domingo, 1 de janeiro de 2012

Fungo exerce "controle mental" em formiga há 48 milhões de anos

Essa eu busquei na Folha. E é coisa velha (18.08.2010).
Mas refrigera...

DA NEW SCIENTIST
A formiga carpinteira (Camponotus leonardi) ilustrada na foto abaixo foi infectada e morta por um bizarro fungo "controlador de mentes".
Antes de morrer, a formiga cravou suas presas em uma folha localizada a 25 centímetros acima do solo na Tailândia.
O assassino é o fungo Ophiocordyceps unilateralis, cuja haste marrom-avermelhada pode ser vista saindo da nuca do inseto.
O fungo invadiu o corpo da formiga e passou a manipular seu comportamento.
A posição da invasão e da morte induzida do inseto é ideal para a liberação e disseminação dos esporos ("sementes") do fungo.

David Hughes/Universidade Harvard
Formiga carpinteira infectada por fungo "controlador de mente"; inseto morreu após cravar suas presas em folha localizada a 25 centímetros do solo, deixando o fungo em posição ideal para liberar seus esporos ("sementes")
Formiga carpinteira infectada por fungo "controlador de mente"; inseto morreu após cravar suas presas em folha localizada a 25 centímetros do solo, deixando o fungo em posição ideal para liberar seus esporos ("sementes")
FÓSSIL
Ao que parece, esse controle mental parasítico ocorre há pelo menos 48 milhões de anos.
David Hughes, da Universidade Harvard, e colegas descobriram folhas fossilizadas desse período contendo cicatrizes características da "pegada mortal" das formigas, induzida pelo "controle mental" exercido pelo fungo.
É a primeira vez que esse tipo de controle comportamental foi descoberto em um fóssil.
O achado apoia a ideia de que formigas e fungos têm se enfrentado numa corrida armamentista evolucionária há milhões de anos.
A descoberta foi descrita no periódico "Biology Letters".

Por isso que eu gosto de levar umas idéias frequentes e fortuitas com minha formiguinha Ant-Ônia...


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Ao Gu(s)to Lacaz...

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Uma das coisas que admiro no Guto Lacaz, são seus desenhos (muito especialmente aqueles veiculados na Caros Amigos, aos quais tenho acesso).

Percebe-se que não o conheço pessoalmente. Sei que usa óculos por tê-lo visto em um entrevista no programa do Jô Soares (que, como os bons vinhos, os melhores são de safra mais antiga). Sei que o Guto não é filho do Moacyr Franco (outro Guto genial, que admiro desde o tempo do ignorânça pai-dégua).

Aliás, permitam-me um patênteses, ainda que nessas mal traçadas linhas.
Expresso minha mais profunda admiração ao senhor Moacyr de Oliveira Franco, um dos maiores artistas que esse nosso Brasil já produziu. Moacyr Franco está acima de qualquer mídia; qualquer uma...

Voltando ao Lacaz...
Ele não é irmão de Marcelo Taz (só para aproveitar a rima pobre). Ambos devem se dar muito bem, graças ao bom Deus... Saravá.
Lacaz tem traços simples, porque é mais difícil.
Lacaz explora conceitos. Traços conceituais (com 'p' ou deveras...)
Para entender Lacaz é necessário contexto, repertório cultural e desbunde.

Sim: desbunde.

Desbundar é o fundamental em casos tais. (Embora não tenha desbunde no Miniaurélio Eletrônico versão 5.12.).

Me explico. Nesses mágicos, inesperados, intrínsecos, imorredoiros, e deliciosos (e como são) instantes, LEIO os desenhos de Lacaz sob a égide (pasmem!! sim, incautos, égide. Mas deixemos os Titãs fora disso tudo...) do Grupo Farroupilha a desencadearem-se num Entrevero no Jacá.

Sabe-se-lá o que é isso? É um estado de "AFINAÇÃO DA INTERIORIDADE", nas palavras de Gilberto Gil (ministro ou não. Aliás... Quem precisava mais de quem? O ministro ou o ministério?).

Voltando ao Lacaz...

Na Caros... de janeiro/2011, o importante é a linha, Lacaz. Senão ela não existiria...
Lacaz, agradeço pela linha.
Precisamos muito (todos) de um alinhamento. Ou não...
Assim, vou ouvindo o Conjunto Farroupilha, na excelente Muy cerca de ti de F. Gimenez e B. Moaiar (do delicioso long-play Gaúchos na Cidade, de 1958).
Oh, My God, it's not rock'n'roll... Pero, que hacer?

Que hacer?!
Ora, direis, ouvir Lacaz. Con mucho gusto.


(Ah, o Lacaz não é gaúcho... É arquiteto. No sentido mais arquetípico.)

Guto Lacaz: fazedor de coisas.






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