terça-feira, 4 de agosto de 2009

Música Popular Brasileira.

Alô polícia: Eu tô usando... Um Exocet! Calcinha!

Caríssimos apresento a vós outros, uma das melhores coletâneas já postadas no blog Lágrima Psicodélica. Convido os músicos plantonistas que revejam seus conceitos de harmonização e ritmo... Trago-lhes um colar de pérolas de grandes sucessos pedidos à exaustão para os sonoplastas das rádios AM. Venderam... Muuito. Tocaram... Muuuuiiiito. Algumas com mais de 40 anos até hoje são lembradas demaaaaaais.

Raul dizia que suas músicas eram muito complexas. Talvez porque em finais dos anos 60 ele quisesse dar uma de John Lennon... Só que num país cuja cultura é essencialmente emocional, e não racional.

E emoções mecânicas, semelhantes em categoria.
A inteligência mundial permanece a mesma; porém a população está aumentando. Ou seja: a inteligência individual está caindo. E como a mundial não aumenta, a tendência é que também diminua.

Pesquisadores, tomando por base os índices de quociente intelectual (os tão famosos Q.Is.), após análises enfadonhas e intermináveis, chegaram à conclusão que o QI da massa fica entre 70-85 (a faixa ‘normal’ seria 95-105).
Não adianta se você é filósofo, cientista pesquisador, economista, ou rebelde psicodélico underground. Quando você está inserido na massa recebe as mensagens para a massa, uma mensagem para pessoas com QI entre 70-85.
(Para maiores detalhes sobre Q.I.)

(Saca essa: CIÊNCIA: Homens têm QI superior às mulheres)

(REFLEXÃO: A política e os media: «Os Mass Media têm na nossa sociedade uma forte influência na formação dos conhecimentos dos indivíduos», assinala Robert Park. Este conhecimento «é intuitivo, parcial, fragmentado», acrescenta o investigador. Forma-se, assim, uma «cultura mosaico» que se opõe à cultura clássica, cujo conhecimento é obtido com base nos livros ou nas escolas. «Os Mass Media propõem um conhecimento mais generalista baseado no senso comum», sustenta Robert Park. (...) Outro especialista (Katz) afirma que «o público está cada vez mais vulnerável aos órgãos de comunicação social. Há uma influência directa cada vez maior dos media sobre os receptores». Continua

Assim, façam seus projetos. Mas os recursos para se comunicar com a massa são simples.
Estudem essas bregarias...
Façam suas pesquisas musicológicas, apoiadas nos alicerces da antropologia e psicologia social, sociologia, etnologia e cultura geral. Gestalt?

Isso é pra ser ESTUDADO juntamente com Zappa, Raul, Tom Zé e – porque não? – Eduardo Dussek. O que vale mais é a mensagem ou o meio?
Fica aqui o bom papo.
Apreciem à exaustão analítica esses refrões, esses riffs, esses padrões psíquico-músico-sociais. Estudem as letras, as construções verbais. As associações subliminares com o inconsciente coletivo, blá, blá, blá. O "fenômeno sociológico".

Conheço um cara que fez uma dissertação sobre o caminhar da formiga ao redor de um parafuso!! Virou uma palestra de mais de uma hora!!
Não importa o estado em que ele se encontrava, cacete; nem o que tinha tomado: Ele falou e foi ouvido... (E nem queiram saber o estado dos ouvintes...)

Enfim, ouçam as canções. Façam versões vanguardistas, feeling blues arrastadões...
Ou você acredita que os blues foram considerados menos bregas antes do anos 60?
Caipiragem tosca...

Agora vamos rever conceitos à posteriori e à priori.


01 - A ciganinha - Carlos Alexandre
02 - A noite mais linda do mundo - Odair Jose
03 - Bilu Tetéia - Mauro Celso
04 - Deixe essa vergonha de lado - Odair Jose
05 - Eu não sou cachorro não - Waldick Soriano
06 - Eu não sou lixo - Evaldo Braga
07 - Eu te peguei no fraga - Genival Santos
08 - Feiticeira - Carlos Alexandre
09 - Melô do Piriri - Gretchen
10 - Mon amour, meu bem, ma femme - Odair Jose
11 - Não se reprima - Menudos
12 - Nós somos dois sem-vergonhas - Lindomar Castilho
13 -Sandrinha - Barto Galeno
14 - Tira a calcinha - Alipio Martins
15 - Tu - Julio Cesar
16 - Você é doida demais - Lindomar Castilho
17 - Você precisa ser minha - Amilton Lelo
18 - Vou dormir no chão - Carlos André

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(por sua própria conta e risco)

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sábado, 4 de julho de 2009

COMENTÁRIO E INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DA MÁQUINA DO TEMPO - parte 5/5

Finalmente liberto-o dessa angústia infinita e concluo esta que, certamente e com certêeiza, é uma das postagens, feitas por esse ser interplanetário residente em seu planeta de origem, que mais contribuição trará ao futuro incólume do pensamento humano. Passado, ou não...
Claro que muitos não levarão à sério este tema devido à minha abordagem ou abalroagem textual.
Mas quem viver verá... Eu sou a mosca na sopa do prato de Castañeda.



V. O TEMPO VISTO DA MÁQUINA

Notemos que há dois Passados para a Máquina: o passo anterior ao nosso próprio presente, ou passado real, e o passado construído pela Máquina quando ela volta ao nosso presente, e que não é senão a reversibilidade do Futuro.

Assim, a Máquina não podendo atingir o Passado real senão depois de ter percorrido o Futuro, ela passa por um ponto simétrico ao nosso Presente, ponto morto, como ele, entre futuro e passado, e que nós designaríamos justamente por Presente imaginário.

O Tempo deverá assim ser Presente para o Explorador sobre a Máquina como uma curva, ou melhor, uma superfície curva fechada análoga ao éter Aristotélico. Nós próprios escrevemos (Acções e Opiniões, liv. VIII) outrora por uma razão diferente Eteriedade. O observador privado de Máquina vê a extensão do Tempo abaixo da metade, sensivelmente como se julgava ver primeiramente a Terra plana.

Deduzimos facilmente da marcha da Máquina, uma definição da Duração.

Considerando que ela é redução de T a 0 e de 0 a -T, diremos: A duração é a transformação de uma sucessão numa reversão.

Noutras palavras: O devir de uma memória.

Doutor Faustroll

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Agradeço ao Dr Faustroll por presentear-nos com uma pérola filófica de grande transcendência, a frase: O DEVIR DE UMA MEMÓRIA.


E não é?!......

Agora preste muita atenção no que vem a seguir e que está profunda e visceralmente ligado ao conjunto dessas postagens sobre a Construção da Máquina do Tempo e sua síntese experimental: a reversibilidade.


Conselhos de uma lagarta.

A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.

"Quem é você?", perguntou a Lagarta.

Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: "Eu - eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento - pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.

"O que você quer dizer com isso?", perguntou a Lagarta severamente. "Explique-se!"

"Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora", respondeu Alice, "porque eu não sou eu mesma, vê?"

"Eu não vejo", retomou a Lagarta.

"Eu receio que não posso colocar isso mais claramente", Alice replicou bem polidamente, "porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso."

"Não é", discordou a Lagarta.

"Bem, talvez você não ache isso ainda", Alice afirmou, "mas quando você transformar-se em uma crisálida - você irá algum dia, sabe - e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?"

"Nem um pouco", disse a Lagarta.

"Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes", finalizou Alice, "tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.

"Você!", disse a Lagarta desdenhosamente. "Quem é você?"

O que as trouxe novamente para o início da conversação. Alice sentia-se um pouco irritada com a Lagarta fazendo tão pequenas observações e , empertigando-se, disse bem gravemente:"Eu acho que você deveria me dizer quem você é primeiro."

"Por quê?", perguntou a Lagarta.

Aqui estava outra questão enigmática, e, como Alice não conseguia pensar nenhuma boa razão, e a Lagarta parecia estar muito chateada, a menina despediu-se.

"Volte", a Lagarta chamou por ela. "Eu tenho algo importante para dizer!"

Isso soava promissor, certamente. Alice virou-se e voltou.

"Mantenha a calma", disse a Lagarta.

"Isso é tudo?", retrucou Alice,engolindo sua raiva o quanto pôde.

"Não", respondeu a Lagarta.

Alice pensou que poderia muito bem esperar, já que não tinha nada para fazer, e talvez no fim das contas ela poderia dizer algo que valesse a pena. Por alguns minutos a Lagarta soltou baforadas do seu cachimbo sem falar; afinal, ela descruzou os braços, tirou o narguilé da boca novamente e disse: "Então você acha que mudou, não é?"

"Temo que sim, Senhora", respondeu Alice. "Não consigo lembrar das coisas como antes - e não mantenho o mesmo tamanho nem por dez muinutos!"

"Não consegue lembrar que coisas?", continuou a Lagarta.

"Bem, eu tentei recitar "Como a abelhinha estava atarefada, mas fiz tudo diferente!"

Alice replicou numa voz muito melancólica.

"Repita "Você está velho, Pai William", pediu a Lagarta.

Alice cruzou as mãozinhas e começou:

"Você está velho, Pai Joaquim", disse o jovem,
"E seu cabelo está ficando branquinho,
Mas você ainda planta bananeira,
Você acha, que na sua idade, isso está certo?"

"Na minha juventude", Pai Joaquim respondeu,
"Tinha medo de perder a cabeça,
Mas agora eu sei que não posso perder,
Porque não paro de plantar bananeira e estou inteiro."

"Você está velho, já falei uma vez", retrucou o jovem,
"E está engordando demais,
Mas ainda entra aqui dando cambalhotas,
Por favor, como você faz isso?"

"Na minha juventude", disse o velho,
"Eu me mantive em forma,
Usando esse ungüento - é bem baratinho,
Posso vender uns dois potes para você!"

"Você está velho", disse o jovem, "e seus dentes estão fraquinhos
Para mastigar qualquer coisa dura.
Mas você ainda come um ganso com osso e tudo,
Por favor, como você faz isso?"

"Na minha juventude", disse o velho, "eu acreditava na Lei,
E discutia tudo com minha mulher.
O treino que fiz naquela época,
Durou para o resto da minha vida!"

"Você está velho", disse o jovem, "e ninguém pode acreditar
que você ainda enxerga bem.
Mas ainda assim você equilibra uma enguia na ponta do nariz.
O que deixou você tão esperto?"

"Já lhe respondi três perguntas, agora chega!"
Disse o velho, "e não pense que você me agrada!
Você acha que vou perder meu dia ouvindo suas bobagens?
Pode sumir, ou vai levar um pontapé no traseiro!"

"Isso não está dito certo", disse a Lagarta.

"Não bem certo, eu receio", respondeu Alice timidamente, "algumas das palavras podem ter sido trocadas".

Poema de Robert Southney para a edificação moral dos jovens, presente em antologias escolares, na época, e decorado pelos estudantes. As duas primeiras estrofes (em tradução literal0 dão uma idéia do seu teor:

"Estás velho, pai William", gritou o moço, "os poucos cabelos que te restam são grisalhos.
"És robusto, pai William, és um velho vigoroso. Peço que me digas a razão."

"Nos dias de minha juventude", pai William respondeu, "eu me lembrei que a mocidade passaria logo."
"E não abusei de minha saúde nem esgotei o meu vigor, para não ficar privado deles depois!".

Nota de Isabel de Lorenzo, no livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol (Charles Lutwidge Dodgson), Editora Sol (comprado baratinho, baratinho, num sebo...)

"Está errado do começo ao fim", afirmou a Lagarta decididamente. Então fez-se um silêncio por alguns minutos.

A Lagarta foi a primeira a falar.

"De que tamanho você quer ser?", ela perguntou.

"Oh, eu não ligo para qual tamanho", respondeu Alice apressadamente, "apenas um que não fique mudando sempre, a senhora sabe."

"Eu não sei", retrucou a Lagarta.

Alice não disse mais nada: ela nunca fora tão contradita em toda sua vida antes e sentia que estava perdendo a paciência.

"Você está satisfeita agora?", indagou a Lagarta.

"Bem, eu gostaria de ser um pouco maior, Senhora, se não se importar", disse Alice, "oito centímetros é um tamanhozinho meio pequeno demais."

"É um ótimo tamanho certamente!", vociferou a Lagarta, levantando-se enquanto falava (ela tinha exatamente oito centímetros de altura).

"Mas eu não estou acostumada com isso!", alegou a pobre Alice em um tom consternado .

"Você se acostumará com o tempo", retrucou a Lagarta, e colocou o narguilé na boca, começando a fumar novamente.


Parte de texto extraído desse belo blog, com tradução de Clélia Regina Ramos.


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