.

Gordon também havia sido reporter do Herald Tribune e durante o tempo que foi executivo, continuou suas investigações sobre o que chamou "Etnomicologia": a relação entre o homem antigo e os cogumelos sagrados.

Assim, por intermédio de seu artigo Culto aos cogumelos sagrados, publicado na edição de junho de 1957, da revista Life (em inglês), o mundo intelectual passou a conhecer Maria Sabina e seus rituais sagrados. Ao escrever a reportagem, Wasson tinha em mente o compromisso com Maria Sabina de não revelar o uso secreto do TEONANACATL sagrado. Talvez por não entender o sentido de tal compromisso, escreveu que tal experiência ocorreu na Serra Mixteca do sul do México, assistido pela curandeira Eva Mendez.

O material de pesquisa, as rezas, os contos, foram registrados, e lançados em um LP.

Depois, sua história foi registrada no filme Maria Sabia: mujer espírito, produzido por Nicholas Echerria.

Dentre as repercussões do encontro Wasson-Sabina encontram-se o isolamento dos princípios ativos dos cogumelos sagrados (psilocybina e psilocina) que foram sintetizados em laboratórios de Basiléia, Suiça, pelo Doutor Albert Hoffmann, descobridor do LSD, outro alucinógeno inicialmente considerado medicinal e pelo seu mau uso foi proibido pelas leis norteamericanas dos anos 70. Aconteceu o mesmo com os fungos de Huautla quando foram incluídos no código sanitário em 1971, proibindo seu uso e tráfico.

Wasson escreveu em 1983 que, por consequência de seus artigos na revista Life, uma turba de buscadores de emoções que queriam "fungos mágicos" caíram sobre Huautla de Jimenez - hippies, psiquiatras heterodoxos, pessoas estravagantes, e ainda guias turísticos com seus dóceis rebanhos -, alterando e corrompendo a vida calma e tranquila que haviam tido, ao menos superficialmente, um idílico povo indígena, deplorando a canalhice daquela gente.

Maria Sabina sempre procedia entendendo que aqueles que buscavam o sagrado TEONANACATL, buscavam Deus. (No arquivo encontra-se também o texto em espanhol elaborado por Álvaro Estrada, biógrafo de Maria Sabina, em PDF, de onde me baseei para este comentário).

Portanto, a psicodelia desses antigos xamãs - estejam eles na sibéria, na china ocidental, entre os esquimós, entre os indígenas da américa e da áfrica - sempre foi em seu sentido original, transcendental. E não essa miserável "prostituição dos sentidos" espalhada por aí afora, que tem trazido mais mal que bem.