domingo, 1 de janeiro de 2012

Ao Gu(s)to Lacaz...

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Uma das coisas que admiro no Guto Lacaz, são seus desenhos (muito especialmente aqueles veiculados na Caros Amigos, aos quais tenho acesso).

Percebe-se que não o conheço pessoalmente. Sei que usa óculos por tê-lo visto em um entrevista no programa do Jô Soares (que, como os bons vinhos, os melhores são de safra mais antiga). Sei que o Guto não é filho do Moacyr Franco (outro Guto genial, que admiro desde o tempo do ignorânça pai-dégua).

Aliás, permitam-me um patênteses, ainda que nessas mal traçadas linhas.
Expresso minha mais profunda admiração ao senhor Moacyr de Oliveira Franco, um dos maiores artistas que esse nosso Brasil já produziu. Moacyr Franco está acima de qualquer mídia; qualquer uma...

Voltando ao Lacaz...
Ele não é irmão de Marcelo Taz (só para aproveitar a rima pobre). Ambos devem se dar muito bem, graças ao bom Deus... Saravá.
Lacaz tem traços simples, porque é mais difícil.
Lacaz explora conceitos. Traços conceituais (com 'p' ou deveras...)
Para entender Lacaz é necessário contexto, repertório cultural e desbunde.

Sim: desbunde.

Desbundar é o fundamental em casos tais. (Embora não tenha desbunde no Miniaurélio Eletrônico versão 5.12.).

Me explico. Nesses mágicos, inesperados, intrínsecos, imorredoiros, e deliciosos (e como são) instantes, LEIO os desenhos de Lacaz sob a égide (pasmem!! sim, incautos, égide. Mas deixemos os Titãs fora disso tudo...) do Grupo Farroupilha a desencadearem-se num Entrevero no Jacá.

Sabe-se-lá o que é isso? É um estado de "AFINAÇÃO DA INTERIORIDADE", nas palavras de Gilberto Gil (ministro ou não. Aliás... Quem precisava mais de quem? O ministro ou o ministério?).

Voltando ao Lacaz...

Na Caros... de janeiro/2011, o importante é a linha, Lacaz. Senão ela não existiria...
Lacaz, agradeço pela linha.
Precisamos muito (todos) de um alinhamento. Ou não...
Assim, vou ouvindo o Conjunto Farroupilha, na excelente Muy cerca de ti de F. Gimenez e B. Moaiar (do delicioso long-play Gaúchos na Cidade, de 1958).
Oh, My God, it's not rock'n'roll... Pero, que hacer?

Que hacer?!
Ora, direis, ouvir Lacaz. Con mucho gusto.


(Ah, o Lacaz não é gaúcho... É arquiteto. No sentido mais arquetípico.)

Guto Lacaz: fazedor de coisas.






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